Crítica do filme Detetive Conan - O Pentagrama de Milhões de Dólares (2024)

‘Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares’ dialoga com fãs e novatos

Foto: SATO Company / Divulgação
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O filme Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares chega ao Brasil embalado pelo sucesso estrondoso no Japão, onde foi a maior bilheteria de 2024.

Representando um momento histórico para a franquia, o longa traz o primeiro trabalho de Chika Nagaoka na direção dos filmes da série, marcando um avanço importante para a animação japonesa, tanto em termos de narrativa quanto de representatividade. Apesar disso, o filme apresenta desafios para o público brasileiro, pouco acostumado com o universo vasto e complexo da saga.

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Sinopse

A trama acompanha Conan Edogawa, o famoso detetive adolescente transformado em criança, em uma investigação que começa com o anúncio do roubo de espadas antigas ligadas ao tesouro da família Onoe. Em Hakodate, Conan se junta a Heiji Hattori para tentar impedir o plano do lendário ladrão Kaito Kid.

O cenário ganha contornos mais sombrios após o assassinato do advogado da família, envolvendo uma intriga que mistura códigos históricos, espadas sagradas e uma arma capaz de alterar o curso de uma guerra. O encontro entre rivais e aliados desenrola uma trama que mescla mistério, ação e elementos históricos, com forte influência da cultura japonesa.

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Crítica

O roteiro do Pentagrama focou em um mistério central envolvendo um tesouro ancestral, apostando também no embate e colaboração entre personagens como Conan, Heiji e Kaito Kid. Embora a ideia seja interessante, a execução é irregular. A narrativa, ao incluir muitos personagens e facetas, acaba por dispersar o foco, prejudicando o desenvolvimento do mistério principal. As investigações sobre o assassinato, um ingrediente tradicional da série, ficam em segundo plano e o desfecho parece apressado e menos impactante do que esperado para uma saga reconhecida pelo suspense.

Apesar disso, a trama nunca se torna monótona, sustentada por reviravoltas e cenas de ação dinâmicas — especialmente nas batalhas com espadas — que mantêm o interesse do público, embora alguns momentos exagerados beirem o absurdo.

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Brilho para Heiji e Kaito Kid; Conan em segundo plano

Heiji Hattori retoma destaque com uma presença marcante e interações eficazes, principalmente na relação romântica paralela com Kazuha, que traz nuances raramente aprofundadas. Kaito Kid igualmente conquista espaço, alternando entre antagonista e aliado, função que acrescenta dinamismo à trama.

Por outro lado, Conan, tradicionalmente o protagonista central, por vezes atua como coadjuvante, o que pode surpreender e desagradar fãs nostálgicos. A multiplicidade de personagens e referências pode dificultar o engajamento de quem não é acompanhador assíduo da franquia, afastando espectadores ocasionais.

Cena do filme Detetive Conan - O Pentagrama de Milhões de Dólares (2024)
Foto: SATO Company / Divulgação

Ambientação, direção e aspectos técnicos

A direção de Chika Nagaoka é segura e imprime personalidade à produção. A ambientação no inverno de Hakodate é visualmente deslumbrante, com detalhes que destacam a tradição e o clima de suspense. Os duelos de espada são coreografados com fluidez, criando cenas memoráveis.

A trilha sonora ajuda a construir a identidade emocional do filme, embora alguns fãs sintam falta das melodias clássicas da série. A animação apresenta qualidade consistente, ainda que apenas razoável comparada a produções anteriores da franquia, revelando ligeira queda técnica, principalmente nos detalhes do desenho.

Público e acessibilidade

O filme se posiciona como uma obra que agrada especialmente os fãs dedicados, repleta de referências e personagens clássicos. Para o público brasileiro, sem o mesmo nível de familiaridade cultural e de franquia, a complexidade dos elementos e a falta de uma introdução mais aprofundada podem afastar novos espectadores. Por esse motivo, não é recomendada como porta de entrada para a série.

Conclusão

Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares é um filme que reflete a força e o legado da franquia no Japão, ao mesmo tempo em que evidencia as dificuldades de diálogo com um público menos familiarizado no Brasil. A mistura de mistério, ação e tradição japonesa sustenta um entretenimento eficiente, embora a narrativa por vezes se torne confusa e o suspense menos incisivo.

A direção de Chika Nagaoka revela potencial para renovar a franquia sem perder a essência clássica, com destaque para as cenas de ação e a ambientação rica. Entretanto, os fãs mais puristas podem sentir falta da intensidade dos enigmas e do espaço maior para Conan. Como porta de entrada, deixa a desejar para quem não acompanha a série, mas para os admiradores, entrega uma diversão robusta e cheia de momentos memoráveis.

Em suma, o filme é recomendável para os fãs e curiosos dispostos a mergulhar numa obra carregada de referências e com uma produção visual de bom nível, embora não represente o melhor do universo Detetive Conan.

Veja o trailer de Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares (2024)

YouTube player

Onde assistir ao filme Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares?

O filme estreou na quinta-feira, 16 de outubro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Quem está no elenco de Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares (2024)?

  • Banjô Ginga
  • Hikaru Hanada
  • Tomoe Hanba
  • Megumi Hayashibara
  • Ryô Horikawa
  • Mao Ichimichi
  • Shûichi Ikeda
  • Kôji Ishii
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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