É desumano supor que apenas porquê uma pessoa nasceu cercada com privilégios não passou por sofrimentos. Paris Hilton pode ser um exemplo: mesmo sendo descendente de uma dinastia com hotéis de luxo espalhados pelo mundo, passou a adolescência em uma instituição onde sofreu abusos de diversos tipos. Já adulta, o gosto pela vida noturna de festas e boates a fez um dos principais alvos de tabloides e paparazzis numa época em que tais meios eram mais tomados por machismo e julgamentos que hoje.
Assim, entre realitys, baladas, trabalhos de modelo, mais baladas, escândalos, mais baladas, Paris teve uma vida que olhando de fora valeu a pena ser vivida. Criticada, mas nunca ignorada, adotou a persona de “loira burra” mesmo em entrevistas ditas séries, até uns anos atrás quando se mostrou como realmente é: uma pessoa que sabe usar os holofotes como uma máquina de imprimir dinheiro.
O reconhecimento do tino comercial da socialite não é um comentário negativo, muito pelo contrário. Com infinitas possibilidades, ela fez tudo que quis na vida, inclusive gravar um disco, e agora, quase 20 anos depois, um segundo trabalho musical, que foi a inspiração para o documentário “Infinite Icon: Uma Memória Visual”, que chegou aos cinemas brasileiros recentemente.
Sinopse
O longa-metragem, dirigido pela dupla J.J. Duncan e Bruce Robertson, retrata desde a infância de Hilton à reinvenção como artista e empresária, trazendo bastidores, vídeos caseiros inéditos, bem como entrevistas recentes, material de arquivo e performances ao vivo, buscando retratar a face mais nova dela como cantora.
➡️ Quer saber mais sobre filmes, séries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAM, X, TIKTOK, YOUTUBE, WHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.
Resenha crítica do documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual
Como um trabalho feito para sua principal estrela, o longa, que se pretende um documentário, é uma compilação de pensamentos, opiniões e memórias sobre alguns acontecimentos na vida de Hilton. A cantora/empresária/atriz/mãe abre o coração, mas não muito, com um resultado um tanto chapa branca e condescendente.
De forma reiterada, a protagonista afirma quase que a cada cinco minutos o quanto a música a salvou, e é importante na sua vida. Porém, para alguém com tantos recursos, contatos e portas abertas, Hilton escolheu um pop um tanto insosso para representá-la, com resultados um pouco limitados. Aqui, como tudo na vida socialite, a imagem de Paris e tudo que ela significa para o bem e para o mal que empurra a música, e não o contrário.

Certo que seria uma tarefa difícil para alguém com um rosto e um pré julgamento público tão consolidado no imaginário popular criar algo que ultrapassasse artisticamente o que acontecera antes. Paris não se importa: pelo menos no longa, usa a música como terapia para seus traumas.
Conclusão
Como obra cinematográfica, o filme se sustenta para quem tiver curiosidade jornalística de um ponto de vista sobre a primeira década do século, e para os fãs. Muitos assuntos não são abordados, pois agora Paris é mãe de duas crianças, e parece livre de certas coisas de seu passado conturbado.
Mesmo que fazendo uma música padrão que não deve chegar muito longe, mesmo com o marketing agressivo que a acompanha. No fim, parece uma vida mais tranquila para a caótica “patricinha” de 20 anos atrás.
Onde assistir ao documentário Infinite Icon: Uma Memória Visual?
O filme está em cartaz exclusivamente nos cinemas brasileiros.















