Confira a crítica da minissérie "Homicídio nos EUA: Gabby Petito", série documental de 2025 disponível para assistir na Netflix.

‘Homicídio nos EUA: Gabby Petito’, um retrato inquietante da violência doméstica

Foto: Netflix / Divulgação
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A Netflix lança mais uma produção de true crime com “Homicídio nos EUA: Gabby Petito”, um documentário que reconstrói os eventos do chocante caso de feminicídio ocorrido em 2021.

A série não apenas relata a história de Gabby, mas também levanta questões incômodas sobre como a sociedade, a polícia e a mídia lidam com casos de violência doméstica. Com imagens reais, entrevistas e uma narrativa envolvente, a produção promete mexer com o emocional do espectador. Mas será que vai além do choque e da exploração midiática?

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Sinopse da da série Homicídio nos EUA: Gabby Petito (2025)

Gabby Petito, uma jovem de 22 anos, decidiu atravessar os Estados Unidos em uma van ao lado do noivo, Brian Laundrie, documentando a viagem em redes sociais. O que parecia ser um sonho se transformou em pesadelo quando, em setembro de 2021, Gabby desapareceu e Brian retornou sozinho para casa.

A ausência de respostas dele e de sua família levantou suspeitas, levando a uma investigação nacional. Pouco tempo depois, o corpo de Gabby foi encontrado em uma área remota de um parque nacional, confirmando o homicídio. Brian, por sua vez, também foi encontrado morto semanas depois, deixando para trás apenas um caderno no qual assumia a responsabilidade pelo crime.

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Crítica de Homicídio nos EUA: Gabby Petito, da Netflix

A produção de “Homicídio nos EUA: Gabby Petito” é eficiente ao construir uma linha do tempo clara dos eventos, usando depoimentos de familiares, amigos e imagens de arquivo, incluindo o perturbador registro de uma abordagem policial ao casal pouco antes do desaparecimento. A narrativa prende o espectador, especialmente por mostrar como a relação de Gabby e Brian foi se deteriorando até seu trágico desfecho.

Entretanto, o documentário falha em aprofundar análises sobre os padrões de abuso psicológico e manipulação que Gabby sofreu. Ainda que a série dê espaço para as vozes da família da vítima, ela não investiga de forma substancial o perfil de Brian Laundrie, nem aprofunda as falhas sistêmicas que permitiram que a violência se agravasse.

O momento em que a polícia de Utah decidiu separar o casal, sem reconhecer Gabby como possível vítima, é um exemplo crucial que poderia ter sido explorado de maneira mais crítica.

Outro ponto sensível é o tratamento da mídia ao caso. A cobertura massiva da história de Gabby gerou discussões sobre a “Síndrome da Mulher Branca Desaparecida”, um fenômeno em que mulheres brancas desaparecidas recebem muito mais atenção midiática do que vítimas de outras etnias. O documentário menciona esse aspecto brevemente, mas não o explora a fundo, o que poderia ter enriquecido o debate.

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Conclusão

“Homicídio nos EUA: Gabby Petito” é um documentário impactante, que sensibiliza o público ao mostrar a vulnerabilidade de mulheres em relações abusivas e a ineficiência de certas instituições em protegê-las. No entanto, ao se concentrar mais na reconstituição dos fatos do que na análise das causas e prevenção da violência doméstica, a série corre o risco de cair no sensacionalismo.

Para quem busca compreender a história e suas nuances, o documentário é uma boa porta de entrada. Mas a discussão sobre abuso, controle e machismo estrutural exige um aprofundamento que a Netflix, desta vez, ficou devendo.

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Onde assistir à série Homicídio nos EUA: Gabby Petito?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Homicídio nos EUA: Gabby Petito (2025)

YouTube player

Ficha técnica de Homicídio nos EUA: Gabby Petito, da Netflix

  • Título original: American Murder: Gabby Petito
  • Gênero: documentário
  • País: Estados Unidos
  • Temporada: 1
  • Episódios: 3
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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