O Monstro em Mim resenha crítica da série Netflix 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] Luto, obsessão e manipulação: a dualidade em ‘O Monstro em Mim’

Foto: Divulgação / Netflix
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“O Monstro em Mim”, minissérie de suspense e drama psicológico da Netflix lançada em 2025, traz à tela o retorno de Claire Danes a um thriller intenso. Criada por Gabe Rotter, a produção de oito episódios explora temas profundos como o luto, o trauma pessoal e os limites da justiça, atravessados por um jogo de poder e manipulação entre os personagens centrais.

Com Matthew Rhys ao lado de Danes, a série promete um embate dramático que embora não revolucionário, se destaca pela entrega das atuações. Nesta crítica, serão explorados os aspectos principais da trama, pontos fortes, limitações e o impacto geral da série.

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Sinopse

A história acompanha Aggie Wiggs (Claire Danes), uma escritora marcada pela perda traumática do filho em um acidente de carro, que vive um bloqueio criativo. Seu vizinho é Nile Jarvis (Matthew Rhys), um bilionário suspeito da morte controversa de sua primeira esposa, o que provoca um misto de fascínio e desconfiança em Aggie.

A proximidade entre os dois desencadeia um jogo psicológico intenso, onde obsessões, culpabilidades e segredos são desvelados. Aggie vê em Nile não só o próximo tema para seu livro, mas também um espelho de seus próprios demônios internos, enquanto o drama se desenrola entre conflitos pessoais, suspeitas e revelações sombrias.

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Resenha crítica da série O Monstro em Mim

Atores e química principal

Claire Danes e Matthew Rhys entregam performances cativantes e intensas, carregadas de nuances emocionais que sustentam e elevam a série. Danes incorpora uma Aggie complexa, consumida pelo luto e pela culpa, enquanto Rhys dá vida a um Nile que é encantador e ameaçador ao mesmo tempo.

A química entre ambos transforma as cenas em verdadeiros duelos emocionais, conferindo à produção uma dinâmica que prende o espectador, mesmo quando o roteiro oscila.

O Monstro em Mim crítica resenha da série Netflix 2025 Flixlândia (1)
Foto: Divulgação / Netflix

Narrativa e desenvolvimento

A minissérie aposta num enredo relativamente direto, fugindo dos exageros comuns em thrillers do gênero, o que pode ser um alívio para quem busca uma trama menos sobrecarregada por convoluções.

O foco no jogo psicológico entre Aggie e Nile mantém o suspense, embora alguns desdobramentos, como subtramas românticas, acabem diluindo o impacto geral. O ritmo sofre variações, com momentos mais tensos alternando com episódios que apresentam certa monotonia, especialmente nas reviravoltas previstas e finais anticlimáticos.

Temas e profundidade psicológica

“O Monstro em Mim” explora com sensibilidade o luto e a justiça pessoal, levantando questionamentos sobre até onde a vingança e a culpa podem corroer uma pessoa. A série evita o maniqueísmo tradicional, apresentando personagens moralmente ambíguos que refletem os conflitos internos humanos.

Contudo, em sua tentativa de desmistificar certos temas de saúde mental, a série por vezes recai em estereótipos clichês, o que reduz a profundidade desejada em alguns momentos.

Aspectos técnicos e ambientação

A direção é sóbria e funcional, com fotografia que reforça a atmosfera opressiva e o isolamento dos protagonistas. A ambientação em Oyster Bay, Nova York, funciona como um pano de fundo que espelha o estado psicológico dos personagens, especialmente a casa de Aggie, que reflete o caos de sua mente.

A trilha sonora minimalista contribui para aumentar o suspense, ainda que a produção não ofereça momentos visuais memoráveis, apresentando uma estética discreta, porém adequada.

Limitações e Pontos Fracos

Um dos pontos mais criticados é o elenco secundário, que tem personagens pouco desenvolvidos e estereotipados, como a esposa de Nile e o agente do FBI, cujas histórias paralelas não acrescentam muito à trama principal.

Além disso, a série poderia ter explorado com mais ousadia os dilemas morais mais profundos do que significa ser “monstro” e como isso habita dentro de cada um, indo além do confronto óbvio entre os protagonistas.

Conclusão

“O Monstro em Mim” é uma série sólida de suspense psicológico que se destaca principalmente pela interação visceral entre Claire Danes e Matthew Rhys. Oferece uma narrativa envolvente para quem aprecia dramas com temas de luto, justiça pessoal e manipulação, mesmo que não seja inovadora ou visualmente impactante.

Com algumas limitações no roteiro e personagens secundários, ainda assim é uma produção recomendada para maratonas casuais, ideal para espectadores que valorizam profundidade emocional e performances marcantes. A série não promete virar um clássico do gênero, mas entrega um entretenimento sólido e reflexivo sobre os monstros que habitam dentro de nós.

Onde assistir à série O Monstro em Mim?

Trailer de O Monstro em Mim (2025)

YouTube player

Elenco de O Monstro em Mim, da Netflix

  • Claire Danes
  • Matthew Rhys
  • Brittany Snow
  • Natalie Morales
  • Jonathan Banks
  • Tim Guinee
  • David Lyons
  • Hettienne Park
  • Deirdre O’Connell
  • Aleyse Shannon
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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