Infinite Icon Uma Memória Visual crítica do documentário sobre Paris Hilton

‘Infinite Icon: Uma Memória Visual’: cinebiografia de Paris Hilton deve agradar os fãs, mas não revela muitas intimidades

Foto: Sato Company / Divulgação
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É desumano supor que apenas porquê uma pessoa nasceu cercada com privilégios não passou por sofrimentos. Paris Hilton pode ser um exemplo: mesmo sendo descendente de uma dinastia com hotéis de luxo espalhados pelo mundo, passou a adolescência em uma instituição onde sofreu abusos de diversos tipos. Já adulta, o gosto pela vida noturna de festas e boates a fez um dos principais alvos de tabloides e paparazzis numa época em que tais meios eram mais tomados por machismo e julgamentos que hoje.

Assim, entre realitys, baladas, trabalhos de modelo, mais baladas, escândalos, mais baladas, Paris teve uma vida que olhando de fora valeu a pena ser vivida. Criticada, mas nunca ignorada, adotou a persona de “loira burra” mesmo em entrevistas ditas séries, até uns anos atrás quando se mostrou como realmente é: uma pessoa que sabe usar os holofotes como uma máquina de imprimir dinheiro.

O reconhecimento do tino comercial da socialite não é um comentário negativo, muito pelo contrário. Com infinitas possibilidades, ela fez tudo que quis na vida, inclusive gravar um disco, e agora, quase 20 anos depois, um segundo trabalho musical, que foi a inspiração para o documentário “Infinite Icon: Uma Memória Visual”, que chegou aos cinemas brasileiros recentemente.

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Sinopse

O longa-metragem, dirigido pela dupla J.J. Duncan e Bruce Robertson, retrata desde a infância de Hilton à reinvenção como artista e empresária, trazendo bastidores, vídeos caseiros inéditos, bem como entrevistas recentes, material de arquivo e performances ao vivo, buscando retratar a face mais nova dela como cantora.

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Resenha crítica do documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual

Como um trabalho feito para sua principal estrela, o longa, que se pretende um documentário, é uma compilação de pensamentos, opiniões e memórias sobre alguns acontecimentos na vida de Hilton. A cantora/empresária/atriz/mãe abre o coração, mas não muito, com um resultado um tanto chapa branca e condescendente.

De forma reiterada, a protagonista afirma quase que a cada cinco minutos o quanto a música a salvou, e é importante na sua vida. Porém, para alguém com tantos recursos, contatos e portas abertas, Hilton escolheu um pop um tanto insosso para representá-la, com resultados um pouco limitados. Aqui, como tudo na vida socialite, a imagem de Paris e tudo que ela significa para o bem e para o mal que empurra a música, e não o contrário.

Infinite Icon Uma Memória Visual crítica do documentário sobre Paris Hilton Flixlândia
Foto: Sato Company / Divulgação

Certo que seria uma tarefa difícil para alguém com um rosto e um pré julgamento público tão consolidado no imaginário popular criar algo que ultrapassasse artisticamente o que acontecera antes. Paris não se importa: pelo menos no longa, usa a música como terapia para seus traumas.

Conclusão

Como obra cinematográfica, o filme se sustenta para quem tiver curiosidade jornalística de um ponto de vista sobre a primeira década do século, e para os fãs. Muitos assuntos não são abordados, pois agora Paris é mãe de duas crianças, e parece livre de certas coisas de seu passado conturbado.

Mesmo que fazendo uma música padrão que não deve chegar muito longe, mesmo com o marketing agressivo que a acompanha. No fim, parece uma vida mais tranquila para a caótica “patricinha” de 20 anos atrás.

Onde assistir ao documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual?

O filme está em cartaz exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer do filme Infinite Icon: Uma Memória Visual (2026)

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Escrito por
Marcelo Fernandes

Jornalista, músico diletante, produtor cultural e fã de guitarras distorcidas e bandas obscuras.

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