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[CRÍTICA] Do conto de fadas ao caos: por que a segunda parte de ‘Meu Namorado Coreano’ irrita tanto?

Foto: Divulgação / Netflix
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Sabe aquela ilusão vendida pelos doramas de que todo relacionamento na Coreia do Sul é feito de homens perfeitos, sacrifícios românticos e gestos grandiosos? Pois é, a parte 2 de Meu Namorado Coreano, que chegou à Netflix no dia 8 de janeiro de 2026, veio basicamente para pegar esse conceito e jogar no lixo. Se a primeira metade do reality já dava indícios de que as coisas não seriam fáceis, os episódios 5 a 8 servem como um balde de água fria — com algumas pedras de gelo dentro.

As cinco brasileiras (Camila, Katy, Luanny, Mariana e Morena) saíram da fase de lua de mel (ou do caos do aeroporto) para encarar a convivência e os problemas reais em Seul. O resultado? Um misto de vergonha alheia, momentos fofos pontuais e muita, mas muita vontade de gritar com a televisão.

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Sinopse

Nesta reta final, o reality foca no desenrolar prático dos relacionamentos após os encontros iniciais. As participantes passam a dividir uma casa em Seul, o que aumenta a tensão e as inseguranças. Luanny vive uma montanha-russa emocional com Si-won, lidando com questões financeiras e discussões sobre o passado. Mariana tenta arrancar alguma atitude de Danny, que parece travado no modo “slow motion”.

Katy percebe que seu “match” militar, Jack, não tem nada a ver com ela e parte para outra. Camila, a “irmã mais velha” do grupo, foca mais em reconectar com suas raízes do que em arrumar marido. E Morena? Bom, Morena é a única vivendo o roteiro que a gente esperava, tentando a aprovação da sogra para conseguir seu final feliz com Su-woong.

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Resenha crítica da Parte 2, final de Meu Namorado Coreano

O colapso da fantasia dorameira

O ponto mais forte — e talvez o mais amargo — dessa segunda parte é como ela desmantela a “vibe dorama”. A edição parou de tentar vender o sonho e mostrou a realidade nua e crua. Ficou nítido o choque cultural e, sinceramente, a falta de química ou de noção de alguns casais.

Para quem conhece o movimento 4B ou sabe como a dinâmica de gênero funciona lá, não foi surpresa, mas ver isso num reality show “romântico” foi, no mínimo, desconfortável. A sensação que fica é de que, tirando a Morena, a maioria ali estava forçando uma barra para fazer dar certo algo que, na vida real, já teria acabado no primeiro “oi”.

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Foto: Netflix / Reprodução

Luanny e Si-won: o prêmio de “ranço” da temporada

Vamos falar a verdade: é impossível defender o Si-won. A dinâmica dele com a Luanny foi a coisa mais estressante de assistir. O cara já tinha vacilado antes, e nestes episódios ele consegue piorar. Ele cobra desculpas dela quando ele está errado, faz comentários machistas sobre as brasileiras terem “personalidade forte” (o que gerou uma briga enorme onde a Camila teve que intervir) e ainda tem a audácia de ser financeiramente instável enquanto Luanny é mãe solo.

A reconciliação deles é confusa. Eles brigam feio, com Luanny jogando na cara traições passadas (a história da garota turca), mas depois se resolvem sem uma solução real. O único momento de alívio foi a aceitação da mãe dele, que surpreendentemente acolheu bem a Luanny e a filha dela, Isla. Mas, sinceramente? Luanny merecia mais do que ficar presa nesse ciclo de justificativas.

A redenção de Katy e o papel da Camila

Se tem alguém que saiu com a cabeça erguida, foi a Katy. Ela percebeu rápido que o Jack era um “balão murcho” — sem personalidade, alérgico aos gatos dela e caseiro demais para a vibe festeira dela. O término foi maduro e necessário. E o melhor: ela não perdeu tempo. Ver ela com o novo “crush” do aplicativo, o músico Sangil (ambos de jaqueta de couro e na mesma sintonia), foi muito mais gratificante. A química ali foi instantânea, com direito a beijinho no rosto e tudo.

Já a Camila… fica a dúvida do porquê ela estava nesse programa. A história dela serviu muito mais como uma jornada de autoconhecimento e busca por identidade do que um reality de namoro. Ela encontrou um “date” de corrida, o Yoo-Chan, que combinava com a maturidade dela, mas o foco real foi o fechamento emocional ao visitar o hospital onde nasceu. Foi bonito? Foi. Mas parecia que ela estava em um documentário diferente das outras.

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Foto: Netflix / Reprodução

Mari e Danny: um teste de paciência

Mari e Danny são fofos? São. Mas haja paciência para o ritmo deles. Danny é conservador até para os padrões coreanos apresentados ali. A Mari atravessou o mundo e o cara mal conseguia segurar a mão dela sem parecer um evento diplomático.

O encontro na Namsan Tower foi lindo visualmente, mas a falta de atitude dele deixou a Mari (e a gente) frustrada. O beijo só saiu porque ela tomou a iniciativa. O final deles ficou naquele “vamos ver no que dá”, o que é bem anticlimático para um reality show.

Morena salvando o final de Meu Namorado Coreano

Se não fosse pela Morena e o Su-woong, esse programa seria apenas uma compilação de desastres amorosos. Eles foram o único casal que entregou o pacote completo. Tivemos o pedido de casamento (apesar do anel ter sido criticado pelo invejoso do Si-won), o drama com a sogra que não queria que o filho fosse para o Brasil e, finalmente, a resolução emocionante.

A carta que a Morena escreveu em coreano para a sogra foi o ponto alto de emoção da temporada — fez todo mundo chorar, inclusive a mãe do rapaz, que acabou abençoando a união. O casamento no final, com aquele vestido vermelho e a cerimônia no Brasil, foi o “fan service” que a gente precisava para não terminar a série de mau humor.

Conclusão

O final de Meu Namorado Coreano é um choque de realidade necessário, mas às vezes difícil de engolir. O programa falha em nos fazer torcer pela maioria dos casais porque expõe incompatibilidades gritantes e comportamentos tóxicos (alô, Si-won!). No fim, serviu para mostrar que a barreira linguística é o menor dos problemas quando falta maturidade ou química.

Se você está esperando suspiros apaixonados, vai se decepcionar com 80% do elenco. Mas, se quiser ver como a vida real atropela a ficção dos doramas, vale o play — nem que seja só para ver o casamento da Morena e a Katy dando a volta por cima.

Onde assistir ao reality show Meu Namorado Coreano

Trailer de Meu Namorado Coreano (2026)

YouTube player

Elenco de Meu Namorado Coreano, da Netflix

  • Camila Kim
  • Katy Dias
  • Luanny Vital
  • Mariana Tollendal
  • Morena Monaco
  • Márcia Sensitiva
  • Nicole Bahls
  • João Guilherme
  • Pequena Lo
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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