Se a primeira temporada de Percy Jackson e Os Olimpianos deixou a gente com aquele gostinho de “poderia ter mais ação”, o final desta segunda temporada, intitulado “O Velocino Funciona Bem Demais”, veio para provar que a série encontrou seu ritmo.
Galera, esqueçam os tropeços do passado; este episódio final entrega um desfecho ambicioso, tenso e, acima de tudo, confiante. Com mudanças polêmicas em relação aos livros e uma carga dramática bem mais pesada, a Disney+ encerrou o arco do Mar de Monstros com um estrondo — e um gancho que vai deixar todo mundo roendo as unhas até a terceira temporada.
Sinopse
O episódio começa exatamente onde o anterior parou, com a urgência no talo: Percy e seus aliados precisam impedir a invasão de Luke ao Acampamento Meio-Sangue. Diferente do livro, onde a treta final rola no navio Princesa Andrômeda, aqui a guerra bate na porta de casa.
Temos Percy convocando os campistas, Clarisse focada em salvar o pinheiro de Thalia com o Velo de Ouro e um confronto direto e brutal entre Percy e Luke. No meio desse caos, segredos sombrios sobre o passado de Thalia e as verdadeiras intenções de Zeus vêm à tona, culminando na ressurreição da filha de Zeus, o que muda absolutamente tudo para a Grande Profecia.
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Resenha crítica do episódio 8, final da temporada 2 de Percy Jackson
A ação que a gente pediu aos deuses
Vamos ser sinceros: a maior crítica ao primeiro ano da série foi a escala meio “tímida” das lutas. Pois bem, os produtores ouviram. O episódio final entrega o maior conflito visto até agora, com uma coreografia vigorosa e uma sensação real de perigo.
A batalha não é só visual; ela desenvolve a narrativa. Ver o Percy partindo para o mano a mano com o Luke, numa briga que evolui de espadas para uma trocação de socos brutal, foi de arrepiar. A gente sente que o Percy não é mais só um garoto impulsivo, mas um líder em formação, embora ver ele apanhando feio do Luke mostre que ele ainda não está 100% pronto.
Uma pena que não tivemos os “Pôneis de Festa” invadindo a batalha por questões de orçamento (sim, eles queriam colocar, mas a grana ficou curta), mas ver o Tyson salvando o Percy e o Tantalus finalmente tendo o fim que merecia — virando pó no meio da batalha — compensou bastante.

A polêmica mudança na história de Thalia
Aqui é onde a série decidiu ousar de verdade e, na minha opinião, acertou em cheio. Nos livros, Thalia se sacrifica e Zeus a transforma em árvore para salvá-la. Na série? A história é bem mais sombria. Descobrimos que Zeus, na verdade, matou as Fúrias ele mesmo, mas transformou Thalia em árvore contra a vontade dela porque ela se recusou a ser uma arma do Olimpo.
Isso muda toda a dinâmica. Thalia agora não volta só como uma heroína ressuscitada, mas como alguém que tem motivos de sobra para odiar o próprio pai e o Olimpo. Essa alteração tira os deuses daquele pedestal de “apenas distantes” e os coloca como figuras moralmente falhas e egoístas, que agem por medo e autopreservação.
O produtor Craig Silverstein explicou que isso serve para dar peso real à rivalidade que pode surgir entre ela e Percy na próxima temporada, já que ela agora tem “sangue nos olhos” contra Zeus. É uma mudança que adiciona camadas de complexidade que a gente não sabia que precisava.
Onde ficaram os momentos “Percabeth”?
Nem tudo são flores, né? Para quem vive de migalhas de Percabeth (Percy + Annabeth), o final pode ter deixado um pouco a desejar. A dinâmica dos dois continua incrível, e a química entre Walker Scobell e Leah Sava Jeffries é inegável, mas o roteiro não deu tanto espaço para aqueles momentos “slow-burn” fofos que a gente ama.
Além disso, ver a Annabeth ficar de fora de boa parte da ação principal porque levou uma flechada foi um desperdício de potencial para a personagem no clímax da batalha. A gente queria ver a garota sábia quebrando tudo na linha de frente!
Um tom mais maduro e o futuro sombrio
O que fica claro é que a série amadureceu. O tom “infanto-juvenil” ingênuo está dando lugar a dilemas éticos complexos e uma violência mais explícita. A revelação de que Percy agora sabe sobre a Grande Profecia e seu “defeito fatal” antecipa conflitos que só veríamos mais tarde nos livros, o que acelera o desenvolvimento dele.
E aquele final? Com Thalia acordando e Percy percebendo que os pesadelos dele agora são reais, a série termina com uma nota ominosa, preparando o terreno para uma terceira temporada muito mais pesada.
Conclusão
O final da temporada 2 de Percy Jackson e os Olimpianos cumpriu sua missão com louvor. Foi um episódio que equilibrou espetáculo visual, atuações carismáticas (destaque para o elenco jovem e para a presença intimidadora de Courtney B. Vance como Zeus) e decisões de roteiro corajosas.
Ao trazer a batalha para dentro do Acampamento e reescrever a origem de Thalia, a série mostrou que não tem medo de mexer no material original para melhorar a narrativa televisiva. Se você é fã dos livros, pode ter estranhado no começo, mas o resultado final promete uma guerra muito mais pessoal e intensa daqui para frente.
A série encontrou sua identidade e provou que o Velo de Ouro funcionou, sim, muito bem — talvez até demais para a paz de espírito dos nossos heróis. Que venha a terceira temporada!
Onde assistir à temporada 2 de Percy Jackson e os Olimpianos
Trailer da 2ª temporada de Percy Jackson (2025)
Elenco da segunda temporada de Percy Jackson, do Disney+
- Walker Scobell
- Leah Sava’ Jeffries
- Aryan Simhadri
- Virginia Kull
- Charlie Bushnell
- Dior Goodjohn


















