A Fúria de Paris crítica da temporada 2 da série da Netflix - Flixlândia

‘A Fúria de Paris’: 2ª temporada entrega diversão caótica, explosiva e muito envolvente

Foto: Netflix / Divulgação
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E aí, fã de adrenalina? A série francesa de ação A Fúria de Paris (Furies) está de volta ao catálogo da Netflix para a sua segunda temporada. Com uma pegada rápida de apenas seis episódios de cerca de 45 minutos cada, a produção promete mergulhar a gente de cabeça nas ruas perigosas de uma capital francesa dominada por uma nova facção.

Se você curtiu o primeiro ano da série pelas cenas de ação surreais e não se importou tanto com a história, prepare-se, porque o nível de brutalidade e o ritmo caótico continuam acelerados ao máximo.

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Sinopse

Depois que o antigo sindicato do crime, o “Olimpo”, foi aniquilado na última temporada, um novo grupo corporativo e paramilitar chamado Damocles tomou o poder absoluto de Paris. Sob a liderança do misterioso Oz, a organização instaurou uma verdadeira ditadura no submundo. É nesse cenário que acompanhamos as protagonistas Lyna (Lina El Arabi) e Selma (Marina Foïs). As duas querem ver a queda de Oz e da Damocles, mas agem de formas totalmente opostas.

Enquanto Lyna tenta achar uma saída e proteger quem ama — chegando ao ponto de se infiltrar em corridas clandestinas e virar informante da polícia através do seu ex-namorado, o detetive Elie —, Selma prefere agir pelas sombras. Ela manipula alianças, sacrifica peças no tabuleiro e junta forças para tentar assumir o controle total, agindo como uma verdadeira “senhora da guerra”.

Crítica da temporada 2 de A Fúria de Paris

Ação bruta e visual de tirar o fôlego

A verdade nua e crua é que a história de A Fúria de Paris continua sendo o ponto mais fraco da produção, mas a ação compensa quase tudo. O foco sai daquelas brigas tradicionais de gangues e vai para uma pegada de guerrilha urbana tática, crua e muito suja.

A direção visual, puxada por nomes como Cédric Nicolas-Troyan e Ludovic Bernard, brilha demais ao deixar de lado aquelas câmeras tremidas do passado para entregar sequências mais precisas e mecânicas. As cenas de perseguição de carro (que dão à série uma vibe de ser o primo francês de Velozes e Furiosos) e os tiroteios em espaços minúsculos e catacumbas são o grande motor que segura a sua atenção até o fim do episódio.

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Dinâmica de gato e rato e atuações

O que realmente segura a onda quando o roteiro dá umas escorregadas é o elenco. Lina El Arabi entrega uma Lyna mais madura, tentando mascarar o desespero de ser uma agente dupla por trás de uma postura letal e disciplinada. Do outro lado, temos Marina Foïs, que simplesmente rouba a cena.

A Selma dela é fria, calculista e imponente. Mesmo lidando com a evolução do Parkinson (que serve como uma ótima metáfora para a instabilidade do sistema que ela tenta dominar), Selma mostra que o poder não vem só da força física, mas de saber manipular os outros. A química de “gato e rato” entre as duas, que oscila o tempo todo entre uma parceria forçada e o ódio mortal, cria uma tensão deliciosa que move a série.

Roteiro espremido e personagens desperdiçados

Se o ritmo acelerado e direto ao ponto é ótimo para não deixar o público entediado, ele acaba sacrificando muito a coerência. O roteiro fica muito lotado com um excesso de personagens secundários e fios soltos que não ganham a profundidade que merecem.

Temos os parceiros Simon e Niko entrando num conflito moral pesadíssimo que termina de forma trágica; o garoto Leon, que segue como um peão estratégico valioso por saber o rosto de Oz; e a adição da ambiciosa Rosie. No meio de tanta gente e tanta explosão, a lógica às vezes é jogada pela janela e os personagens tomam atitudes que não fazem muito sentido, abusando de reviravoltas que, às vezes, soam um pouco forçadas.

Conclusão

Resumindo a ópera, a 2ª temporada de A Fúria de Paris está longe de ser uma obra-prima da dramaturgia ou de ter um roteiro à prova de furos. No entanto, ela entrega exatamente o que a gente procura quando quer desligar o cérebro: uma diversão caótica, explosiva e muito envolvente.

O final da temporada muda tudo de forma chocante, consagrando Selma como a chefona absoluta do crime, enquanto Lyna é salva de forma surpreendente por Orso e reencontra sua mãe, Amytis, que todos achavam estar morta. Esse desfecho excelente reorganiza todo o tabuleiro e deixa o terreno mais do que preparado para uma possível — e muito aguardada — terceira temporada. Vale muito a maratona se você curte o gênero!

Elenco da temporada 2 de A Fúria de Paris, da Netflix

  • Lina El Arabi
  • Marina Foïs
  • Jeremy Nadeau
  • Steve Tientcheu
  • Sandor Funtek
  • Quentin Faure
  • Mathieu Kassovitz
  • Eye Haïdara
  • Shirel Nataf
  • Margot Bancilhon
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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