Depois de uma longa espera de mais de três anos desde que vimos Glenn Close brilhando na segunda temporada, o thriller de espionagem Teerã (Tehran) finalmente retornou à Apple TV para o seu ano 3. Sabe aquela série que te deixa na ponta do sofá roendo as unhas? Pois é, a produção israelense conseguiu manter o nível de tensão lá no alto.
Desta vez, a grande aposta foi trazer o astro britânico Hugh Laurie para o elenco, na tentativa clara de internacionalizar ainda mais a trama que já é um sucesso. Com um ritmo frenético e dilemas morais pesados, a terceira temporada foca nas consequências de se estar no meio do fogo cruzado e prova que, no mundo da espionagem, não existe vitória limpa, apenas sobrevivência.
Sinopse
A trama segue Tamar Rabinyan (Niv Sultan), uma agente do Mossad que agora se encontra como uma “carta fora do baralho”, considerada uma agente rebelde e caçada por seu próprio governo. Enquanto tenta se manter viva e escondida em Teerã, ela descobre um plano aterrorizante envolvendo a criação de uma ogiva nuclear pelo regime iraniano.
No centro dessa conspiração está Eric Peterson (Hugh Laurie), um inspetor nuclear que joga um jogo duplo perigosíssimo. Ao mesmo tempo, o capitão Faraz Kamali (Shaun Toub), da Guarda Revolucionária, continua sendo a grande pedra no sapato de Tamar, enquanto lida com o desmoronamento de seu casamento com Nahid, que busca desesperadamente sua liberdade. Correndo contra o tempo, Tamar precisa desobedecer ordens superiores para impedir que uma explosão nuclear dizime centenas de milhares de civis inocentes no coração da cidade.
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Crítica da temporada 3 de Teerã
A adição de peso: Hugh Laurie e a ameaça nuclear
A chegada de Hugh Laurie como Eric Peterson trouxe um ar novo para a série. No começo, a história dele parecia correr em paralelo à de Tamar, quase como se fosse uma distração. Mas a forma como as coisas se conectam no final é de cair o queixo. Peterson não é o vilão clichê; ele é um estrategista calculista que ajudou o regime iraniano a construir a arma apenas para tentar destruí-la depois, plantando um cronômetro na bomba porque sabia que os líderes iranianos não eram confiáveis.
O problema é que o plano dá errado quando a bomba é movida para o centro da cidade, o que forçaria a morte de milhares de civis inocentes. É fascinante ver a dinâmica de um homem que causou o problema tentando sacrificá-lo, sendo uma mente política brilhante, mas que comete erros de cálculo letais.

O crescimento de Tamar e as alianças improváveis
Niv Sultan entrega mais uma atuação absurda e autêntica. A jornada da Tamar nesta temporada é muito mais emocional e isolada. O Mossad manda ela simplesmente ir embora e abandonar Teerã à própria sorte, mas ela se recusa. Ela passa a operar puramente por instinto e empatia, o que, ironicamente, se torna a sua maior força. O legal desta temporada é como as alianças mudam o tempo todo.
Ramin, por exemplo, se prova um aliado fundamental, motivado por pura sobrevivência e vontade de derrubar o regime. Outra surpresa gigante é o Coruja (The Owl), um assassino enviado para matar Tamar que acaba quebrando sua frieza, virando um protetor improvável e se sacrificando para que ela possa escapar.
O fim trágico e brilhante de Faraz Kamali
Shaun Toub é, sem dúvida, um dos maiores destaques da série. O arco de Faraz Kamali atinge um clímax trágico e perfeitamente escrito. Ele é um homem orgulhoso, obcecado por proteger o Irã, mas que confunde o seu amor pelo país com a lealdade a um regime opressor. A forma como Tamar o manipula usando a esposa, Nahid, como isca é cruel, mas necessária.
O final de Faraz no túnel escuro é pura ironia: ele morre segurando uma arma, achando que está totalmente no controle da situação e que impediu a fuga de Tamar, quando, na verdade, ela e Peterson já haviam trocado o núcleo nuclear por um explosivo comum. Ele morre protegendo um sistema que já estava pronto para descartá-lo.
Ritmo e tensão constantes
A execução do último episódio é fantástica. A sequência de Tamar e Peterson correndo contra os minutos para desarmar e substituir o núcleo da bomba no túnel, enquanto enganam Faraz, é o tipo de suspense muito bem construído que te faz prender a respiração.
Tudo isso misturado com as traições dolorosas, como a de Shaparak, que finge ajudar mas entrega tudo para Peterson, mostra como ninguém está seguro nessa história. A direção e o roteiro acertaram em cheio ao não nos dar um final completamente feliz. A explosão que mata Peterson e Faraz destrói o túnel, salvando a cidade da radiação, mas cria um caos que vai reverberar muito.
Conclusão
A temporada 3 de Teerã encerra com um gosto agridoce, mas incrivelmente satisfatório. Tamar conseguiu salvar a cidade do desastre nuclear e conseguiu um passaporte falso para que Nahid finalmente pudesse buscar sua liberdade fora do Irã. No entanto, nossa protagonista agora carrega o peso do núcleo da bomba na mochila, perdeu aliados valiosos e continua sendo um alvo.
Não foi uma vitória limpa, foi apenas a prova de que ela conseguiu sobreviver para lutar mais um dia. Com a quarta temporada já confirmada e em produção, a série se consolida como um dos thrillers mais inteligentes e tensos da atualidade, deixando ganchos perfeitos para o futuro.
Onde assistir à série Teerã
Trailer da temporada 3 de Teerã
Elenco de Teerã, da Apple TV
- Niv Sultan
- Hugh Laurie
- Shaun Toub
- Shila Ommi
- Sara von Schwarze
- Nofar Boker
- Tamir Ginsburg
- Phoenix Raei
















