Confira a crítica do filme "Luigi Mangione - O Assassino do CEO", documentário de 2025 disponível para assistir na Max

Documentário sobre Luigi Mangione explora pouco e especula muito

Foto: Max / Divulgação
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A tragédia envolvendo Luigi Mangione e o assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, chocou o mundo e alimentou debates acalorados sobre os limites da justiça, os abusos das corporações de saúde e a radicalização de indivíduos em um sistema falho.

Diante da comoção midiática, era apenas questão de tempo para que um filme fosse produzido. O documentário “Luigi Mangione: O Assassino do CEO” chega ao streaming da Max com a promessa de aprofundar o caso e trazer novas perspectivas, mas o que entrega é um conteúdo raso, acelerado e sensacionalista.

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Sinopse do documentário Luigi Mangione – O Assassino do CEO (2025)

Com uma hora de duração, o documentário apresenta uma análise do crime ocorrido em 4 de dezembro de 2024, quando Brian Thompson foi morto a tiros em Manhattan. Apresentado por Dan Abrams e contando com especialistas como criminologistas, autoridades e pessoas ligadas ao caso, o especial tenta traçar o perfil de Mangione e compreender as motivações por trás do crime.

O programa revisita a caçada policial que levou à captura de Mangione em Altoona, Pensilvânia, e explora desde seu manifesto até seus históricos de saúde e interações online. Entretanto, o que poderia ser uma investigação séria se torna uma repetição de conjecturas e superficialidade.

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Crítica do filme Luigi Mangione – O Assassino do CEO, da Max

O primeiro problema do documentário é sua velocidade de produção. Com pouco tempo para pesquisas aprofundadas, o material se apoia em opiniões de especialistas que não tiveram acesso direto ao acusado, reduzindo o especial a um show de especulações e lugares-comuns. Dan Abrams, conhecido por sua abordagem sensacionalista, conduz a narrativa de forma dramática, mas sem acrescentar informações realmente reveladoras.

Outro ponto fraco é o uso excessivo de “talking heads”, ou seja, entrevistas com comentaristas que apenas repetem o que já foi noticiado amplamente. A tentativa de contextualizar Mangione como uma figura radicalizada se perde em análises superficiais, sem uma investigação detalhada de suas motivações reais.

O documentário também falha ao ignorar aspectos mais profundos, como a crise do sistema de saúde nos EUA, que poderia oferecer um pano de fundo mais rico para a compreensão do caso.

‘Copaganda’

O especial promete respostas, mas entrega apenas um compilado de informações já conhecidas, intercaladas com um tom de “copaganda” – favorecendo uma narrativa que justifica ações das autoridades sem questionar o impacto de um sistema falho que gera indivíduos como Mangione.

A presença do prefeito de Nova York, Eric Adams, e de oficiais do NYPD reforça essa abordagem, transformando o documentário em um veículo de reafirmação da ordem estabelecida, ao invés de um debate honesto sobre o caso.

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Conclusão

“Luigi Mangione: O Assassino do CEO” desperdiça uma oportunidade de criar um documentário relevante ao optar pelo sensacionalismo e pela velocidade em detrimento da profundidade. Se o objetivo era entender o que levou um jovem engenheiro a cometer um crime tão brutal, a produção falha miseravelmente.

O que temos é uma análise vazia, carregada de especulações, que não responde à pergunta central: quem é Luigi Mangione? Para aqueles que buscam uma abordagem séria sobre o caso, talvez seja melhor esperar por um documentário mais bem elaborado no futuro.

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Onde assistir ao documentário Luigi Mangione – O Assassino do CEO?

O filme está disponível para assistir na Max.

Trailer de Luigi Mangione – O Assassino do CEO (2025)

YouTube player

Elenco de Luigi Mangione – O Assassino do CEO, da Max

  • Dan Abrams
  • Luigi Mangione

Ficha técnica do filme Luigi Mangione – O Assassino do CEO

  • Título original: Lazareth
  • Direção: Brian Ross, Rhonda Schwartz
  • Roteiro: Brian Ross
  • Gênero: documentário, policial
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 42 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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