Detetive Alex Cross temporada 2 episódio 8 crítica do final da série - Flixlândia (1)

Crítica | ‘Detetive Alex Cross’ (2×08): um final eletrizante (e apressado) onde ninguém sai limpo

Foto: Prime Video / Divulgação
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A temporada 2 de Detetive Alex Cross construiu um cenário onde a linha que separa o herói do vilão ficou bastante embaçada. Lidar com criminosos é uma coisa, mas o que acontece quando o seu próprio senso de justiça colide com as regras do sistema que você jurou proteger?

O oitavo e último episódio, intitulado “Queimar”, entrega exatamente o que vinha prometendo: uma colisão brutal entre o desejo por vingança e um sistema governamental completamente corrompido. Mesmo não sendo um encerramento perfeito, o episódio toma decisões narrativas muito corajosas que vão mudar a série para sempre.

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Sinopse

O episódio acompanha os momentos finais da caçada de Rebecca “Luz” Matthews (Jeanine Mason), que quer acabar com as últimas pessoas envolvidas no assassinato de sua mãe e no esquema de tráfico infantil do bilionário Lance Durand (Matthew Lillard). Após matar a guarda-costas Nat (Lou Jurgens) em uma clínica, Luz sequestra Durand e tenta enterrá-lo vivo, mas é impedida por Alex Cross (Aldis Hodge) e John Sampson (Isaiah Mustafa).

Cross descobre e mostra a Luz uma gravação provando que a tia dela, Clare (Michelle C. Bonilla), foi quem vendeu a própria irmã para Durand por 50 mil dólares. Em um confronto na fronteira com o Canadá, Clare atira contra a polícia para forçar sua própria morte, e Luz, devastada, se joga da ponte.

Com as provas nas mãos de Cross, o FBI e a agente Kayla Craig (Alona Tal) decidem acobertar Durand para não prejudicar o projeto bilionário Prosperity Seed. Sem saída, Cross age por conta própria, entrega o pen drive ao Senador Ashford (Josh Peck) – que expõe o criminoso ao mundo – e, totalmente desiludido, entrega seu distintivo da polícia.

Crítica do episódio 8, final da temporada 2 de Detetive Alex Cross

Um desfecho acelerado para a melhor personagem

A atuação de Jeanine Mason foi, sem dúvidas, o grande destaque da temporada. Ela entregou uma antagonista tão humana e complexa que fez boa parte do público torcer por uma serial killer. Porém, a resolução de seu arco acontece de forma um tanto corrida, logo nos primeiros trinta minutos do episódio.

O embate dramático na ponte com a tia Clare rende a cena mais emocionante de Mason na série, mostrando a dor de quem foi transformada em uma arma e perdeu toda a sua inocência por causa de uma mentira. Mas tirá-la de cena tão cedo acaba esvaziando um pouco o fôlego do resto do episódio, já que ela carregava o peso emocional da temporada nas costas. O detalhe final de uma tatuagem visível na multidão no México deixa claro que ela sobreviveu à queda, o que soa como uma justiça poética reconfortante para alguém que teve uma vida tão dura.

Detetive Alex Cross temporada 2 episódio 8 crítica do final da série - Flixlândia (2)
Foto: Prime Video / Divulgação

O peso do sistema e a frustração com o FBI

A segunda metade do episódio brilha pela indignação que causa. Ver o FBI preferir proteger os lucros e a imagem do projeto corporativo de Durand em vez de prender um monstro que explora e enterra crianças é um retrato incômodo, mas assustadoramente realista da proteção a bilionários.

É impossível não revirar os olhos para a atitude de Kayla Craig. Ela, que vinha tendo um romance com Alex, não pensa duas vezes antes de abraçar a corrupção do sistema como “garota de recados” para garantir sua promoção no FBI, consolidando-se como uma pessoa em quem não dá para confiar. Felizmente, a cartada genial de Cross com o Senador Ashford salva o dia. A cena da coletiva de imprensa é satisfatória, mesmo que a reação de Durand diante de sua queda pública pareça um pouco apática e discreta demais para um vilão que acabou de perder tudo.

O adeus ao distintivo: uma evolução necessária

Aldis Hodge mais uma vez segura muito bem as pontas, capturando toda a exaustão moral do protagonista. A decisão de Cross de entregar o distintivo não soa como uma derrota, mas como uma evolução orgânica e necessária.

Ao longo dos episódios, ficou muito claro que não é possível fazer a coisa certa vestindo a farda de uma instituição que joga a sujeira dos poderosos para debaixo do tapete. Essa escolha tira o herói das amarras das regras institucionais e cria um leque gigantesco (e muito empolgante) para a já confirmada terceira temporada.

Conclusão

No fim das contas, o episódio final da temporada 2 de Detetive Alex Cross pode ter sido um pouco superlotado de informações e com um ritmo um tanto atropelado em sua primeira metade. Contudo, ele entrega o que mais importa: punição para o vilão real, conforto para as famílias das vítimas e, principalmente, uma virada de chave corajosa para Alex Cross.

Em vez de um gancho forçado, a série optou por limpar a lousa e mostrar que, quando a lei não serve à justiça, o homem que era a própria lei precisa encontrar um novo jeito de lutar. E que venha a próxima temporada!

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Elenco da segunda temporada de Detetive Alex Cross

  • Aldis Hodge
  • Isaiah Mustafa
  • Alona Tal
  • Jeanine Mason
  • Samantha Walkes
  • Juanita Jennings
  • Caleb Elijah
  • Melody Hurd
  • Wes Chatham
  • Johnny Ray Gill
  • Matthew Lillard
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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