Se a primeira temporada de Paradise te deixou de queixo caído com suas reviravoltas e aquele clima tenso de suspense político, pode se preparar, porque a série do Hulu/Disney+ retornou disposta a explodir mentes logo de cara. Quando uma série faz muito sucesso do nada e vira um fenômeno global, a expectativa para o segundo ano é sempre cruel.
Mas o criador Dan Fogelman prova que sabe muito bem o que está fazendo. Em vez de nos dar respostas fáceis de imediato, a estreia tripla da segunda temporada pisa no freio da ação frenética para focar no desenvolvimento dos personagens e no lado humano do apocalipse, construindo uma tensão que promete fazer deste um dos melhores shows do ano.
Sinopse
Após os eventos chocantes da primeira temporada, a história agora se expande para fora dos limites seguros do bunker. Enquanto Xavier Collins (Sterling K. Brown) sai em uma jornada perigosa pela superfície devastada para tentar encontrar sua esposa, Teri, somos apresentados a uma nova realidade através dos olhos de Annie (Shailene Woodley), uma ex-estudante de medicina que sobreviveu ao fim do mundo se escondendo na famosa mansão de Elvis Presley, Graceland.
Paralelamente, dentro do bunker subterrâneo, o tecido social começa a ruir: Sinatra (Julianne Nicholson) acorda de seu coma e encontra um novo presidente no poder, enquanto segredos obscuros sobre o verdadeiro nível da catástrofe global começam a vir à tona.
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Crítica dos 3 primeiros episódios da temporada 2 de Paradise
Uma aposta arriscada e emocionante no episódio 1
Começar a temporada com o que é essencialmente um “episódio de garrafa” focado em uma personagem totalmente nova foi uma jogada ousadíssima. O episódio “Graceland” praticamente ignora o elenco principal que já conhecemos para nos contar a história de sobrevivência de Annie e sua colega Gayle. E quer saber? Funciona de forma espetacular. A série mostra a degradação e o desespero do apocalipse de forma muito íntima, com a trágica perda de Gayle no dia 45 deixando Annie na mais absoluta solidão por quase dois anos.
Shailene Woodley carrega o episódio nas costas com uma atuação crua, vulnerável e cheia de emoção, provando ser uma adição fantástica ao elenco. Quando a poeira literalmente baixa e um grupo de viajantes liderados por Link (Thomas Doherty) chega à mansão, a série constrói o romance e a confiança entre eles de forma muito natural e tocante, culminando em uma noite de amor que reflete a carência de afeto no fim do mundo. E, claro, o gancho final da queda do avião de Xavier nos arredores de Graceland amarra tudo com perfeição à trama principal.

O lado ‘This Is Us’ de Paradise no episódio 2
O segundo episódio, “Mayday”, é onde as coisas começam a ficar com uma carinha bem familiar para quem acompanhava This Is Us (antigo projeto do showrunner Dan Fogelman). O foco volta para Xavier, mas a narrativa intercala sua luta atual para sobreviver com flashbacks do início de seu romance com Teri, em 2004, quando se conheceram num hospital. Sterling K. Brown e Enuka Okuma têm uma química absurda, e ver a devoção de Xavier ao cuidar de Teri, que havia ficado temporariamente cega após uma cirurgia, traz um peso emocional gigantesco que justifica a sua obsessão por encontrá-la.
No presente, ver Xavier interagindo com um grupo de crianças selvagens que sobreviveram sozinhas adiciona uma camada sombria à realidade da superfície. Alguns fãs de suspense puro podem achar que essa pegada mais melodramática quebra um pouco o ritmo, mas é inegável que a série ganha uma alma muito maior ao nos fazer importar tanto com essas pessoas antes de jogar todos no caos.
O caos político e a ameaça final (episódio 3)
Se você sentiu falta do suspense de roer as unhas, o episódio 3 (“Mais um Dia no Paraíso”) traz isso de volta com força total. Ao retornarmos ao bunker, a dinâmica entre Sinatra e a letal Jane (Nicole Brydon Bloom) rouba a cena. Jane se mostra uma assassina imprevisível, o que culmina no assassinato do Presidente Baines, cuja garganta ela corta a sangue frio antes de incriminar a agente Nicole. O clima de autoritarismo e paranoia lá embaixo está pior do que nunca.
Mas o verdadeiro tapa na cara vem com as revelações sobre a mitologia da série. Descobrimos em flashbacks que o apocalipse está apenas no “primeiro ato”. Segundo o cientista responsável, o clima extremo vai piorar até que a Terra se torne um ambiente escaldante de alta pressão, semelhante a Vênus, o que significa que o bunker atual não será suficiente para salvar a humanidade a longo prazo. O tal “Projeto Colorado” de Sinatra, envolvendo tecnologia de entrelaçamento quântico e mercenários impiedosos, eleva Paradise de um simples drama pós-apocalíptico para uma ficção científica de altíssimo nível.
Conclusão
Cá entre nós, os três primeiros episódios da temporada 2 de Paradise exigem um pouco de paciência no início, especialmente se você esperava respostas imediatas e muita correria. A série toma a decisão madura de focar no luto, no amor e na resiliência de seus personagens antes de acelerar a trama.
Mas quando as peças do tabuleiro finalmente se alinham no terceiro episódio, fica evidente que estamos diante de uma temporada que será mais sombria, complexa e emocionalmente devastadora que a primeira. É uma televisão excelente, corajosa e que deixa uma pulga gigante atrás da orelha sobre o que ainda estar por vir. Pode dar o play sem medo!
Onde assistir online à temporada 2 de Paradise
Trailer da 2ª temporada de Paradise
Elenco da segunda temporada de Paradise
- Sterling K. Brown
- James Marsden
- Julianne Nicholson
- Sarah Shahi
- Nicole Brydon Bloom
- Shailene Woodley


















