Sabe aquele filme que você começa a assistir torcendo para que a nota baixa no IMDb (um doloroso 3,8/10) esteja errada? Pois é, infelizmente, no caso de Confiança (2025), a pontuação reflete bem a realidade. Estrelado por nomes de peso como Sophie Turner (a eterna Sansa de Game of Thrones) e Katey Sagal, o longa promete ser um suspense tenso de sobrevivência, mas acaba entregando uma experiência frustrante.
O que poderia ser um retorno triunfal para Turner no gênero acaba parecendo um exercício de paciência para o espectador, onde o talento do elenco luta bravamente contra um roteiro que não sabe o que quer ser.
Sinopse
Lauren Lane (Sophie Turner) é a queridinha da América, uma estrela que cresceu diante das câmeras na sitcom familiar “The Johnsons”, estilo Três é Demais. A vida perfeita de Lauren desmorona quando um hacker vaza suas informações privadas, nudes e, o mais explosivo: uma foto de um teste de gravidez positivo. O escândalo de relações públicas é iminente, ameaçando sua imagem imaculada.
Para fugir do caos, ela se isola em uma cabana remota alugada via Airbnb na costa, levando apenas seu cachorro, Georgie. O plano era decidir se manteria o bebê — fruto de um caso secreto com seu “pai” na TV, Peter (Billy Campbell) — longe dos holofotes. Porém, o sossego dura pouco.
Enquanto Peter, temendo por sua carreira e reputação, envia um “faz-tudo” para eliminar Lauren e fazer parecer um acidente, a cabana vira alvo de ladrões locais que descobrem quem está hospedada ali. Presa em uma sala de caldeira inundando e cercada por ameaças de todos os lados, Lauren precisa lutar por sua vida.
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Resenha crítica de Confiança (2025)
Crise de identidade
O maior problema de Confiança é que ele sofre de uma falta de foco gritante. A diretora Carlson Young e a roteirista Gigi Levangie parecem ter jogado várias ideias na parede para ver o que colava. Uma hora tenta ser um thriller de invasão domiciliar, na outra um drama sobre os perigos da fama, e de repente vira uma comédia pastelão com ladrões idiotas que lembram os vilões de Esqueceram de Mim.
Essa mistura de tons quebra totalmente a tensão. É difícil sentir medo pela protagonista quando os criminosos que invadem a casa são tão incompetentes que a situação beira o ridículo. Em vez de roer as unhas, você provavelmente vai se pegar rindo de vergonha alheia em momentos que deveriam ser sérios.

Personagens tomando decisões questionáveis
Se tem uma coisa que irrita em filmes de sobrevivência é quando o roteiro depende da estupidez dos personagens para avançar, e Confiança abusa desse recurso. A protagonista, Lauren, apesar de estar grávida e ser uma celebridade mundialmente famosa lidando com um escândalo, decide se isolar sem nenhuma segurança.
Mas o pior acontece durante o clímax. Lauren acaba presa em uma sala com porta de aço. O filme tenta vender isso como uma armadilha inescapável, mas qualquer pessoa prestando atenção percebe furos de lógica — como o fato de que a fechadura ou as dobradiças poderiam ter sido manipuladas por dentro.
O roteiro ignora a realidade física básica para manter a personagem presa, tratando a audiência como se não fosse perceber. Além disso, o tropo da “protagonista grávida” é usado aqui da maneira mais preguiçosa possível: apenas para criar uma empatia barata e fazer com que ela pareça mais vulnerável, sem realmente aprofundar o dilema da maternidade.
Um elenco talentoso em um barco furado
É uma pena ver um elenco desse calibre desperdiçado. Sophie Turner realmente se entrega ao papel. Ela tenta trazer profundidade e emoção, fazendo o melhor que pode com diálogos que, sinceramente, são fracos e às vezes constrangedores. Ela carrega o filme nas costas, mas chega um ponto em que nem sua atuação consegue salvar as falas repetitivas e as conversas que ela tem com a própria barriga.
O destaque positivo, no entanto, vai para Katey Sagal e Billy Campbell. Sagal interpreta Loretta, uma mulher excêntrica que resgata animais. Embora sua personagem pareça ter saído de outro filme (quase um alívio cômico solto na trama), ela executa o papel com perfeição. Já Campbell convence como o homem manipulador que quer proteger sua imagem a qualquer custo.
Aspectos técnicos e visuais
Nem tudo é um desastre. Visualmente, o filme tem seus méritos. A direção de fotografia consegue criar alguns momentos bonitos, com uma paleta de cores interessante e cenas de violência gráfica que, para quem gosta de um pouco de gore, funcionam bem. A duração de 90 minutos também joga a favor; o filme não se alonga mais do que o necessário, o que o torna, no mínimo, assistível para passar o tempo.
Conclusão
Confiança é um filme frustrante porque tinha potencial para ser muito mais. A premissa de uma estrela infantil tendo sua privacidade violada e sendo caçada pela pessoa em quem mais confiava é intrigante. No entanto, a execução é atrapalhada por um roteiro ilógico, mudanças bruscas de tom e personagens que agem de forma irracional.
Se você é muito fã da Sophie Turner ou quer apenas algo rápido para assistir sem ter que pensar muito, pode até valer a “sessão da tarde”. Mas vá com as expectativas baixas. É um suspense genérico que você provavelmente vai esquecer assim que os créditos subirem. E para os amantes de animais que ficam ansiosos com cachorros em filmes de terror: pode ficar tranquilo, o cachorro fica bem. Pelo menos isso o filme fez direito.
Onde assistir ao filme Confiança?
Trailer de Confiança (2025)
Elenco do filme Confiança
- Sophie Turner
- Rhys Coiro
- Billy Campbell
- Peter Mensah
- Forrest Goodluck
- Gianni Paolo
- Renata Vaca
- Katey Sagal

















