Com pouco mais de um mês para o dia 24 de dezembro, a Netflix estreia cada vez mais filmes com a estética natalina. Um deles é Natal Sob a Aurora Boreal, que aposta em cenários reais para compor a paisagem de uma reconfortante e e aconchegante trama de natal, que nos recorda biscoitos de gengibre e chocolate quente, mesmo em pleno verão tupiniquim.
Sinopse
Erin, uma historiadora urbana, decide acompanhar o pai, Doug, em uma viagem de férias e negócios para Aurora, uma charmosa cidade e local de origem da sua família, com prazos apertados e em meio a um bloqueio criativo que ameaça seu próximo livro, decide mergulhar em uma busca sem fim pela aurora boreal, marca registrada da cidade.
A chegada à cidade desperta memórias de infância e aproxima Erin de Trevor, o guia turístico que conduz visitantes por trilhas nevadas, apresenta ela as tradições locais e compartilha histórias que revelam a essência da comunidade.
Conforme Erin se envolve com a rotina da cidade e com as atividades de Trevor, ela começa a redescobrir a própria inspiração e a compreender o verdadeiro significado do Natal. Entre passeios sob o céu iluminado pelas cores da aurora, encontros com moradores acolhedores e a simplicidade das tradições locais, Erin encontra momentos de reflexão e conexão, tanto com sua família quanto com a própria história.
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Resenha crítica do filme Natal Sob a Aurora Boreal
O filme aposta em um ritmo contemplativo, permitindo que os personagens se desenvolvam com naturalidade e que o espectador se envolva com suas emoções. A relação entre Erin e seu pai é o ponto alto da produção: diálogos, olhares e gestos carregados de afeto transmitem sinceridade, tornando cada conversa entre pai e filha e transformada em um momento comovente. A narrativa valoriza as pequenas conquistas emocionais, os encontros cotidianos e os gestos de cuidado que constroem a relação familiar de maneira crível, sem recorrer a exageros sentimentais.
Visualmente, o filme se sobressai pelo uso de cenários reais. Os vilarejos cobertos de neve, paisagens invernais e locações externas conferem autenticidade, reforçando o clima de isolamento e introspecção. A busca pela aurora boreal, funciona como metáfora de renascimento e esperança, iluminando simbolicamente o desenvolvimento dos personagens embora só apareça por um breve momento no fim do filme. Cada cenário reflete o estado interior dos personagens, criando um diálogo sutil entre ambiente e narrativa que aumenta a imersão do público.
Embora os personagens secundários sejam suficientes para dar suporte à história, eles poderiam ter sido melhor explorados, sendo seu desenvolvimento afetado pela curta duração do filme. Alguns aparecem apenas em cenas rápidas, limitando o potencial de criar tensão, humor ou contexto adicional. Ainda assim, suas participações pontuais oferecem textura emocional sem tirar o foco da relação central entre Erin e o pai.

Roteiro com clichês, mas sem exageros
Mesmo previsível e baseado em clichês do gênero, o roteiro cumpre seu papel com competência. Situações familiares e pequenos mal-entendidos são apresentados com frescor e realismo, evitando exageros melodramáticos. O filme equilibra drama e leveza, permitindo que cenas introspectivas coexistam com momentos de ternura e alegria. Apesar de alguns diálogos expositivos e pequenas inconsistências, a narrativa mantém o espectador envolvido, especialmente nos momentos em que pai e filha compartilham reflexões, memórias e gestos de cuidado.
A fotografia reforça a narrativa de forma refinada: tons frios e azuis traduzem a distância emocional e a melancolia, enquanto a luz quente das cenas internas cria sensação de aconchego. O contraste entre os cenários naturais e os momentos íntimos ajuda a reforçar o impacto emocional e a profundidade da relação familiar. O filme consegue equilibrar contemplação e sentimento de forma delicada, tornando a experiência envolvente e reconfortante.
Conclusão
Natal Sob a Aurora Boreal é recomendado para quem aprecia dramas natalinos com cenários reais, relações familiares profundas e narrativa emocionalmente envolvente. Apesar de previsível, com ritmo às vezes lento e personagens secundários pouco explorados, o filme emociona pelo realismo das interações e pela construção gradual da reconciliação entre pai e filha.
É visualmente encantador, com paisagens de inverno que quase funcionam como personagens adicionais, e transmite uma mensagem sincera sobre perdão, recomeço e a importância do vínculo familiar. É uma obra reconfortante, perfeita para assistir com calma, apreciando cada gesto, cada diálogo e cada cena que reforça que, no final, estar próximo de quem amamos é o que realmente importa.
Onde assistir ao filme Natal Sob a Aurora Boreal?
Trailer de Natal Sob a Aurora Boreal (2024)
Elenco de Natal Sob a Aurora Boreal, da Netflix
- Jill Wagner
- Jesse Hutch
- Bruce Boxleitner
- Lauren Holly
- Josh Bainbridge
















