A 79ª edição do festival de cinema mais prestigiado do mundo chegou ao fim, entregando prêmios surpreendentes e consolidando novos recordes. Com um júri principal comandado pelo aclamado diretor sul-coreano Park Chan-wook, o Festival de Cannes 2026 provou que o cinema global continua ousado, refletindo sobre temas como religião, guerras invisíveis e choques culturais.
Se você quer saber quais filmes vão dominar as conversas (e as apostas para o Oscar) nos próximos meses, confira os grandes destaques da premiação.
Quem ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2026?
O grande vencedor da noite foi “Fjord”, um drama do diretor romeno Cristian Mungiu, que agora entra para a história ao conquistar a sua segunda Palma de Ouro (ele já havia vencido em 2007). Com uma recepção calorosa e 12 minutos de aplausos ininterruptos em sua exibição, o filme já desponta como um grande favorito para o próximo Oscar.
Estrelado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, o longa acompanha a asfixiante jornada de uma família de imigrantes ultrarreligiosos que decide deixar a Romênia para viver em uma vila remota na progressista Noruega. Lá, eles acabam virando alvo do Conselho Tutelar local devido à criação extremamente rígida que dão aos filhos, desencadeando um forte suspense social que questiona sistemas de crença e perseguição.
Fato curioso: A vitória de “Fjord” marcou um feito impressionante nos bastidores. A distribuidora norte-americana NEON conquistou sua sétima Palma de Ouro consecutiva, um recorde absoluto na história recente de Cannes.
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Outros destaques: o que brilhou na Premiação Principal?
Enquanto a Palma de Ouro no Festival de Cannes consagrava o drama romeno-norueguês, outros filmes confirmaram suas qualidades após longas ovações na Croisette:
- O Grand Prix, que funciona como o segundo prêmio mais importante do festival, foi para o cineasta russo exilado Andrey Zvyagintsev por “Minotaur”. O filme foca num executivo que atinge seu limite emocional, conjugal e profissional em meio a um mundo caótico.
- Na categoria de Melhor Direção, tivemos um raro empate! A dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi levou o troféu por “La Bola Negra”, um épico queer que teve a incrível marca de 20 minutos de aplausos de pé, dividindo a honraria com o polonês Pawel Pawlikowski, premiado pelo drama histórico pós-guerra “Fatherland”.

Surpresas nas atuações: quem levou Melhor Ator e Atriz em Cannes?
Se as escolhas de direção foram divididas, os prêmios de atuação seguiram o mesmo caminho. Em um choque para a imprensa e os críticos, tanto a categoria masculina quanto a feminina terminaram empatadas.
Entre as mulheres, a belga Virginie Efira e a japonesa Tao Okamoto dividiram o prêmio pela belíssima dinâmica no longa “All of a Sudden”, comandado por Ryūsuke Hamaguchi. Entre os homens, a forte parceria em tela garantiu o prêmio a Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, ambos estrelas do intenso drama queer militar “Coward”, do cineasta belga Lukas Dhont.
O cinema do Brasil premiado em Cannes
O Brasil não passou em branco e brilhou nas mostras paralelas. A coprodução “Elefantes na Névoa” (ou “Elephants in the Fog”), liderada pelo cineasta nepalês estreante Abinash Bikram Shah, arrebatou o cobiçado Prêmio do Júri na prestigiada mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar).
O longa, que aborda a busca de uma líder de comunidade pela filha desaparecida, conta com coprodução de diversos países, incluindo a força criativa das empresas brasileiras Bubbles Project e Enquadramento Produções. O longa teve toda a sua parte sonora finalizada no Brasil, trabalho técnico que inclusive lhe rendeu o prêmio oficial de Melhor Criação Sonora desta edição.
Lista completa dos vencedores do Festival de Cannes 2026
Para facilitar a sua próxima lista de filmes a assistir, confira o resumo dos ganhadores nas principais categorias do festival:
- Palma de Ouro: “Fjord”, de Cristian Mungiu.
- Grand Prix: “Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev.
- Prêmio do Júri: “The Dreamed Adventure”, de Valeska Grisebach.
- Melhor Direção (Empate): Javier Calvo e Javier Ambrossi (“La Bola Negra”) e Pawel Pawlikowski (“Fatherland”).
- Melhor Atriz (Empate): Virginie Efira e Tao Okamoto (“All of a Sudden”).
- Melhor Ator (Empate): Emmanuel Macchia e Valentin Campagne (“Coward”).
- Melhor Roteiro: Emmanuel Marre, por “A Man of His Time”.
- Câmera de Ouro (Melhor Estreante): “Ben’Imana”, da diretora ruandesa Marie-Clémentine Dusabejambo.
- Palma de Ouro de Curta-Metragem: “Para los contrincantes”, de Federico Luis.
- Olho de Ouro (Melhor Documentário): “Rehearsals for A Revolution”, de Pegah Ahangarani.
- Queer Palm: “Teenage Sex and Death at Camp Miasma”, de Jane Schoenbrun.
- Palmas de Ouro Honorárias: As lendas Barbra Streisand, Peter Jackson e John Travolta foram homenageados pelo conjunto da obra.
A corrida para o Oscar já começou. Você já tem um palpite de qual desses filmes fará mais barulho no resto do ano?

















