Se você achou que a primeira temporada foi tensa, o segundo ano de Sequestro parece disposto a virar a mesa — literalmente. Depois daquele final de cair o queixo na estreia da temporada, onde descobrimos que o nosso negociador favorito, Sam Nelson (interpretado pelo sempre carismático Idris Elba), é quem está por trás do sequestro desta vez, o episódio 2, intitulado “Controle”, chega para mostrar que o buraco é mais embaixo.
A série troca a claustrofobia dos céus pela escuridão dos túneis do metrô de Berlim, e a pergunta que fica martelando na nossa cabeça é: até onde Sam está disposto a ir para conseguir o que quer?
Sinopse
O episódio retoma a ação exatamente onde paramos: o caos está instaurado na rede ferroviária de Berlim. As autoridades alemãs, percebendo que o trem U5 sumiu do mapa, tentam bloquear o caminho de Sam com outro trem “quebrado”.
Sam, agora revelado como o sequestrador, entra em contato com a controladora Clara Berger e faz sua demanda clara: ele quer a localização de John Bailey-Brown, o homem que ele acredita ser o verdadeiro responsável pelo sequestro do avião na primeira temporada,.
Enquanto isso, nos bastidores, a chefe de polícia Ada Winter e o misterioso agente britânico Peter Faber tentam ganhar tempo. Dentro do trem, a tensão aumenta quando um passageiro, Freddie, descobre o que está rolando.
Sam, num movimento ousado, amarra uma maleta em Freddie e o manda para a plataforma vazia, ameaçando explodir tudo se suas exigências não forem atendidas. O episódio termina com um corte abrupto da câmera e um som de explosão, deixando no ar se Sam realmente cruzou a linha final.
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Resenha crítica do episódio 2 da série Sequestro
A virada de chave: Sam Nelson como “vilão”
O grande trunfo deste episódio é brincar com a nossa percepção sobre Sam. Ver o herói da temporada anterior assumindo o papel de agressor cria uma camada psicológica fascinante. Ele não está apenas sequestrando um trem; ele está sequestrando a narrativa e a percepção de todos — das autoridades e dos passageiros.
A atuação de Elba ancora tudo isso, transmitindo uma determinação misturada com cansaço, mostrando que ele está calculando cada movimento, inclusive ao manipular o maquinista Otto, que claramente está desconfortável com a situação.
No entanto, essa mudança exige uma certa “suspensão de descrença”. A ideia de que um negociador profissional recorreria a táticas terroristas tão extremas força um pouco a barra da credibilidade dentro do gênero. Em alguns momentos, parece que as ações de Sam servem mais para aumentar a tensão do roteiro do que por uma lógica orgânica do personagem.

Tensão vs. realismo: o caso da “bomba”
O clímax do episódio é um exemplo perfeito de como a série constrói suspense, mas também onde ela flerta com o absurdo. A sequência final, em que Sam ameaça explodir o passageiro Freddie, é eletrizante e bem filmada. Porém, o roteiro deixa migalhas de pão suficientes para os espectadores mais atentos: o foco repetido no isqueiro de Sam, a lixeira cheia de papel e o fato dele estar na sala de controle das câmeras sugerem fortemente que a “explosão” foi um grande teatro.
Embora funcione como entretenimento, essa tática levanta questões. Se o público percebeu o blefe (o isqueiro apareceu tantas vezes que quase virou um personagem), será que a polícia de elite alemã e os especialistas em situações de crise seriam tão facilmente enganados?
Além disso, a passividade de alguns passageiros (“NPCs”, como alguns fãs chamaram) diante de atrasos e situações estranhas no metrô tira um pouco o pé da realidade,. Quem pega transporte público sabe: 20 minutos parado num túnel sem explicação já seria motivo para um motim, muito antes de qualquer arma aparecer.
O cenário e os coadjuvantes
Trocar o avião pelo trem foi uma aposta arriscada. O ambiente subterrâneo oferece uma cinematografia interessante, com o contraste entre as telas frias do centro de controle e a escuridão dos túneis, mas, convenhamos, um trem parado é um cenário menos dinâmico que um avião em queda livre.
Por outro lado, a série tenta expandir seu universo. Temos a introdução de novos personagens como Clara (a despachante novata) e Peter Faber, que prometem ser peças-chave, embora ainda pareçam um pouco subutilizados e sem muito desenvolvimento pessoal por enquanto.
E não podemos esquecer o subplot da ex-mulher de Sam, Marsha, isolada na Escócia. O fato de ela receber flores misteriosas e notar portas abertas sugere que o perigo não está restrito a Berlim, adicionando uma camada extra de paranoia que conecta as pontas soltas da trama.
Conclusão
O episódio 2 da temporada 2 de Sequestro cumpre bem o seu papel de “exercício de gerenciamento de crise”, elevando a tensão e estabelecendo o novo status quo da temporada. Apesar de forçar a barra na verossimilhança e depender de alguns clichês de ação, a série se sustenta no carisma de Idris Elba e na curiosidade genuína que cria sobre o plano mestre de Sam.
O final explosivo (ou nem tanto) é um gancho eficaz que, mesmo sendo um provável blefe visual, garante que voltaremos na próxima semana para ver como Sam vai sair dessa enrascada que ele mesmo criou. Se você conseguir desligar o senso crítico sobre a logística de trens e focar no jogo psicológico, a viagem continua valendo o ingresso.
Onde assistir à temporada 2 de Sequestro?
Trailer da 2ª temporada de Sequestro
Elenco da segunda temporada de Sequestro
- Idris Elba
- Christiane Paul
- Sebastian Hülk
- Alexander Hermann
- Albrecht Schuch
- Christian Näthe
- Clare-Hope Ashitey
- Lisa Vicari
- Dejan Bućin
- Karima McAdams
- Jasmine Bayes
- Thomas Kitsche
- Faraz M. Khan
- Ellie McKay


















