Crítica do dorama Românticos Anônimos, série da Netflix (2025) - Flixlândia (1)

‘Românticos Anônimos’: um doce retrato da ansiedade e do amor

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Românticos Anônimos“, novo dorama que acaba de chegar na Netflix, é uma comédia romântica que une Japão e Coreia do Sul em uma coprodução delicada e sensível. Adaptada do filme francês Les Émotifs Anonymes, a série traz uma história sobre duas pessoas marcadas por medos profundos que encontram no chocolate um elo para superar seus traumas pessoais.

Com um ritmo sereno e uma atmosfera aconchegante, o drama explora temas como ansiedade social, solidão e o poder da conexão humana, indo além do típico romance leve.

➡️ Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A trama acompanha Sosuke Fujiwara (Shun Oguri), herdeiro de uma tradicional confeitaria, que sofre de germofobia e tem pânico ao tocar outras pessoas. Após o falecimento do proprietário, ele assume o comando da loja Le Sauveur, enfrentando o desafio de revitalizá-la.

No caminho, conhece Hana Lee (Han Hyo-joo), uma talentosa chocolatier que tem escopofobia — medo extremo de contato visual — e trabalha anonimamente na confeitaria. Aos poucos, descobrem que são imunes aos medos um do outro e começam uma relação construída nas pequenas vitórias dessas conexões tímidas, enquanto enfrentam seus passados e tentam recuperar a confiança para viver plenamente.

➡️ ‘Vermelho Sangue’: quando a ousadia não basta para salvar a série
➡️ ‘O Plano de Ressurreição’: um estudo sobre a natureza humana diante do luto e da injustiça
➡️ ‘Berço de Ouro’: o que o dinheiro não compra, e o que o ego não deixa ir

Crítica

A força arrebatadora da série reside na interação tranquila e autêntica entre Hana e Sosuke. Han Hyo-joo interpreta com sensibilidade a fragilidade e a paixão da chocolatier, enquanto Shun Oguri mostra um Sosuke soturno, com barreiras emocionais que lentamente se desfazem.

Essa construção de personagens evita exageros e melodramas, optando por gestos contidos e olhares que dizem muito. O crescimento deles é apresentado de forma realista: não há cura milagrosa, mas sim um processo gradual de enfrentamento e apoio mútuo, que emociona por sua honestidade.

➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e  streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo InstagramXTikTokYouTubeWhatsApp, e Google Notícias, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Representação sensível da ansiedade social e traumas

Românticos Anônimos merece aplausos por sua forma compassiva de tratar transtornos de ansiedade social. A série evita caricaturas e dramatizações forçadas, apresentando os episódios da luta dos protagonistas com seus medos cotidianos.

Essa abordagem é rara em dramas do gênero, pois mostra que o caminho da cura é tortuoso — com avanços e retrocessos — e que o amor funciona como suporte, não como solução mágica. As cenas em grupos de apoio e nas sessões terapêuticas reforçam a humanidade e complexidade dos personagens.

YouTube player

O chocolate como metáfora e elo emocional

O contexto gastronômico — a fabricação de chocolates — é muito bem explorado como um fio condutor da trama. As cenas de preparo e degustação lembram um filme sensorial: a fotografia capta texturas, cores e movimentos que despertam o paladar do espectador, tornando o chocolate símbolo da doçura que os personagens buscam em suas vidas. Além de cenário, o chocolate é ferramenta de conexão, consolo e expressão de emoções, o que enriquece o significado do romance.

Um ponto que poderia ter sido melhor desenvolvido é o arco do irmão de Sosuke e os conflitos familiares, que surgem tardiamente e com pouco impacto emocional. Alguns coadjuvantes ficam relegados a planos secundários, ainda que suas histórias também merecessem atenção.

O ritmo lento da narrativa, embora adequado para o tom acolhedor, pode parecer arrastado para quem busca mais ação ou reviravoltas. Porém, essa escolha reforça a sensação de intimidade e autenticidade dos personagens.

Crítica do dorama Românticos Anônimos, da Netflix (2025) - Flixlândia
Foto: Netflix / Divulgação

Direção, estética e trilha sonora

Sob a direção delicada de Sho Tsukikawa, a série aposta em um visual caloroso e aconchegante, com iluminação suave e enquadramentos que valorizam o cotidiano e as pequenas interações.

O contraste entre o ambiente moderno de Tóquio e a atmosfera clássica da confeitaria reforça o tema do isolamento emocional em meio à multidão. A trilha sonora minimalista, com piano e melodias amenas, potencializa a sensação de conforto e introspecção, sustentando a narrativa sem excessos.

Conclusão

Românticos Anônimos é uma obra que sabe misturar doçura e honestidade em um romance adulto e sensível. Sem grandes inovações no gênero, a série conquista pelo tratamento respeitoso das ansiedades dos personagens e pela química genuína entre Han Hyo-joo e Shun Oguri.

Além de celebrar o amor, o drama celebra a arte de superar traumas com gentileza e paciência, usando o chocolate como metáfora e elo. É um convite a desacelerar, aceitar vulnerabilidades e valorizar o processo de cura em conjunto. Para quem busca um romance aconchegante e inspirador, esta produção é um prato cheio.

Onde assistir ao dorama Românticos Anônimos?

A série Românticos Anônimos está disponível para assistir na Netflix.

Quem está no elenco de Românticos Anônimos, da Netflix?

  • Shun Oguri
  • Han Hyo-joo
  • Yuri Nakamura
  • Ryo Narita
  • Ayumi Ito
  • Shima Ise
  • Keiichiro Azuma
  • Koya Fukuda
  • Shiori Akita
  • Ikuho Akiya
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Unfamiliar resenha crítica da série 2026 Netflix Flixlândia
Críticas

O peso do silêncio: ‘Unfamiliar’ troca explosões por tensão psicológica

Se você cresceu assistindo filmes de espiões com gadgets futuristas e vilões...

Rainhas da Grana resenha crítica da série Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

Nem ‘La Casa de Papel’, nem ‘Good Girls’: o charme imperfeito das ‘Rainhas da Grana’

Se você abriu a Netflix recentemente, deve ter esbarrado com Rainhas da...

Fallout Temporada 2 Episódio 8 final último resenha crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia
Críticas

‘Fallout’ (2×08): série encerra a segunda temporada olhando para o futuro

Se você passou a temporada inteira esperando ver New Vegas em toda...

The Pitt temporada 2 episódio 4 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia
Críticas

‘The Pitt’ (2×04): Síndrome de Julho, erros de principiante e um final de arrepiar

Depois da carga emocional pesadíssima do episódio anterior, que focou na conexão...

O Cavaleiro dos Sete Reinos episódio 3 resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ (1×03): marionetes, profecias e um chute na cara

Chegamos oficialmente à metade da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete...

The Beauty Lindos de Morrer 4 episódio resenha crítica da série Disney+ 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘The Beauty: Lindos de Morrer’ (1×04): o ponto de virada sombrio da série

O quarto episódio marca um ponto de virada narrativo para The Beauty:...

Bridgerton temporada 4 parte 1 resenha crítica da série Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

Cinderela realista e Violet apaixonada salvam a Parte 1 da 4ª temporada de ‘Bridgerton’?

Depois de quase dois anos de espera, a família mais fofoqueira e...