Lançada na plataforma Netflix sob a direção da cineasta Mary Robertson, a série documental Aquele Sobre Matthew Perry (originalmente The One About Matthew Perry) propõe um retrato sóbrio e humano sobre a trajetória do icônico intérprete de Chandler Bing. Dividida em três episódios, a produção produzida pela Maxine Productions e pela Sony Pictures Television afasta-se do sensacionalismo dos tabloides e prioriza acervos particulares de família, fotografias de infância e áudios gravados pelo próprio artista.
A narrativa é conduzida principalmente pelos relatos comoventes de sua irmã caçula, a psicoterapeuta Mia Perry Bowick, acompanhada por amigos de longa data e profissionais que acompanharam sua vida pessoal e carreira. A seguir, destacamos as 12 revelações mais marcantes apresentadas ao longo da obra.
➡️ Compre na AMAZON com frete grátis e rápido!
As maiores revelações de Aquele sobre Matthew Perry
1. A aposta com Bruce Willis que gerou uma das participações mais icônicas de Friends
Uma das curiosidades mais leves da produção envolve a icônica participação especial de Bruce Willis na sexta temporada de Friends. O diretor Jonathan Lynn revelou que Bruce Willis apostou com Matthew Perry que o longa-metragem Meu Vizinho Mafioso (The Whole Nine Yards) seria um fracasso de bilheteria. Como o filme se tornou um grande sucesso, Bruce Willis cumpriu a promessa gravando a sitcom gratuitamente e doando todo o seu cachê para entidades de caridade.
2. O humor de Chandler Bing funcionava como uma máscara para a tristeza
Em gravações de áudio exibidas na minissérie, Matthew Perry refletiu sobre como se identificou imediatamente ao ler o roteiro do piloto de Friends. O ator declarou que o personagem Chandler Bing tinha um ritmo muito próximo ao seu e representava um homem que tentava constantemente distrair as pessoas ao redor sobre o quão miserável se sentia por dentro através do humor.
➡️ Siga o canal FLIXLÂNDIA no WhatsApp
3. O vício em analgésicos começou com um acidente nas filmagens de Fools Rush In
O documentário detalha que a dependência química do ator em opioides teve início em 1997, durante um intervalo de gravações do filme Fools Rush In (E o Vento Levou as Estrelas) no Lake Mead. O produtor Doug Draizin contou que o ator sofreu uma lesão ao pilotar um jet ski. Em áudio, Matthew Perry relatou que, ao tomar o primeiro comprimido receitado pelo médico, sentiu uma euforia avassaladora que abriu portas para o vício.
4. O casamento com Monica em Friends foi gravado em meio a internações
Um dos episódios mais marcantes da televisão moderna, o casamento entre Chandler Bing e Monica Geller (interpretada por Courteney Cox), foi gravado enquanto Matthew Perry entrava e saía de centros de reabilitação. Sua irmã Mia Perry Bowick relembrou a apreensão da família no estúdio, sem saber se o irmão conseguiria viver aquela experiência de celebração em sua própria vida pessoal.
5. A trilha sonora da recuperação com a banda Train nas manhãs de apoio
A produção revela pequenos rituais que sustentavam a busca do ator pela sobriedade. O amigo de recuperação Tim Harrington, que conheceu o comediante em 2001, contou que ambos viajavam juntos todas as manhãs às 7h30 rumo às reuniões do Alcoólicos Anônimos escutando a música Drops of Jupiter, da banda Train.
6. O acolhimento a um amigo à beira da recaída no auge da fama
Mesmo lidando com suas próprias batalhas, Matthew Perry usou sua estrutura para amparar outras pessoas. Tim Harrington revelou que, quando esteve prestes a recair e morar em seu veículo, o ator o proibiu de passar por aquilo e o acolheu em sua própria residência em Los Angeles, salvando sua vida naquele momento.

7. A crise médica avassaladora de 2018 e a procuração assumida pela irmã
Em 2018, uma perfuração no cólon causada pelo uso excessivo de opioides levou Matthew Perry a duas semanas de coma, com apenas 2% de chance de sobrevivência na máquina ECMO. Mia Perry Bowick compartilhou que a internação ocorreu na mesma UTI onde ela havia dado à luz semanas antes, assumindo a procuração médica do irmão em um período de intensa pressão e angústia.
8. O boneco do Batman como talismã de proteção durante a internação
Fascinado pelo herói Batman desde a infância, o ator teve uma miniatura do personagem levada para o hospital. A figura acompanhou misteriosamente o artista desde a sala de cirurgia até a UTI e, mais tarde, foi mantida em sua residência como um amuleto de proteção ao longo da recuperação.
9. A mudança de perspectiva sobre a dependência após Friends: The Reunion
Após a gravação do especial Friends: The Reunion em 2021, Mia Perry Bowick passou a enxergar a dependência química do irmão como uma doença terminal. A transformação de pensamento permitiu que ela abrisse mão do sentimento de responsabilidade por mantê-lo vivo, estabelecendo uma conexão amorosa e autêntica em seus anos finais.
10. O sentimento de paz e topo da montanha com o livro de memórias
Com o lançamento do livro Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível (Friends, Lovers, and the Big Terrible Thing) em 2022, familiares notaram que o ator alcançou uma profunda sensação de paz. Para Mia Perry Bowick, a publicação simbolizou a superação do topo da montanha que ele tentou escalar durante toda a vida.
11. O desfecho trágico e as investigações criminais na rede de cetamina
A morte de Matthew Perry em 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, decorrente dos efeitos agudos da cetamina e afogamento acidental, desdobrou-se em investigações federais lideradas pelo ex-promotor E. Martin Estrada. O terceiro episódio acompanha a responsabilização criminal de uma rede ilegal que envolvia os médicos Salvador Plasencia e Mark Chavez, a fornecedora Jasveen Sangha, o intermediário Erik Fleming e o assistente pessoal Kenny Iwamasa, cujas condenações judiciais ocorreram entre 2025 e 2026.
12. A homenagem com a canção Rainbow Connection e o luto da família
A minissérie documental encerra-se ao som de Rainbow Connection, canção favorita de Matthew Perry interpretada por Jim Henson como Kermit em The Muppet Movie. Sua irmã Mia Perry Bowick relatou que continua sentindo a presença do irmão como um confidante constante e fonte de acolhimento.
O silêncio do elenco principal e o verdadeiro legado do ator
A ausência de depoimentos inéditos de Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e David Schwimmer é explicada pela opção de preservar a privacidade e proteger o luto diante das câmeras. A escolha permitiu que a diretora Mary Robertson destacasse vozes da vida privada e de acolhimento do artista.
Hoje mantida por seus familiares, a Matthew Perry Foundation dá continuidade ao desejo do comediante de ser lembrado não apenas pelo sucesso na televisão, mas por seu empenho incansável em ajudar pessoas em recuperação.
















