Crítica do dorama Mobius, série da Netflix (2025) - Flixlândia

Início de ‘Mobius’, dorama sci-fi chinês da Netflix, é contagiante

Série foi lançada com 5 episódios

Foto: Divulgação / Netflix
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O gênero de ficção científica tem explorado as complexidades do tempo de inúmeras formas, e o subgênero de loop temporal se estabeleceu como um favorito do público. Recentemente, a China tem produzido thrillers de suspense com essa temática, e o dorama “Mobius”, que chegou ao catálogo da Netflix, surge como uma adição considerável à essa lista

Estrelado por Bai Jingting, Janice Man e Song Yang, o dorama chinês de 16 episódios, adaptado do romance Time Reversal Detective Squad, de Zhang Xiaomao, se destaca ao implementar uma regra crucial à fórmula já familiar. A história não se perde em infinitas repetições, mas impõe um limite de cinco ciclos, elevando as apostas e transformando cada segundo em uma escolha definitiva.

Com uma premissa envolvente em seus cinco primeiros episódios, Mobius não só busca prender a atenção do público com sua trama de suspense, mas também se propõe a explorar questões mais profundas, como a natureza da escolha, as consequências de nossas ações e a ética por trás da manipulação do tempo e da memória.

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Sinopse

A trama acompanha o detetive Ding Qi (Bai Jingting), que, por um acaso do destino, adquire uma habilidade sobrenatural: a de reviver o mesmo dia até cinco vezes. Ele utiliza essa capacidade para resolver crimes complexos, usando as quatro primeiras repetições para coletar pistas e evidências, e o ciclo final, conhecido como o “Dia do Ciclo Definitivo”, para prevenir o crime.

A história ganha uma camada extra de tensão quando Ding Qi recebe um aviso de assassinato de um criminoso misterioso, apelidado de “X”. Aparentemente, o vilão também possui a mesma habilidade, e o que era uma corrida contra o tempo se transforma em um jogo de xadrez em que ambos os jogadores podem prever os movimentos um do outro. A investigação leva o detetive a uma conspiração de pesquisa genética e a uma batalha de inteligência que desafia as leis da realidade.

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Crítica

A maior força destes primeiros episódios de Mobius reside na sua premissa central: o limite de cinco repetições. Diferente de dramas como Reset, que exploram um ciclo infinito, aqui cada tentativa é preciosa. O diretor Liu Zhangmu esclareceu que a narrativa não se apoia em um loop interminável, mas sim em um ciclo estruturado. Isso cria uma sensação de urgência e um ritmo acelerado, onde a cada reinício à meia-noite, Ding Qi precisa reavaliar suas estratégias.

A cada ciclo, ele ganha uma percepção mais aprofundada dos eventos, mas também enfrenta o risco crescente de cometer um erro fatal. Essa abordagem não apenas mantém o suspense, mas também torna o drama previsível de forma original, permitindo que a audiência se sinta ativamente envolvida na investigação.

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Cena do dorama Mobius, série da Netflix (2025) - Flixlândia
Foto: Divulgação / Netflix

Ótimas atuações e personagens profundos

A atuação do elenco principal é um pilar fundamental para o sucesso da série. Bai Jingting, no papel de Ding Qi, transmite uma solidez e credibilidade essenciais para um personagem que carrega o peso de reviver o mesmo dia e enfrentar um adversário à altura. Sua atuação é intensa e reflete a pressão de cada escolha, tornando a investigação crível.

Janice Man, como An Lan, oferece um contraponto fascinante; sua calma aparente esconde uma tensão subjacente, que se conecta perfeitamente ao enredo de biotecnologia. A presença de nomes de peso como Liu Yijun também adiciona profundidade e faísca às cenas de investigação, elevando o nível de toda a produção. O trio principal, com a adição de Song Yang, se mostra robusto e dinâmico, garantindo que o público se mantenha engajado em suas jornadas individuais e coletivas.

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Temas abordados

A estética de Mobius é outro ponto forte. A fotografia se inclina para uma paleta sombria, com a cidade retratada em tons escuros que reforçam a atmosfera de suspense e conspiração. A repetição de ângulos e planos a cada novo ciclo facilita a compreensão da trama, sem que o espectador se perca nas reviravoltas. Locações como laboratórios, pontes e ruas movimentadas criam um cenário que vende a ideia de uma conspiração em larga escala envolvendo pesquisas genéticas.

Além da estética, a série explora temas complexos como a memória, a vigilância e as consequências de decisões morais. O que o dorama questiona, em última análise, é se a busca pela verdade justifica qualquer custo, uma reflexão que ressoa em um mundo cada vez mais conectado e vigiado.

A premissa de que a “faixa de Mobius” representa onde o herói e o vilão se encontram e se perseguem em um ciclo infinito, onde a verdade e a mentira se confundem, é uma metáfora poderosa que eleva o dorama de um simples suspense para algo mais filosófico.

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Conclusão

Com apenas cinco episódios lançados, “Mobius” prova que a ficção científica chinesa está se aprimorando. A série pega um conceito conhecido e o aprimora com uma estrutura que eleva a tensão e as apostas. Embora tenha alguns momentos no início em que se preocupa demais com a exposição das regras, o ritmo acelerado compensa rapidamente, transformando a experiência em uma perseguição contínua e emocionante.

Com ótimas atuações, uma direção consistente e uma história que se aprofunda em temas intrigantes, Mobius se estabelece como uma adição digna ao catálogo de thrillers de suspense da Netflix. A abordagem do diretor de limitar os loops a cinco repetições faz toda a diferença, tornando cada escolha de Ding Qi não apenas importante, mas crucial. Se o início é uma indicação do que está por vir, então os fãs do gênero podem esperar por uma jornada intrigante e cheia de reviravoltas.

Onde assistir ao dorama Mobius?

A série está disponível para assistir na Netflix.

Veja o trailer de Mobius (2025)

YouTube player

Quem está no elenco de Mobius, da Netflix?

  • Bai Jingting
  • Janice Man
  • Song Yang
  • Liu Yijun
  • Chutimon Chuengcharoensukying
  • Zhang Bojia
  • Han Li
  • Song Jiateng
  • Tian Lei, Ricky Chan
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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