Confira a crítica do filme "A Menina e o Dragão", animação de 2024 com Mayalinee Griffiths disponível para assistir no Globoplay.

‘A Menina e o Dragão’ é uma jornada mágica que não alça voo

Foto: Divulgação
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Entre tantas produções animadas dominadas pelos grandes estúdios norte-americanos, o filme “A Menina e o Dragão” chega como uma alternativa curiosa. A animação, resultado de uma parceria entre China e Espanha, adapta o livro homônimo, de Carole Wilkinson, e busca trazer elementos culturais orientais para uma narrativa de aventura e fantasia.

Com direção de Jianping Li e Salvador Simó, o filme promete encantar o público com sua estética inspirada na China Imperial e um enredo que mistura mitologia, heroísmo e autodescoberta. No entanto, apesar do potencial, a obra tropeça na previsibilidade e em escolhas que comprometem sua originalidade.

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Sinopse do filme A Menina e o Dragão (2024)

A trama acompanha Ping, uma jovem órfã que trabalha como serviçal em uma China Imperial onde os dragões foram subjugados e explorados pelos humanos. Sua vida muda drasticamente quando descobre que tem uma conexão especial com essas criaturas mágicas e recebe a missão de proteger o último ovo de dragão.

Ao lado do sábio e misterioso Danzi, o único dragão sobrevivente, Ping embarca em uma jornada repleta de desafios e inimigos dispostos a se apoderar do ovo, que possui poderes de cura. No caminho, a garota precisa despertar seu chi – uma energia vital fundamental na cultura chinesa – e entender seu verdadeiro papel como guardiã.

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Crítica de A Menina e o Dragão, do Globoplay

A proposta de “A Menina e o Dragão” é, sem dúvida, instigante. A ideia de trazer elementos tradicionais chineses e combiná-los com uma estrutura narrativa ocidental poderia resultar em um filme inovador e rico culturalmente. No entanto, o longa se apoia demais em clichês e não consegue aprofundar seus próprios temas.

A animação, por exemplo, deixa a desejar. Embora alguns cenários e a representação dos dragões remetam ao estilo clássico oriental, a fluidez das cenas é limitada, e os designs dos personagens parecem genéricos, sem identidade própria. O que poderia ser uma estética diferenciada e cativante acaba parecendo uma versão menos refinada das grandes produções hollywoodianas.

Falta de profundidade e desenvolvimento

Outro problema está na narrativa. A jornada de Ping segue à risca a cartilha da “escolhida” que precisa superar obstáculos para aceitar seu destino. Embora essa estrutura seja comum em filmes do gênero, o que diferencia as grandes animações de histórias esquecíveis é a forma como esses elementos são trabalhados.

Aqui, o roteiro peca pela falta de profundidade emocional e desenvolvimento dos personagens. Ping, apesar de ser a protagonista, tem uma evolução previsível e pouco inspirada. Sua relação com Danzi, o dragão mentor, carece de carisma e química, tornando o vínculo entre ambos menos envolvente do que deveria.

Além disso, o filme tenta inserir momentos cômicos por meio de um ratinho companheiro de Ping, mas essas cenas raramente funcionam. Em comparação com animações como Como Treinar o Seu Dragão ou até mesmo o clássico Mulan, que souberam equilibrar aventura, humor e emoção, “A Menina e o Dragão” fica aquém do esperado.

Ótima trilha sonora

Se há um ponto realmente positivo na animação, ele está na trilha sonora. Composta por Arturo Cardelús, a música eleva algumas cenas e transmite as emoções que o roteiro falha em construir. Faixas como In Ancient Times e A Dragon’s Death conseguem dar o tom épico e melancólico à trama, criando um impacto que nem sempre está presente no desenvolvimento visual e narrativo.

Outro aspecto interessante é a tentativa de abordar questões culturais. O chi, por exemplo, desempenha um papel fundamental na história, sendo tratado como uma energia capaz de transformar o destino. No entanto, a forma como o filme usa esse conceito o aproxima mais de algo genérico, quase como “a Força” de Star Wars, do que uma verdadeira exploração da filosofia por trás dessa tradição oriental.

Conclusão

“A Menina e o Dragão” é uma animação com boas intenções, mas que não consegue se destacar. Visualmente, sua tentativa de unir elementos chineses e ocidentais resulta em algo genérico, e sua narrativa carece de emoção genuína. O filme tem seus momentos encantadores e pode agradar crianças menos exigentes, mas falha em capturar a magia e profundidade de outras animações de fantasia.

Se você busca um entretenimento leve e despretensioso, pode ser uma boa opção para assistir com a família. No entanto, para aqueles que esperavam uma experiência inovadora ou um novo clássico da animação, “A Menina e o Dragão” acaba sendo apenas mais uma aventura genérica.

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Onde assistir ao filme A Menina e o Dragão?

O filme está disponível para assistir no Globoplay.

Trailer de A Menina e o Dragão (2024)

YouTube player

Elenco de A Menina e o Dragão, do Globoplay

  • Bill Nighy
  • Mayalinee Griffiths
  • Anthony Howell
  • Bill Bailey
  • Andrew Leung
  • Tony Jayawardena
  • Sarah Lam
  • Felix Rosen

Ficha técnica do filme A Menina e o Dragão

  • Título original: Dragonkeeper
  • Direção: Jianping Li, Salvador Simó
  • Roteiro: Carole Wilkinson, Pablo I. Castrillo, Ignacio Ferreras
  • Gênero: aventura, fantasia
  • País: China, Espanha
  • Duração: 98 minutos
  • Classificação: livre
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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