Se você achava que a vida em Gilead parecia estranhamente “calma” para as jovens de elite, o episódio 4 de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead (intitulado “Chá Verde”) chega para mostrar que o horror dessa sociedade vai muito além das execuções em praça pública. O capítulo marca uma virada dramática e sombria na série do Disney+, acompanhando as trajetórias de Daisy e Agnes enquanto a máscara de perfeição do regime cai por terra.
Abaixo, preparamos um mergulho profundo nos principais acontecimentos e segredos deste episódio.
O que acontece no episódio 4 de Os Testamentos?
O quarto episódio trabalha com narrativas paralelas, mostrando Daisy tentando sobreviver como infiltrada e Agnes lidando com as pressões do seu futuro.
O assustador evento do “Chá Verde” e a competição tóxica
A trama central gira em torno de um luxuoso chá na casa do Comandante Mackenzie, planejado para que as jovens impressionem as Tias e garantam um bom casamento. A banalidade do evento esconde um leilão humano disfarçado de bons modos, onde o menor erro pode enviar uma garota para a morte nas colônias radioativas.
A crueldade do sistema fica evidente quando a poderosa Paula Mackenzie sabota intencionalmente uma das garotas, Miriam, fazendo-a tropeçar e derramar chá. Essa cena expõe como Gilead cria uma rivalidade tóxica, jogando as próprias vítimas umas contra as outras. Para piorar, durante a tradição do “bolo do comandante”, Agnes encontra uma pequena noiva de porcelana na massa — um sinal de que ela será a próxima a se casar —, mas acaba quebrando um dente ao morder o objeto.
Qual é o segredo do Comandante Mackenzie?
Enquanto a festa acontece, Daisy se esgueira pelo escritório do Comandante Mackenzie e o encontra por lá. Em uma conversa tensa, ele surpreendentemente a deixa ir e ainda lhe oferece um chocolate.
O grande detalhe investigativo do episódio está na embalagem desse doce: Daisy nota que há escritas em japonês. Quando ela repassa a informação para Garth, o contato do Mayday, ele fica intrigado, pois o Japão impõe duras sanções contra Gilead. Isso levanta a forte suspeita de que Mackenzie está contornando as regras e construindo alianças internacionais secretas.
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Daisy e as falhas graves do Mayday
Daisy passa o episódio inteiro por um fio. A doutrinação em Gilead é tão forte que, enquanto Agnes e as outras meninas veem os corpos enforcados de rebeldes na rua como algo “normal” e um sinal de proteção, Daisy entra em pânico absoluto.
A desorganização do Mayday também cobra o seu preço. Uma florista aliada, que havia pedido ajuda desesperada para Daisy no início do capítulo, é morta a tiros na rua ao tentar fugir dos Olhos (a polícia secreta do regime). Sentindo que está em uma missão suicida e sem treinamento adequado, Daisy atinge seu limite no final do episódio: ao tentar sintonizar a rádio do Mayday no banheiro, ela ouve apenas uma falha de sinal e desaba a chorar, percebendo que está completamente isolada.
O que o Dr. Grove fez com Agnes no final do episódio?
O momento mais pesado de “Chá Verde” acontece longe das festas. Por causa do dente quebrado, Agnes é levada ao consultório do dentista Dr. Grove (que também é o pai de sua melhor amiga, Becka). Vale lembrar que, em episódios anteriores, ele já havia tocado os seios da garota de forma inapropriada.
Desta vez, ele a seda com uma anestesia leve. A câmera sutilmente mostra o médico fechando a porta e tirando o jaleco. Quando Agnes acorda, ele está apenas lavando as mãos. A terrível confirmação vem quando Agnes volta para casa e vai se trocar: ela percebe, diante do espelho, que as roupas íntimas que havia amarrado com cuidado antes de sair estão desfeitas.
Por que o final do episódio 4 é tão importante para a série?
O desfecho silencioso de Agnes e o desespero de Daisy representam o fim da inocência para as protagonistas.
Agnes sempre acreditou que, desde que seguisse as regras, o sistema de Gilead a manteria segura. O abuso sofrido nas mãos de uma figura de autoridade, dentro de um consultório médico, destrói essa ilusão. Ela percebe que a verdadeira violência do regime atua de portas fechadas e que as mulheres não possuem nenhum tipo de proteção institucional, pois denunciar o agressor exigiria testemunhas e poderia arruinar a vida dela mesma.
Esses traumas paralelos preparam o terreno para a rebelião. Agora que a fachada de Gilead ruiu para as duas jovens, o conformismo deixa de ser uma opção, pavimentando o caminho para os próximos passos cruciais da temporada.















