Confira a crítica do filme "Origin", drama de 2024 com Aunjanue Ellis-Taylor e Jon Bernthal disponível para assistir na Netflix

‘Origin’, uma análise profunda sobre castas e desigualdade racial

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

No filme “Origin”, Ava DuVernay revisita sua capacidade de abordar questões sociais com profundidade e sensibilidade, entregando uma obra que transcende a mera biografia. Inspirado no livro Casta: As origens de nosso mal-estar, da jornalista e escritora Isabel Wilkerson, o longa equilibra uma narrativa pessoal e investigativa, explorando como sistemas de castas moldam injustiças ao longo da história.

Com atuações marcantes, especialmente de Aunjanue Ellis-Taylor, e uma direção ousada, o filme oferece uma experiência rica e bastante desafiadora.

Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse do filme Origin (2024)

Origin segue Isabel Wilkerson (Ellis-Taylor), uma escritora renomada que, após vivenciar a morte de três familiares em um curto período, decide canalizar sua dor em uma pesquisa acadêmica ousada.

A obra compara o racismo nos Estados Unidos ao Holocausto nazista e ao sistema de castas indiano. Essa busca atravessa fronteiras e tempos históricos, revelando como essas hierarquias estruturais permanecem presentes e influenciam as sociedades contemporâneas.

Você também pode gostar disso:

+ ‘Jurado Número 2’: Clint Eastwood nos convida a refletir sobre culpa e justiça

+ ‘Umjolo: Mais que Amizade’, um teste de limites e emoções

+ ‘A Última Sessão’: filme indiano é uma ode ao cinema

Crítica de Origin, da Netflix

Ava DuVernay opta por uma abordagem narrativa que mistura elementos de ficção e documentário. Esse formato híbrido confere força ao discurso intelectual, mas também expõe limitações na construção de personagens tridimensionais. Isabel, apesar de brilhantemente interpretada por Ellis-Taylor, muitas vezes se torna um veículo para debates acadêmicos, o que dilui parte da profundidade emocional do roteiro.

A decisão de integrar o luto pessoal à trama é um dos acertos mais notáveis do filme. As perdas de Isabel não apenas impulsionam sua jornada, mas também permitem que o espectador se conecte com a protagonista em um nível mais humano. A interpretação de Ellis-Taylor é magnética, capturando com autenticidade as vulnerabilidades e a resiliência da personagem.

Do ponto de vista técnico, a fotografia de Matthew Lloyd adota um estilo quase documental, reforçando a sensação de que estamos acompanhando um estudo histórico vivo. A montagem, por outro lado, pode confundir em certos momentos, especialmente devido à interseção de linhas temporais e narrativas. No entanto, essa escolha parece intencional, refletindo a complexidade das conexões que Isabel busca desvendar.

O roteiro, também assinado por DuVernay, apresenta um tom professoral, algo que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo da expectativa do espectador. Por um lado, a cineasta abre espaço para discussões profundas sobre sistemas de opressão; por outro, essa abordagem pode afastar aqueles que preferem narrativas mais fluidas e menos explicativas.

Um destaque do filme é como ele utiliza eventos históricos para conectar tragédias aparentemente desconectadas, demonstrando que a desumanização é uma constante cíclica nas sociedades humanas. Essa perspectiva amplia o impacto emocional e intelectual da obra, tornando-a uma experiência provocativa.

Conclusão

“Origin” é um filme que desafia o público a refletir sobre questões profundas e sistêmicas. Embora ambicioso e, por vezes, irregular, ele se destaca por sua coragem em abordar temas sensíveis de maneira direta e impactante.

Ava DuVernay entrega uma obra que transcende o entretenimento, oferecendo um espaço para o diálogo e a conscientização. Apesar de suas imperfeições, “Origin” é uma obra essencial para entender as dinâmicas de poder e desigualdade que moldam o mundo contemporâneo.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

+ Instagram

+ Twitter

+ TikTok

+ YouTube

Onde assistir ao filme Origin?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Origin (2024)

YouTube player

Elenco de Origin, da Netflix

  • Aunjanue Ellis
  • Jon Bernthal
  • Emily Yancy
  • Niecy Nash-Betts
  • Nick Offerman
  • Vera Farmiga
  • Audra McDonald
  • Connie Nielsen
  • Finn Wittrock
  • Blair Underwood

Ficha técnica do filme Origin

  • Título original: Origin
  • Direção: Ava DuVernay
  • Roteiro: Ava DuVernay
  • Gênero: drama
  • País: Estados Unidos
  • Duração: 141 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
O Palhaço no Milharal resenha crítica do filme 2025 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘O Palhaço no Milharal’: terror despretensioso diverte ao abraçar o próprio exagero

Todo ano surgem filmes de terror que prometem reinventar o gênero, discutir...

De Férias com Você resenha crítica do filme Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘De Férias com Você’: um clichê confortável (e esquecível) na Netflix

Sabe aquele momento pós-festas de fim de ano, quando o clima esfria...

Verão de 69 resenha crítica do filme 2025 Disney+ Flixlândia (1)
Críticas

[CRÍTICA] ‘Verão de 69’: diversão leve, mas pouco memorável

Indicado ao Critics Choice Awards 2026, “Verão de 69” se encaixa naquele...

Belén Uma História de Injustiça 2025 resenha crítica do filme Prime Video Flixlândia (1)
Críticas

[CRÍTICA] ‘Belén: Uma História de Injustiça’, um drama de tribunal que não pede desculpas

Quando a gente pensa em “filme de tribunal”, logo vem à cabeça...

Transamazônia resenha crítica do filme 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Transamazônia’: a selva sob o filtro estético (e problemático) do olhar estrangeiro

Demorou, mas chegou. Depois de rodar o circuito de festivais, ser indicado...

Agentes Muito Especiais 2026 resenha crítica do filme brasileiro Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Agentes Muito Especiais’: sobra carisma, mas falta roteiro

Agentes Muito Especiais é fruto de uma ideia original concebida pelo saudoso...

tom e jerry uma aventura no museu 2026 filme resenha crítica Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu’, uma união confusa entre dois mundos

O novo filme de Tom e Jerry apresenta uma aventura bastante diferente...