Estreia nesta quinta-feira (5) nos cinemas brasileiros o filme “De Volta à Bahia”, longa dirigido pela documentarista Joana di Carso e pelo estreante na função Eliezer Lipnik, e com Lucca Picon (que não é parente da Jade Picon) e Barbara França à frente do elenco principal.
Com a promessa de muito sol, praia e um romance jovem, a produção tenta surfar na onda do esporte, mas acaba entregando uma experiência de cinema que deixa bastante a desejar para o público.
Sinopse
A trama acompanha Maya (Bárbara França) e Pedro (Lucca Picon). Depois que um vídeo de Pedro resgatando Maya no mar viraliza na internet, os dois jovens prodígios do surfe acabam sendo apresentados formalmente por PH (Felipe Roque), que é um grande ídolo do esporte.
Logo de cara, eles percebem que estão conectados não apenas por esse resgate famoso, mas também porque treinam com o mesmo mentor. O roteiro então segue a jornada dos dois enquanto se preparam para um campeonato super decisivo em Salvador, enfrentando problemas familiares e, claro, engatando um romance. A premissa é clara: para conseguir vencer as ondas, eles também vão precisar encarar as próprias tormentas.
Crítica do filme De Volta à Bahia
Um visual de tirar o fôlego, mas…
Visualmente, “De Volta à Bahia” tem seus méritos. Até pela experiência como documentarista, a equipe aproveita muito bem as paisagens maravilhosas de Salvador e capricha nas tomadas de câmera na hora de mostrar o surfe.
O grande problema é que esse show de imagens parece existir apenas para tentar esconder as verdadeiras falhas do filme: um roteiro bem raso (o oposto das ondas que eles surfam) e atuações que, infelizmente, não passam do nível mediano. Falta carisma aos personagens, o que torna muito difícil a gente se importar de verdade com eles.

A pressa é inimiga da edição
Outro ponto que quebra muito a experiência é a montagem do filme. As transições e os acontecimentos são conduzidos de forma muito brusca. Tudo parece começar do nada: o acidente lá do início, as discussões da mãe, as brigas com o pai e até mesmo o estopim do romance entre os dois protagonistas.
Fica a sensação de que faltou costurar melhor as cenas. E, surpreendentemente, nem o axé music, que toca o filme quase todo, conseguiu dar um ritmo mais animado e contagiante para a obra.
Pouca química
Quando vamos analisar o drama em si, a coisa fica ainda mais complicada. O filme cria diversas “forçações de barra” para tentar empurrar um romance que, na prática, não tem química nenhuma. O grande conflito da história foca no sonho “comovente” de ir surfar no Havaí, transformando a trama num enorme “White People Problems”.
Mas nem tudo está perdido! O elenco de apoio entrega alguns respiros. A experiente Mariana Freire vai bem interpretando a mãe do Pedro. Outra que rouba a cena, mesmo aparecendo apenas por telefone, é Natalia Santos, no papel da amiga de Maya. Ela funciona como o espectador do outro lado da tela: passa o tempo todo insistindo pra amiga beijar o pretendente logo, deixando claro que até ela já estava de saco cheio de tanta enrolação na história.
Conclusão
Ao longo de seus 98 minutos de duração, “De Volta à Bahia” prova ser um filme que desperdiça um ótimo cenário com uma trama sem sal. Fazer uma viagem ao Nordeste e acabar comendo uma refeição totalmente sem tempero é, talvez, a metáfora perfeita para descrever a experiência de assistir a este longa.
Pode até ser um passatempo razoável para quem quer apenas ver praias bonitas sem pensar muito, mas passa longe de ser um romance marcante.
Onde assistir ao filme De Volta à Bahia?
O filme estreia nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
Trailer de De Volta à Bahia (2026)
Elenco do filme De Volta à Bahia
- Bárbara França
- Lucca Picon
- Felipe Roque
- Werner Schünemann
- Juliano Laham
- Mariana Freire
- Rico Ayade
- Natalia Santos
- Maria Paula Caetano














