É até um pouco surreal pensar que já chegamos ao final da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos. O sexto episódio, intitulado “O Amanhã”, serve como um respiro melancólico e bastante reflexivo após toda a tensão e o banho de sangue que acompanhamos no Julgamento de Sete.
Se você estava esperando mais batalhas épicas ou grandes reviravoltas de explodir a cabeça para fechar a temporada, talvez tenha se surpreendido. A verdade, porém, é que a série teve a confiança necessária para desacelerar e nos entregar um final focado puramente nos personagens, lidando com o luto e abraçando a esperança de um novo caminho.
Sinopse
A trama lida diretamente com as consequências do torneio de Vaufreixo, mas principalmente com o peso da morte do príncipe Baelor Targaryen. Dunk, nosso gigante protagonista, tenta se recuperar de seus ferimentos físicos enquanto é consumido pela culpa de ter sobrevivido no lugar do herdeiro do trono.
O cavaleiro recebe propostas tentadoras para mudar de vida: lorde Lyonel Baratheon o convida para viver em Ponta Tempestade, e o príncipe Maekar oferece a chance de treinar em Solarestival com Egg sendo oficialmente seu escudeiro.
Inicialmente, Dunk recusa tudo por achar que só traz sofrimento e por estar farto da realeza. Porém, ao perceber que a vida na corte fatalmente corromperia o jovem Egg, o cavaleiro muda de ideia e decide aceitar o menino, mas sob uma condição inegociável: eles terão que viver a dura vida das estradas.
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Crítica do episódio 6, final de O Cavaleiro dos Sete Reinos
A culpa do sobrevivente
O grande peso emocional desse episódio cai inteiro nas costas de Dunk. O cara simplesmente não consegue engolir o fato de que os deuses o pouparam — um cavaleiro pobre e humilde da Baixada das Pulgas — e levaram a vida de Baelor, o príncipe em quem todo o reino depositava suas esperanças. A cena dele com Valarr, filho de Baelor, no funeral, é de partir o coração, com o jovem príncipe jogando na cara de Dunk essa exata frustração.
O que torna essa angústia tão palpável é o trabalho impecável de Peter Claffey. Ele consegue transformar a bondade e a simplicidade de Dunk no seu maior superpoder, provando que em um universo cínico como o de George R. R. Martin, ser um homem genuinamente bom exige esforço e escolha diária.
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Natureza x criação e o futuro de Egg
Um dos diálogos mais cruciais do finale é trazido por Daeron, o príncipe bêbado, que levanta um debate fascinante sobre a loucura dos Targaryen: será que ela nasce com eles ou é culpa do ambiente superprotegido e bajulador da corte? Ele lembra que o sádico Aerion nem sempre foi um monstro, o que acende um alerta vermelho na cabeça de Dunk sobre o futuro de Egg.
Esse perigo fica evidente numa cena fantástica e silenciosa, onde Egg pega uma faca com a intenção de matar Aerion, mas é impedido por Maekar, que simplesmente coloca as mãos nos ombros do filho em um gesto de pura compaixão e exaustão paterna. Fica muito claro que a única forma de salvar o menino de se tornar um tirano é tirá-lo da redoma de privilégios e fazê-lo conhecer a realidade do povo miúdo.
O verdadeiro significado de ser um cavaleiro
A série finalmente toca na ferida de uma das maiores teorias dos fãs: Sor Arlan de Centarbor realmente armou Dunk como cavaleiro? O episódio brinca maravilhosamente bem com a nossa curiosidade através de um flashback, onde Arlan quase morre antes de responder à pergunta de Dunk.
Mas a grande sacada do roteiro é que a resposta oficial pouco importa. Em Westeros, um título é apenas uma identidade formal, mas a honra de verdade se mostra nas atitudes. A cena poética em que Dunk prega uma moeda na árvore de olmo, seguindo a velha tradição de seu mestre, simboliza que ele assumiu as rédeas da própria história e é, na prática, o cavaleiro mais verdadeiro daquele reino.
O alívio cômico e um gancho perfeito
Nem só de luto viveu o episódio. Tivemos momentos deliciosos de humor, como Raymun Fossoway abraçando Dunk, oficializando a criação da casa da Maçã Verde e, de quebra, casando-se com Rowan — que, de forma bem conveniente, já anunciou que está grávida após poucos dias de romance!
E a dinâmica entre Dunk e Egg no final não poderia ser melhor. Na hora de pegar a estrada rumo a Dorne, o garoto dá uma de espertinho e corrige Dunk, lembrando que na verdade o continente é formado por nove reinos, o que até rendeu uma brincadeira com o letreiro final da série mudando para “A Knight of the Nine Kingdoms” (Um Cavaleiro dos Nove Reinos, na tradução literal). Para coroar tudo, a hilária cena pós-créditos revela que Egg simplesmente mentiu para Dunk e fugiu escondido, deixando Maekar furioso para trás.
Conclusão
O episódio 6 de O Cavaleiro dos Sete Reinos é a prova cabal de que franquias épicas não precisam de dragões colossais ou batalhas gigantescas a todo momento para serem excelentes. Ao focar nas pequenas interações, no peso das escolhas políticas e no crescimento pessoal de seus protagonistas, a série encerra sua primeira temporada de forma impecável.
É uma conclusão dramática, mas cheia de esperança, que não só honra o material original como nos deixa ansiosos para acompanhar as próximas aventuras de Dunk e Egg pela estrada. Que venha a segunda temporada!
Onde assistir à série O Cavaleiro dos Sete Reinos?
Trailer de O Cavaleiro dos Sete Reinos (2026)
Elenco de O Cavaleiro dos Sete Reinos, da HBO
- Peter Claffey
- Dexter Sol Ansell
- Daniel Ings
- Shaun Thomas
- Henry Ashton
- Edward Ashley
- Sam Spruell
- Finn Bennett

















