Leia a crítica do filme Um Homem Abandonado, da Netflix (2025) - Flixlândia

‘Um Homem Abandonado’ e a luta por uma segunda chance

Novo filme turco da Netflix promete emocionar os assinantes

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

A produção cinematográfica turca tem ganhado um espaço cada vez maior nas plataformas de streaming, conquistando audiências ao redor do mundo com suas narrativas intensas e emocionalmente carregadas. “Um Homem Abandonado” (Metruk Adam), dirigido por Çağrı Vila Lostuvalı e com roteiro de Deniz Madanoğlu e Murat Uyurkulak, é a mais recente aposta da Netflix.

O filme, que tem como protagonista Mert Ramazan Demir, conhecido por seu papel na novela “O Canto do Pássaro”, promete uma jornada de redenção e superação. Mas será que ele cumpre o que promete? Acompanhe nossa análise sobre o longa-metragem que, ao mesmo tempo que toca o coração, deixa a desejar em sua execução.

➡️Frete grátis e rápido! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

O filme nos apresenta a Baran (Mert Ramazan Demir), um jovem que passa quinze anos na prisão por um crime de atropelamento e fuga cometido por seu irmão, Fatih. Sacrificado pela família para proteger o primogênito, Baran sai da cadeia com a alma quebrada e o desejo de recomeçar do zero, abrindo sua própria oficina de automóveis. Contudo, o destino parece ter planos diferentes.

A vida de Baran, marcada por infortúnios, sofre um novo revés quando um grave acidente deixa Fatih em coma e sua pequena filha, Lidya, sob os cuidados do tio. A presença inocente e cativante da garota se torna o único raio de esperança na vida de Baran, impulsionando-o a lutar não só por si mesmo, mas também para construir um futuro digno para a sobrinha. Essa jornada de reconstrução, no entanto, é permeada por desafios e conveniências que colocam à prova a verossimilhança da trama.

➡️Siga o Flixlândia no WhatsApp e fique por dentro das novidades de filmes, séries e streamings

Crítica

“Um Homem Abandonado” é um filme que se apoia em uma premissa profundamente dramática e tocante, explorando temas como o perdão, a lealdade familiar e a resiliência. Embora a história de Baran seja comovente, o filme tropeça em sua própria ambição de ser uma montanha-russa emocional, sacrificando a consistência narrativa em nome do impacto dramático.

➡️Acompanhe o Flixlândia no Google Notícias e fique por dentro do mundo dos filmes e séries do streaming

O ritmo e a falta de conflito central

A primeira metade do filme é um teste para a paciência do espectador. O roteiro parece se deleitar em empilhar infortúnio sobre infortúnio na vida de Baran, numa sucessão quase caricatural de má sorte. Essa enxurrada de problemas, embora tenha a intenção de gerar empatia, acaba por soar forçada e manipuladora, como se o filme estivesse nos implorando para chorar.

No entanto, após o clímax inicial do acidente de Fatih, o ritmo se altera drasticamente. A jornada de Baran e Lidya, que deveria ser o cerne do conflito, se resolve de forma excessivamente conveniente, com a aparição de um “deus ex machina” na figura de Musa.

O chefe de Esat, amigo de Baran, age como uma espécie de fada madrinha, abrindo portas e resolvendo problemas de forma quase mágica. Essa solução fácil e apressada rouba a força da superação de Baran, transformando sua luta em uma série de eventos orquestrados em vez de uma genuína vitória. Por isso, a segunda metade do filme perde a tensão e a sensação de que há algo em jogo, o que prejudica a experiência como um todo.

➡️ ‘Faça Ela Voltar’ e o peso da obsessão
➡️ ‘Anônimo 2’ é um delicioso e hilário ‘Férias Frustradas’ com a família de ‘Busca Implacável’
➡️ A promessa vazia e sem alma de ‘Quero Você’

Cena do filme Um Homem Abandonado, da Netflix (2025) - Flixlândia (1)
Foto: Netflix / Divulgação

A química que salva a história

Apesar das falhas no ritmo e na conveniência do roteiro, o filme brilha intensamente na representação da relação entre Baran e Lidya. A conexão entre o tio deprimido e a sobrinha inocente é o ponto alto da produção. As cenas entre os dois são genuínas, doces e conseguem transmitir a sensação de que Lidya é a âncora que Baran precisava para não se afundar.

A atuação de Ada Erma, que interpreta Lidya, é notável, trazendo uma doçura e uma leveza essenciais para uma história tão pesada. A presença da garota oferece os momentos de respiro e esperança que a trama tanto precisa, tornando a jornada de Baran suportável e, por vezes, até mesmo emocionante. É a química entre Mert Ramazan Demir e Ada Erma que carrega o filme nas costas, compensando as inconsistências do enredo.

➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e  streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo InstagramXTikTok e YouTube, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Atuações e o equilíbrio do elenco

Mert Ramazan Demir, no papel de Baran, entrega uma performance digna, mas inconstante. Em alguns momentos, sua interpretação parece rígida, não conseguindo transmitir toda a dor e o peso de seu personagem. No entanto, em cenas-chave, especialmente aquelas com Lidya, ele se mostra mais à vontade, o que fortalece a conexão emocional com o público.

Ercan Kesal, como Musa, o chefe de Baran, também tem uma atuação vacilante. Embora seu personagem tenha um arco de crescimento, ele soa muitas vezes entediado e pouco convincente em sua transformação. Por outro lado, a pequena Ada Erma se destaca, roubando a cena com sua naturalidade e a pureza de sua personagem, Lidya.

Conclusão

“Um Homem Abandonado” é um filme com um potencial imenso, mas que se perde em sua tentativa de ser excessivamente dramático. A narrativa, que oscila entre a tragédia e a conveniência, falha em construir um conflito central robusto. O ritmo inconstante e o final abrupto deixam uma sensação de que a história está “meio cozida” e inconsistente. No entanto, a relação entre Baran e Lidya é a alma do filme, um porto seguro de emoção e sinceridade que consegue resgatar a experiência.

Em última análise, se você busca um filme para assistir sem grandes expectativas e com o objetivo de se emocionar com uma história simples e um vínculo familiar tocante, “Um Homem Abandonado” pode ser uma boa pedida. Ele não é uma obra-prima, mas a mensagem de esperança e a prova de que o amor pode curar as feridas mais profundas são o suficiente para torná-lo uma experiência satisfatória, mesmo que de uma só vez.

Onde assistir ao filme Um Homem Abandonado?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Assista ao trailer de Um Homem Abandonado (2025)

YouTube player

Quem está no elenco de Um Homem Abandonado?

  • Mert Ramazan Demir
  • Ada Erma
  • Rahimcan Kapkap
  • Edip Tepeli
  • Burcu Cavrar
  • Ercan Kesal
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
O Palhaço no Milharal resenha crítica do filme 2025 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘O Palhaço no Milharal’: terror despretensioso diverte ao abraçar o próprio exagero

Todo ano surgem filmes de terror que prometem reinventar o gênero, discutir...

De Férias com Você resenha crítica do filme Netflix 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘De Férias com Você’: um clichê confortável (e esquecível) na Netflix

Sabe aquele momento pós-festas de fim de ano, quando o clima esfria...

Verão de 69 resenha crítica do filme 2025 Disney+ Flixlândia (1)
Críticas

[CRÍTICA] ‘Verão de 69’: diversão leve, mas pouco memorável

Indicado ao Critics Choice Awards 2026, “Verão de 69” se encaixa naquele...

Belén Uma História de Injustiça 2025 resenha crítica do filme Prime Video Flixlândia (1)
Críticas

[CRÍTICA] ‘Belén: Uma História de Injustiça’, um drama de tribunal que não pede desculpas

Quando a gente pensa em “filme de tribunal”, logo vem à cabeça...

Transamazônia resenha crítica do filme 2026 Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Transamazônia’: a selva sob o filtro estético (e problemático) do olhar estrangeiro

Demorou, mas chegou. Depois de rodar o circuito de festivais, ser indicado...

Agentes Muito Especiais 2026 resenha crítica do filme brasileiro Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Agentes Muito Especiais’: sobra carisma, mas falta roteiro

Agentes Muito Especiais é fruto de uma ideia original concebida pelo saudoso...

tom e jerry uma aventura no museu 2026 filme resenha crítica Flixlândia
Críticas

[CRÍTICA] ‘Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu’, uma união confusa entre dois mundos

O novo filme de Tom e Jerry apresenta uma aventura bastante diferente...