Sabe aqueles dias em que você só quer se jogar no sofá, desligar o cérebro e assistir a algo que não exige muito esforço intelectual, mas que te prende do início ao fim? Pois bem, O Estranho em Minha Casa (The Stranger In My Home), disponível no Paramount+, é exatamente esse tipo de filme.
Dirigido por Jeff Fisher e baseado no best-seller de Adele Parks, o longa abraça com orgulho sua natureza de “filme de TV”, entregando uma experiência que flerta com o suspense dos anos 90 e o drama exagerado das novelas. Se você é fã de reviravoltas familiares e daquela estética de thriller doméstico, pode preparar a pipoca.
Sinopse
A trama gira em torno da vida aparentemente perfeita de Ali (Sophia Bush) e Jeff Mitchell (Chris Johnson). A rotina organizada do casal e de sua filha adolescente, Katie (Amiah Miller), vira de cabeça para baixo quando um estranho carismático, porém inquietante, bate à porta. Esse homem é Tom Truby (Chris Carmack), que chega com uma bomba: alega que houve uma troca de bebês na maternidade e que Katie é, na verdade, sua filha biológica.
Como se essa notícia não fosse suficiente, Tom traz o pretexto urgente de que sua falecida esposa morreu de câncer devido a uma mutação genética, e ele precisa testar as crianças. O que se segue é a inserção gradual e perigosa de Tom na vida dos Mitchell, enquanto segredos do passado vêm à tona e a segurança do lar se desfaz, culminando em sequestros e confrontos que testam os limites dessa família.
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Resenha crítica do filme O Estranho na Minha Casa
Um novelão assumido e estética retrô
Vamos ser sinceros: O Estranho em Minha Casa não está tentando ganhar um Oscar. O filme sabe exatamente o que é — um suspense melodramático com espírito de novela. A direção de Jeff Fisher aposta em um estilo visual que lembra os thrillers trash dos anos 80 e 90, utilizando telas divididas (split screens) e iluminação dramática para criar uma atmosfera que é, ao mesmo tempo, tensa e um pouco cafona.
Essa abordagem visual funciona como uma linguagem própria. O exagero não é um erro aqui, mas parte do pacote. Para quem cresceu assistindo aos filmes do canal Lifetime ou novelas dramáticas, a sensação é de conforto imediato. É aquele tipo de entretenimento de qualidade duvidosa, mas divertido, que te pega justamente pelo absurdo das situações.

O fator Sophia Bush
Se o roteiro escorrega na lógica, o elenco tenta segurar as pontas com unhas e dentes. O destaque absoluto é Sophia Bush. Ela ancora o filme com uma performance que mistura vulnerabilidade e aquela energia de “mamãe urso” feroz quando a filha está em perigo. A atriz tem um carisma natural que traz sinceridade até para os diálogos mais artificiais, servindo como o principal elo emocional para o espectador.
Do outro lado, temos Chris Carmack, que parece se divertir horrores interpretando o vilão. Ele consegue equilibrar o charme excessivo com uma aura sinistra, criando um personagem que você adora odiar, lembrando vilões clássicos de suspenses adolescentes. Já o elenco de apoio oscila bastante; enquanto a dinâmica conjugal funciona, algumas atuações, como a de Amiah Miller, podem parecer carregadas de clichês e falta de sutileza, o que às vezes dificulta a empatia.
Roteiro ou queijo suíço?
É no roteiro de Chris Sivertson que o filme pede ao espectador uma dose extra de suspensão de descrença. A trama avança na base de reviravoltas sucessivas em vez de construir uma lógica sólida. Os personagens tomam decisões questionáveis e demonstram uma ingenuidade quase cômica — afinal, quem deixa um estranho entrar em sua vida tão facilmente baseando-se apenas em uma conversa inicial e um teste de DNA rápido, sem investigar a fundo quem ele é?.
Há momentos em que a narrativa parece ter sido gerada por inteligência artificial para se encaixar nos moldes de filmes de TV, com diálogos expositivos e situações forçadas. No entanto, curiosamente, é essa previsibilidade e a sucessão de eventos absurdos (como sequestros e revelações de parentesco) que tornam o filme uma “bagunça divertida”.
Conclusão
O Estranho em Minha Casa é uma obra irregular, barulhenta e previsível, mas que cumpre o que promete: entretenimento descompromissado. Não espere sofisticação ou profundidade psicológica real. O mérito do filme está na honestidade de assumir suas referências de novela e no talento de Sophia Bush, que eleva o material.
É um guilty pleasure clássico (aquele prazer culposo), ideal para uma tarde chuvosa ou para quando você quer ver o caos reinar na vida de personagens fictícios enquanto dobra a roupa lavada. Com um final satisfatório e “explosivo” dentro dos padrões do gênero, ele fecha a história de forma simples e agradável para quem embarcou na loucura.
Onde assistir ao filme O Estranho na Minha Casa?
Trailer de O Estranho na Minha Casa (2025)
Elenco do filme O Estranho na Minha Casa
- Sophia Bush
- Chris Carmack
- Amiah Miller
- Chris Johnson
- Grace Aiello Antczak
- Austin Woods
- Briana Price
- Violet Lux

















