Depois da carga emocional pesadíssima do episódio anterior, que focou na conexão humana, “10:00 AM” chega para nos lembrar que The Pitt também é sobre a rotina brutal e a pressão técnica da medicina de emergência.
Se você estava esperando mais lágrimas, talvez tenha se decepcionado um pouco, mas para quem curte a adrenalina do caos hospitalar e o desenvolvimento lento (mas constante) dos personagens, esse episódio entregou o “arroz com feijão” bem feito da série.
Estamos no meio da “síndrome da primeira semana de julho”, onde os novatos são perigosos e o sistema de saúde mostra suas falhas mais cruéis.
Sinopse
O episódio se passa em pleno 4 de Julho, um dos dias mais movimentados do ano. Para piorar, o hospital vizinho, Westbridge, declara “Code Black” (fechamento total da emergência), desviando uma enxurrada de pacientes para o Pitt.
Enquanto Ahmad organiza um bolão de apostas sobre a desgraça alheia para aliviar a tensão, a equipe lida com tudo, desde um praticante de parkour com um caco de vidro gigante nas costas até o retorno cômico (mas nem tanto) de Willow, a paciente da supercola. No meio desse furacão, Robby tenta manter Langdon longe da ação principal, mas a necessidade fala mais alto.]
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Resenha crítica do episódio 4 da temporada 2 de The Pitt
A “Síndrome de Deus” dos estagiários
O grande destaque negativo — no bom sentido narrativo — vai para os estudantes de medicina, James Ogilvie e Joy Kwon. A série está fazendo um trabalho excelente em fazer a gente odiar a arrogância do Ogilvie, o que é mérito total da atuação de Lucas Iverson. Ele cometeu o pecado capital da sala de trauma: removeu um objeto estranho (o vidro) sem checar se estava segurando uma artéria. O resultado? Um chafariz de sangue e uma lição de humildade forçada.
Por outro lado, Joy continua com sua atitude de “não quero estar aqui”, chegando ao ponto de se furar com o mesmo vidro e virar paciente. É frustrante ver esses novatos tropeçando, mas adiciona um realismo necessário: nem todo mundo que entra no Pitt está pronto para o tranco.

Pequenas vitórias e flertes inesperados
Enquanto os novatos sofrem, os veteranos brilham nos detalhes. Whitaker salvou o dia ao diagnosticar um infarto posterior que passaria despercebido por muitos, provando que sua obsessão pelos detalhes compensa.
Mas o que realmente pegou a gente de surpresa foi o clima de romance no ar. Ver a Dra. Al-Hashimi flertando abertamente com o Robby ao apostar no bolão foi um choque (para ele e para nós). E finalmente a Dra. McKay aceitou sair com o bonitão do Brian, o que nos deu um raro momento de leveza.
O sistema falho e a humanidade digital
A série continua afiada na crítica social. O arco de Orlando, o paciente diabético que racionou insulina por falta de dinheiro e se sentiu humilhado pela “vaquinha” online da filha, foi um soco no estômago sobre a realidade do sistema de saúde. Em contrapartida, tivemos a revelação hilária de que a séria Dra. Javadi é a “Dr. J”, uma estrela do TikTok. Foi um alívio cômico perfeito ver Langdon tendo que lidar com essa faceta “influencer” dela.
Também vale mencionar o puxão de orelha no enfermeiro Donnie, que ignorou a paciente surda para falar apenas com a intérprete. É aquele tipo de detalhe educativo que séries médicas de qualidade, como a antecessora espiritual ER, sempre souberam fazer bem.
O “cliffhanger” que valeu o episódio
Sejamos honestos: grande parte do episódio parecia um “filler” seguro, reciclando algumas batidas da primeira temporada,. Mas os minutos finais mudaram tudo. O retorno da paciente Debbie Cohen com uma infecção alastrante trouxe o terror de volta ao hospital.
Quando Langdon diz que pode ser MRSA “ou algo pior”, ele não está brincando. A velocidade da infecção sugere algo devastador, como fascite necrotizante (a famosa bactéria comedora de carne), preparando o terreno para um desastre médico iminente,,. Esse final salvou o ritmo morno do meio do episódio.
Conclusão
O episódio “10:00 AM” pode não ter tido os momentos “arranca-lágrimas” da semana passada, mas foi essencial para mover as peças no tabuleiro. Ele expôs a fragilidade dos novos médicos, aprofundou as tensões românticas e plantou uma bomba-relógio biológica com o caso da infecção misteriosa.
O episódio 2 da temporada 4 de The Pitt manteve a qualidade técnica e nos deixou ansiosos (e um pouco enojados) para ver como Robby e Langdon vão lidar com essa bactéria monstruosa no próximo capítulo.
Onde assistir à temporada 2 de The Pitt?
Trailer da 2ª temporada de The Pitt
Elenco da segunda temporada de The Pitt
- Noah Wyle
- Ned Brower
- Patrick Ball
- Katherine LaNasa
- Supriya Ganesh
- Fiona Dourif
- Taylor Dearden
- Isa Briones
- Gerran Howell
- Shabana Azeez
















