Confira a crítica de "Minha Lady Jane", série de 2024 com Emily Bader disponível para assinantes do Prime Video.

‘Minha Lady Jane’ diverte com charme irreverente

Foto: Prime Video / Divulgação
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Ao abordar dramas sobre a dinastia Tudor, muitos tentam se diferenciar, seja pelo tom mais sensual ou pela abordagem emocional. No entanto, “Minha Lady Jane” (My Lady Jane), série da Prime Video, realmente se destaca. Com coroas, vestidos glamorosos e lutas de espadas, a produção traz uma reviravolta que a distancia da realidade histórica, questionando se realmente faz sentido falar sobre os Tudors.

Sinopse da série Minha Lady Jane (2024)

Criada por Gemma Burgess e baseada no romance de Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows, “My Lady Jane” foca em Jane Grey (Emily Bader), uma figura histórica que ocupou o trono por apenas nove dias antes de ser executada. Diferente da história real, a série introduz um mundo onde a maior divisão na Inglaterra do século XVI é entre os Verities (humanos normais) e os Ethians (pessoas que podem se transformar em animais).

Jane, uma Verity, se vê simpatizando com a causa dos Ethians, especialmente durante sua ascensão inesperada ao poder, entrando em conflito direto com Mary I (Kate O’Flynn), ferozmente anti-Ethian.

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Crítica de Minha Lady Jane, do Prime Video

“Minha Lady Jane” se apoia na ideia de Jane como uma rebelde intelectual, que desafia as convenções de sua época. Desde o primeiro episódio, dirigido por Jamie Babbit, vemos Jane como uma mulher que sonha em escrever um compêndio de ervas medicinais, almejando uma vida tranquila e solteira. No entanto, sua mãe, Frances (Anna Chancellor), a casa rapidamente com Guildford (Edward Bluemel), filho de um lorde proeminente (Rob Brydon).

A série evita clichês típicos de peças de época, adotando uma narrativa irreverente e cheia de humor. O narrador (Ollie Chris) comenta cada cena com sarcasmo moderno, enquanto a trilha sonora inclui covers femininos de clássicos do rock. As intrigas na corte são retratadas de forma cômica, com personagens como Mary sendo uma vilã mimada e Frances obtendo informações de jovens nobres.

Apesar de a série nem sempre ser tão ousada quanto pretende, ela oferece diversão suficiente. Ver personagens se transformarem em animais é um toque audacioso que merece aplausos. O elenco se entrega ao humor, com destaques para Chancellor e Henry Ashton (como Stan, irmão de Guildford).

Entretanto, a série peca em profundidade. Embora Jane seja apresentada como uma heroína corajosa, sua missão social soa superficial. A relação entre Jane e Guildford é interessante, mas outras conexões emocionais não são suficientemente exploradas, dificultando uma identificação mais profunda com os personagens.

Conclusão

“Minha Lady Jane” tenta ser uma reimaginação feminista de uma figura histórica subestimada, oferecendo romance, intriga e humor. Embora consiga em parte, a série acaba por perder a essência de Jane Grey, apresentando-a em uma narrativa mais fantasiosa do que histórica. Ainda assim, é uma divertida escapada para quem busca algo leve e inusitado, ideal para maratonar e se deixar levar pelo charme irreverente da história.

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Onde assistir à série Minha Lady Jane?

A série está disponível para assinantes do Prime Video.

Trailer de Minha Lady Jane (2024)

YouTube player

Elenco de Minha Lady Jane, do Prime Video

  • Emily Bader
  • Edward Bluemel
  • Anna Chancellor
  • Rob Brydon
  • Kate O’Flynn
  • Henry Ashton
  • Oliver Chris
  • Dominic Cooper
  • Isabella Brownson

Ficha técnica da série Minha Lady Jane

  • Título original: My Lady Jane
  • Criação: Gemma Burgess
  • Direção: Jamie Babbit, Stefan Schwartz
  • Roteiro: Gemma Burgess, Alyssa Lerner, Meredith Glynn, Shepard Boucher, Cathy Lew, Bisanne Masoud, baseado no livro de Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows
  • Gênero: aventura, comédia, drama
  • País: Estados Unidos
  • Ano: 2024
  • Temporada: 1
  • Episódios: 8
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

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