Crítica da série animada Marvel Zumbis, do Disney+ - Flixlândia

‘Marvel Zumbis’ entrega mais do que gore: é uma crítica ao próprio MCU

Série vai além de um festival de sangue e carnificina

Foto: Disney+ / Divulgação
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Após três temporadas da elogiada antologia What If…?, a Marvel Animation dá um passo ousado e lança sua primeira série derivada, Marvel Zumbis. A produção, disponível com exclusividade no Disney+, resgata a premissa de um dos episódios mais populares do show original para mergulhar em um apocalipse zumbi que tomou conta do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

Com uma classificação indicativa mais elevada, a série promete um festival de sangue e carnificina, mas entrega algo muito mais valioso: uma visão afiada sobre o presente e o futuro da franquia. Em quatro episódios, Marvel Zumbis não só justifica sua existência, como também se estabelece como um dos projetos mais empolgantes e inesperados da Marvel nos últimos tempos.

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Sinopse

Cinco anos se passaram desde que uma misteriosa praga zumbi se alastrou, devorando a civilização e transformando a maioria dos heróis e vilões em monstros comedores de carne. Em um mundo distópico e desolado, um pequeno grupo de sobreviventes, composto em sua maioria por heróis da Fase 4 e 5 da Marvel, luta para encontrar uma solução.

Liderados pela carismática Kamala Khan (Ms. Marvel), o time inclui Riri Williams (Coração de Ferro), Kate Bishop (Gaviã Arqueira), Yelena Belova e Shang-Chi. Sua missão: atravessar um cenário de horror para encontrar a chave que pode salvar seu mundo. No caminho, eles precisam enfrentar hordas de mortos-vivos superpoderosos, incluindo a implacável Rainha dos Mortos, Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate), a principal antagonista da trama, que ainda detém uma porção de sua inteligência humana.

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Crítica

A grande força de Marvel Zumbis reside na sua capacidade de usar o cenário apocalíptico para fazer o que o MCU de live-action tem lutado para fazer: criar conexões significativas entre personagens e explorar seu potencial de forma ousada.

Longe de ser apenas uma história de terror com super-heróis, a série funciona como uma crítica sutil ao ritmo e às escolhas criativas da própria Marvel Studios, entregando um roteiro que consegue ser, ao mesmo tempo, um tributo sangrento e uma visão refrescante.

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Cena da série animada Marvel Zumbis, do Disney+ - Flixlândia
Foto: Disney+ / Divulgação

Uma história para a nova geração

Um dos acertos mais evidentes da série é o foco nos novos heróis do MCU. Em vez de recorrer aos Vingadores originais, a trama coloca personagens como Kamala Khan, Kate Bishop e Riri Williams no centro da ação. Essa escolha não só dá um ar de novidade à narrativa, mas também permite que a série explore dinâmicas nunca antes vistas.

A amizade entre o trio de Ms. Marvel, Gaviã Arqueira e Ironheart, por exemplo, é um dos pontos altos da série, funcionando como um empolgante “conceito” para um possível filme dos Jovens Vingadores. A química entre as atrizes — especialmente a vibrante atuação de Iman Vellani — é palpável e carrega o peso emocional da trama, provando que esses novos rostos têm potencial para liderar a franquia no futuro.

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Gore e liberdade criativa

A classificação de Marvel Zumbis é aproveitada ao máximo. A série não se esquiva da violência, entregando cenas de combate brutais, com direito a mutilações e explosões de sangue que seriam impensáveis em uma produção live-action da Marvel. Essa liberdade é um sopro de ar fresco e permite que os criadores Bryan Andrews e Zeb Wells se entreguem a uma abordagem sem limites, despojando os heróis da “armadura da trama” que geralmente os protege.

O resultado é um mundo onde as alianças são forjadas pela necessidade e os destinos de personagens queridos podem ter um fim grotesco a qualquer momento. Em vez de apenas reciclar a fórmula, a série usa o horror para se aprofundar na mitologia da Marvel, torcendo as ideias de heroísmo e sacrifício de uma forma única.

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Crítica ao ritmo do MCU

Por mais que a série seja uma obra de entretenimento por si só, ela também se torna uma metáfora para os problemas recentes da Marvel. A Saga do Multiverso do MCU tem sido criticada por focar demais na introdução de novos personagens e conceitos, sem dar tempo para que eles se desenvolvam e se integrem em um todo maior.

Marvel Zumbis faz o oposto. Ele reúne personagens recém-introduzidos e os coloca para interagir uns com os outros, criando laços e explorando suas personalidades de maneira natural e satisfatória.

A relação paternal entre o Guardião Vermelho e Ms. Marvel, a dupla de Shang-Chi e Katy como sobreviventes ao estilo Mad Max, e a surpreendente aparição de Blade Knight (uma variante que se torna avatar de Khonshu) são exemplos de como a série joga com os brinquedos que já tem. Em contraste com o MCU, a animação não se preocupa em preparar o terreno para o próximo grande evento, focando apenas na história à sua frente.

Conclusão

Marvel Zumbis pode ter uma trama que, em essência, é bastante formulaica para o gênero de zumbis, e sua animação pode ter alguns momentos de rigidez, mas a série mais do que compensa com sua ousadia e sua capacidade de entregar uma aventura verdadeiramente empolgante.

A série não apenas entrega o gore e o terror prometidos, mas também oferece um vislumbre do potencial que a Marvel pode alcançar quando se permite arriscar e quebrar o molde. O final, épico e dramático, é um lembrete sombrio de que, neste universo, a esperança é uma moeda de troca cara.

Para quem busca um projeto da Marvel que pareça vivo e imprevisível, Marvel Zumbis é uma surpresa bem-vinda e uma prova de que a franquia tem um futuro promissor, mesmo que seja em um universo alternativo e cheio de mortos-vivos.

Onde assistir à série Marvel Zumbis?

A série está disponível para assistir no Disney+.

Veja o trailer de Marvel Zumbis (2025)

YouTube player

Quem está no elenco de Marvel Zumbis, do Disney+

  • Iman Vellani
  • Todd Williams
  • David Boat
  • Robin Atkin Downes
  • Terri Douglas
  • Piotr Michael
  • Matthew Yang King
  • Andrew Morgado
  • Ashley Peldon
  • Kari Wahlgren
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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