Se você estava com saudade de ver Sophie Turner em tela, a nova aposta do Prime Video, O Roubo (no original, Steal), é o prato cheio que você esperava. Lançada em janeiro de 2026, a minissérie de seis episódios chega com a promessa de ser aquele thriller de assalto eletrizante que te prende no sofá.
Criada por Sotiris Nikias (conhecido no mundo literário como Ray Celestin), a produção tenta misturar a adrenalina de um crime em tempo real com conspirações governamentais complexas. Mas será que a execução entrega tudo o que a premissa promete? A resposta é um sonoro “sim, mas com ressalvas”. A série é daquelas que você maratona num fim de semana, xinga alguns furos de roteiro, mas não consegue largar até ver o final.
Sinopse
A trama nos joga diretamente na moderna Londres, dentro da Lochmill Capital, uma empresa de gestão de investimentos. Zara Dunne (Sophie Turner) é uma funcionária que parece estar apenas cumprindo tabela: mal paga, de ressaca e frustrada com a rotina corporativa. O marasmo acaba quando uma equipe de ladrões altamente treinados — e usando próteses faciais sofisticadas para enganar o reconhecimento facial — invade o escritório.
Armados, eles rendem a equipe e exigem que Zara e seu melhor amigo/colega de trabalho, Luke (Archie Madekwe), transfiram 4 bilhões de libras (algo em torno de R$ 28,6 bilhões) de fundos de pensão para contas privadas.
Enquanto a polícia, liderada pelo detetive Rhys Covac (Jacob Fortune-Lloyd), cerca o prédio, a tensão sobe. O que parece ser apenas um assalto brutal ganha contornos muito mais sombrios quando descobrimos, logo no final do primeiro episódio, que Zara pode não ser apenas uma vítima inocente.
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Resenha crítica da série O Roubo, do Prime Video
Sophie Turner: a alma do negócio
Não tem como negar: O Roubo pertence a Sophie Turner. Afastando-se de seus papéis icônicos como Sansa Stark ou Jean Grey, ela entrega aqui uma performance que sustenta a série, mesmo quando o roteiro dá umas escorregadas.
A Zara que ela constrói é fascinante justamente por ser uma bagunça. Ela é vulnerável, “bebe todas” no fim de semana e odeia o emprego, mas, quando encurralada, mostra-se incrivelmente astuta e resiliente, como um “terrier encurralado”. É muito fácil torcer por ela enquanto ela navega entre a polícia e os criminosos, sempre com uma carta na manga.
Ritmo desigual
A série começa com o pé no acelerador. O primeiro episódio é brilhante, estabelecendo o assalto e entregando um plot twist (a reviravolta de que Zara está envolvida) que muda completamente a dinâmica do jogo. No entanto, o ritmo sofre uma queda brusca no “meio de campo”.
Entre os episódios 2 e 4, a trama desacelera para explicar os detalhes técnicos do roubo e as motivações, tornando-se excessivamente expositiva. A série tenta ser inteligente, exigindo que o espectador acompanhe manobras financeiras complexas, mas às vezes acaba apenas andando em círculos antes de voltar a acelerar na reta final.

Coadjuvantes que deixam a desejar
Enquanto Turner brilha, o elenco de apoio tem dificuldades para acompanhar. Jacob Fortune-Lloyd é competente como o detetive Rhys Covac, mas seu personagem é sobrecarregado com um subplot de vício em jogos de azar e dívidas que nunca se desenvolve de forma satisfatória ou interessante.
Já o personagem Luke, interpretado por Archie Madekwe, é frequentemente irritante e toma decisões questionáveis, tornando difícil para o público se importar com seu destino, apesar de ele ser peça-chave na trama. A química entre Zara e o detetive existe, mas o romance incipiente não tem tempo suficiente para convencer.
Uma mensagem social meio “pregadora”
O Roubo não quer ser apenas entretenimento; quer passar uma mensagem. A série se propõe a ser uma crítica ao sistema financeiro corrupto, aos paraísos fiscais britânicos e à ganância.
Embora a intenção seja nobre — mostrar como o sistema é manipulado pelos ricos enquanto a classe trabalhadora sofre —, a execução no final soa um pouco “palestrinha” demais. O desfecho tenta amarrar tudo com uma moralidade sobre o “mal do dinheiro”, o que pode soar forçado e pouco sutil, transformando o entretenimento em um sermão.
Resumo da série O Roubo: final explicado com spoilers
Para quem ficou confuso com as reviravoltas finais, aqui vai o que realmente aconteceu: Zara, Luke e Milo (o analista de risco) eram os “infiltrados” que ajudaram no assalto. Milo acaba sendo morto por Morgan, um dos ladrões que sai do controle e começa a matar geral.
O grande mentor por trás de tudo, no entanto, é revelado no final: Darren Yoshida. Ele é um ex-gerente de investimentos que virou investigador financeiro da polícia e decidiu usar o roubo para expor a corrupção dos paraísos fiscais e o sistema podre.
O plano de Darren não era roubar o dinheiro dos pensionistas para si, mas sim devolver os 4 bilhões (o que ele faz) e expor as contas offshore. No tiroteio final na sede da Lochmill, Morgan mata quase todos os ladrões e atira no detetive Rhys, mas Zara consegue matar Morgan.
No fim, Zara escapa da prisão em troca de imunidade (e silêncio) dada pelo MI5, que quer abafar o caso. E o toque final? Zara consegue recuperar a carteira de criptomoedas de Milo, terminando a série com 20 milhões de libras para recomeçar a vida, enquanto Rhys se livra das dívidas graças a ela.
Conclusão
O Roubo não é uma obra-prima da televisão e certamente tem seus buracos de roteiro e momentos de lentidão. Contudo, cumpre muito bem o seu papel de entretenimento “viciante”. É uma série imperfeita, mas que se sustenta graças ao carisma inegável de Sophie Turner e à curiosidade mórbida de ver como aquele caos vai terminar.
Se você gosta de tramas de assalto e não se importa com um pouco de exagero e lição de moral no final, vale a pena dar o play. Apenas não espere que tudo faça sentido lógico semanas depois de ter assistido
Onde assistir à série O Roubo
Trailer de O Roubo (2026)
Elenco de O Roubo, do Prime Video
- Sophie Turner
- Jacob Fortune-Lloyd
- Archie Madekwe


















