Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário resenha critica filme Netflix 2023 Flixlândia

‘Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário’ transita entre sangue e sentimentos

Foto: Divulgação
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“Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário” é um filme francês-canadense que chegou à Netflix com uma proposta diferenciada dentro do gênero vampírico. Nele, acompanhamos a jovem vampira Sasha, que não consegue se encaixar nas violentas tradições familiares por ser pacífica demais para matar.

Essa premissa, somada a uma abordagem que mistura humor negro, romance e drama, nos entrega um retrato sensível e inusitado sobre a identidade, a solidão e a busca por aceitação.

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Sinopse

Sasha tem 68 anos — em anos vampíricos — mas vive como adolescente, sustentando-se com sangue enlatado fornecido por seus pais vampiros. No entanto, sua sensibilidade e aversão à ideia de matar humanos se tornam um problema para sua sobrevivência, o que leva seus pais a cortarem seu suprimento.

Forçada a se virar sozinha, ela conhece Paul, um jovem humano que enfrenta o bullying e contempla o suicídio. Eles formam um pacto: Paul oferece seu sangue para Sasha, e Sasha passa a nutrir um sentimento que vai além do esperado, despertando um romance delicado e incomum.

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Resenha crítica de Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário

Ao contrário das obras tradicionais, o filme evita o terror explícito e a violência exagerada, focando em elementos mais humanos e históricos da mitologia vampírica. Sasha não é uma predadora brutal, e sua dificuldade em aceitar sua natureza introduz uma reflexão original sobre as expectativas familiares e sociais que nos aprisionam.

Isso traz uma camada de profundidade, mostrando o vampirismo como uma metáfora para o amadurecimento e as crises existenciais da juventude.

Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário resenha critica do filme Netflix 2023 Flixlândia
Foto: Divulgação

Personagens e atuações que encantam

Sara Montpetit, no papel de Sasha, entrega uma performance cheia de nuances, transmitindo com naturalidade a angústia, a timidez, e a força subterrânea da personagem. Flix-Antoine Bnard, como Paul, complementa bem essa dinâmica com sua vulnerabilidade e toque de humor discreto. A química entre os dois atores cria cenas comoventes e até engraçadas, construindo uma relação que é menos sobre horror e mais sobre companheirismo e aceitação mútua.

O tom do filme se alterna entre a comédia sombria e momentos de sinceridade emocional, o que evita que a história fique pesada ou piegas. A direção de Ariane Louis-Seize aposta em um estilo indie com uma fotografia noturna que valoriza a penumbra sem perder detalhes, criando uma atmosfera quase hipnótica. A trilha sonora e a ambientação reforçam esse clima soturno, equilibrando o humor com o drama existencial.

Pontos que poderiam melhorar

Apesar dos méritos, o ritmo do filme pode parecer lento para alguns, com diálogos e cenas que se arrastam, e a trama não se desenvolve em alta velocidade. A história, embora sensível, não apresenta grandes reviravoltas ou inovações no gênero, o que pode decepcionar quem busca um suspense ou terror mais intensos. Ainda assim, o foco na construção dos personagens e na mensagem de empatia compensa essas pequenas falhas.

Conclusão

“Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário” é uma obra que se destaca por sua abordagem única e sensível do universo vampírico, fugindo do clichê do monstro aterrorizante para explorar temas profundos de identidade, solidão e amor.

Com atuações marcantes e um tom que mistura leveza e seriedade, o filme conquista e emociona quem está aberto a uma narrativa mais contemplativa e humana dentro do gênero. Vale a pena para os fãs de um cinema autoral e para quem gosta de histórias que tocam o lado mais sensível do ser humano.

Onde assistir ao filme Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário?

Trailer de Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário (2023)

YouTube player

Elenco de Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário, da Netflix

  • Sara Montpetit
  • Félix-Antoine Bénard
  • Steve Laplante
  • Sophie Cadieux
  • Noémie O’Farrell
  • Marie Brassard
  • Lilas-Rose Cantin
  • Gabriel-Antoine Roy
  • Madeleine Péloquin
  • Arnaud Vachon
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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