Dirigido e roteirizado por John Patton Ford, Manual Prático da Vingança Lucrativa apresenta-se como uma comédia dramática temperada por elementos de suspense e crítica social. A história, que acompanha um protagonista disposto a percorrer caminhos extremos em nome de justiça e ambição, mistura humor ácido e reflexão moral em uma narrativa que tensiona o espectador sobre seu próprio senso de ética e humor.
Com um elenco liderado por Glen Powell, ao lado de Margaret Qualley, Ed Harris, Jessica Henwick e outros nomes expressivos, o filme se insere na tradição de sátiras contemporâneas que exploram as contradições do chamado sonho americano. A produção busca articular entretenimento e crítica ao mesmo tempo, propondo um olhar mordaz sobre desigualdade, privilégio e as ambições humanas sob o peso do dinheiro e do legado familiar.
Sinopse
Manual Prático da Vingança Lucrativa segue Becket Redfellow (Powell), um homem que cresceu sem os privilégios de sua herança familiar após sua mãe ser rejeitada pela família bilionária ao engravidar. Já adulto, ele trabalha duro para sobreviver, mas carrega consigo o ressentimento por uma vida que poderia ter tido.
Quando Becket percebe a dimensão da fortuna que lhe foi negada, decide que o único caminho para recuperar aquilo que considera seu por direito é eliminar, um por um, os parentes que o impedem de acessar a herança. Essa decisão transforma a trama em uma série de confrontos morais e pragmáticos, levantando questões sobre até onde alguém pode ir por ambição e reconhecimento. 
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Crítica do filme Manual Prático da Vingança Lucrativa
🧠 Humor ácido e crítica social
O primeiro grande elemento que se destaca em Manual Prático da Vingança Lucrativa é a maneira como o humor e a crítica social são entrelaçados. A comédia nasce não apenas das situações absurdas em que Becket se envolve, mas do desconforto que surge ao perceber que o público pode se encontrar torcendo por um personagem disposto a violência extrema. Essa ambiguidade moral é um recurso narrativo que a película explora para desafiar expectativas e provocar reflexão sobre ambição, desigualdade e justiça.
Ao invés de oferecer uma sátira gasosa e irrelevante, a direção de Ford busca tanto ridicularizar os excessos do capitalismo quanto humanizar um protagonista que opera em zonas éticas cinzentas. A presença de personagens secundários variados — dos parentes extravagantes aos aliados inesperados — reforça o retrato de um ambiente social caótico, onde os valores tradicionais são rearranjados sob o peso do desejo por riqueza e poder. 

🧬 Personagens como espelho de contradições
O filme constrói suas figuras humanas com contrastes deliberados. Becket é ao mesmo tempo carismático e perturbador; sua determinação é ao mesmo tempo empática e condenável. Essa dualidade transforma o protagonista em um espelho cinematográfico para o espectador, que se vê compelido a considerá-lo não apenas como objeto de julgamentos morais simples, mas como representação de dilemas contemporâneos complexos — por exemplo, até que ponto a desigualdade e a injustiça podem justificar medidas extremas. 
Os demais membros da família Redfellow, embora em muitos momentos caricatos, servem para sublinhar as diferentes formas de privilégio e vazio existencial que cercam Becket. Cada interação com eles revela novos aspectos sobre sua moralidade e motivações, destacando a forma como ambientações sociais e histórias pessoais se entrelaçam na construção de identidade e propósito. 
⚖️ Ritmo narrativo e tensões dramáticas
A montagem e a estrutura narrativa adotam um ritmo que mistura aceleração e momentos de pausa reflexiva. A progressão das ações de Becket — desde a concepção de seu plano até sua execução — é apresentada com cortes que alternam humor negro e tensão crescente. Essa oscilação de ritmo cria uma experiência cinematográfica que, embora por vezes possa parecer irregular, é eficaz em manter o espectador imerso na complexidade emocional da trama. 
O uso de situações aparentemente absurdas, como a preparação de assassinatos elaborados, revela um cuidado em evitar trivializar a violência. Em vez disso, esses momentos são usados para sublinhar como decisões extremas podem ser retratadas de formas que provocam tanto risos quanto reflexão crítica, sem cair em mera comédia escrachada ou thriller convencional.
Conclusão
Manual Prático da Vingança Lucrativa não é apenas uma comédia sobre vingança; trata-se de uma obra que se aventura em territórios éticos complexos ao combinar humor ácido com crítica social. A performance de Glen Powell, apoiada pelo elenco coadjuvante, contribui para tornar a jornada de Becket ao mesmo tempo fascinante e perturbadora, estimulando o público a confrontar suas próprias fronteiras morais.
Embora a execução nem sempre seja perfeitamente equilibrada entre sátira e seriedade — o que pode gerar opiniões divergentes sobre seu impacto — o filme se estabelece como uma reflexão provocadora sobre ambição, privilégio e os caminhos tortuosos que as pessoas podem escolher em nome de seus desejos mais profundos. Essa ambivalência moral é, talvez, sua característica mais marcante e duradoura. 
Onde assistir ao filme Manual Prático da Vingança Lucrativa?
O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
Trailer de Manual Prático da Vingança Lucrativa (2026)
Elenco do filme Manual Prático da Vingança Lucrativa
- Glen Powell
- Margaret Qualley
- Ed Harris
- Jessica Henwick
- Topher Grace
- Bill Camp
- Zach Woods

















