Marty Supreme 2026 resenha crítica do filme Flixlândia

‘Marty Supreme’: o palco é todo de Timothée Chalamet

Foto: Diamond Films / Divulgação
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Marty Supreme chega cercado por um barulho quase ensurdecedor da internet, tratado por muitos como um acontecimento definitivo do cinema recente. A expectativa criada em torno do filme, impulsionada principalmente pelo nome de Timothée Chalamet, coloca o espectador diante de uma obra que promete intensidade, urgência e uma atuação memorável. O impacto inicial existe — mas ele não necessariamente corresponde à grandiosidade do discurso que o cerca.

Há, porém, algo inegável: Chalamet está em plena forma. Sua performance sustenta o filme do início ao fim e dá a Marty Supreme uma energia própria, mesmo quando o conjunto parece irregular. O resultado é um longa que funciona mais como experiência sensorial do que como narrativa sólida, agradando mais pelo excesso do que pelo equilíbrio.

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Sinopse

O filme acompanha Marty, um personagem dominado por ambição, inquietação e uma necessidade quase patológica de provar seu valor. Inserido em um universo competitivo, ele vive em constante estado de alerta, sempre à beira do colapso emocional, reagindo ao mundo com impulsividade e urgência.

A narrativa não se preocupa em organizar a trajetória de Marty de forma tradicional. Em vez disso, opta por seguir seus pensamentos acelerados, seus conflitos internos e suas relações caóticas, criando um retrato fragmentado de um homem que parece incapaz de desacelerar — mesmo quando tudo à sua volta ameaça desmoronar.

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Resenha crítica do filme Marty Supreme

O melhor papel de Timothée Chalamet

Timothée Chalamet entrega aqui, muito provavelmente, o melhor trabalho de sua carreira. Sua atuação é física, nervosa e intensa, traduzindo em gestos e silêncios a ansiedade constante que define Marty. O ator transforma inquietação em linguagem corporal, fazendo do próprio desconforto um motor dramático.

Ainda assim, essa entrega total também escancara um limite do filme: quando tudo gira em torno da performance, os demais elementos acabam funcionando apenas como suporte. O filme vive e respira Chalamet — o que é impressionante, mas também desequilibrado.

Marty Supreme resenha crítica do filme 2026 Flixlândia
Foto: Diamond Films / Divulgação

Herança direta de Joias Brutas

O ritmo frenético de Marty Supreme remete imediatamente a Joias Brutas, obra anterior de Josh Safdie. A câmera inquieta, os diálogos sobrepostos e a sensação constante de urgência criam uma experiência sufocante, pensada para deixar o espectador em estado de tensão permanente.

No entanto, o que em Joias Brutas parecia perfeitamente alinhado ao personagem e à trama, aqui soa por vezes repetitivo. A estética do caos, reaplicada quase sem variações, faz com que Marty Supreme pareça menos inovador do que poderia, funcionando quase como um eco estilístico de um filme mais impactante.

Frenesi que encanta — e cansa

A escolha por um ritmo incessante é, ao mesmo tempo, a maior virtude e o maior problema do filme. O espectador é constantemente estimulado, raramente tem espaço para reflexão ou aprofundamento emocional, o que reforça a ideia de um cinema mais sensorial do que narrativo.

Esse frenesi contínuo explica por que muitos se apaixonaram pelo filme — e também por que outros, como você, não enxergam nele tudo o que a internet proclama. A intensidade impressiona, mas não necessariamente se converte em profundidade.

Conclusão

Marty Supreme é um filme que funciona melhor como vitrine de talento do que como obra definitiva. A atuação de Timothée Chalamet é magnética, ousada e memorável, elevando o material a um patamar que talvez o roteiro e a estrutura não sustentem sozinhos.

No fim, trata-se de um longa vibrante, barulhento e envolvente, mas que não reinventa a linguagem que propõe. Gostar dele é fácil; considerá-lo um marco absoluto, talvez não. E justamente nesse espaço entre o entusiasmo coletivo e a experiência pessoal é que Marty Supreme encontra sua identidade mais honesta.

Onde assistir ao filme Marty Supreme?

O filme estreia nesta quinta-feira, dias 22 de janeiro de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Marty Supreme (2026)

YouTube player

Elenco do filme Marty Supreme

  • Timothée Chalamet
  • Gwyneth Paltrow
  • Odessa A’zion
  • Larry ‘Ratso’ Sloman
  • Mariann Tepedino
  • Ralph Colucci
  • Devorah Shubowitz
  • Tyler the Creator
Escrito por
Juliana Cunha

Editora na ESPN Brasil e fã de cultura pop, Juliana se classifica como uma nerd saudosa dos grandes feitos da Marvel.

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