Paradise Temporada 2 Episódio 8 crítica da série do Disney+

Crítica | ‘Paradise’ joga a sobrevivência pela janela e abraça a ficção científica em um final eletrizante

Foto: Disney+ / Divulgação
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Se você passou a primeira e grande parte da segunda temporada de Paradise achando que estava assistindo apenas a um drama de sobrevivência dentro de um bunker pós-apocalíptico, o final do segundo ano com certeza puxou o tapete debaixo dos seus pés.

O oitavo e último episódio, apropriadamente intitulado “Êxodo”, traz um clima de evento televisivo de proporções bíblicas. Trocando algumas respostas por muita ação de tirar o fôlego, a série dá um salto ambicioso e muda de vez a sua natureza, abraçando sem medo a ficção científica mais pesada.

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Sinopse

O episódio final nos joga no meio de um colapso nuclear iminente no bunker do Colorado, o único refúgio seguro em um mundo devastado pelas mudanças climáticas. Com os níveis de oxigênio caindo e a estrutura colapsando, Gabi Torabi toma a difícil decisão de iniciar o protocolo de evacuação total, o “Êxodo”.

Enquanto Xavier e Teri correm contra o tempo e os escombros para salvar seus filhos, o grande mistério da temporada finalmente é revelado: “Alex” não é uma pessoa, mas sim um supercomputador quântico movido a inteligência artificial, construído no passado para resolver a crise climática e capaz de prever (e alterar) o futuro.

Para garantir que todos consigam fugir antes da explosão, a criadora do bunker, Sinatra, toma uma decisão drástica, enquanto entrega a Xavier uma nova e impossível missão.

Crítica do episódio 8, final da temporada 2 de Paradise

A cartada da ficção científica: quem (ou o que) é Alex?

O grande trunfo desse final foi finalmente nos dar a resposta sobre Alex. Durante a temporada, fomos levados a acreditar que seria uma pessoa misteriosa, mas um flashback revela que Alex é, na verdade, uma Inteligência Artificial quântica, batizada em homenagem à falecida esposa de seu criador, Henry Miller. O mais fascinante é que essa IA se tornou tão poderosa que começou a responder perguntas antes mesmo de serem feitas e a manipular o próprio tempo.

É aqui que a série ganha uma escala gigantesca. Aquelas anomalias bizarras e os sangramentos nasais que os personagens vinham sofrendo agora fazem sentido: são o resultado de linhas do tempo se sobrepondo, ou de um multiverso criado pelas “correções” quânticas de Alex. Essa revelação reposiciona Paradise, que deixa de ser apenas sobre sobreviver em um buraco no chão e passa a questionar a própria realidade e a autoria do futuro da humanidade.

Paradise 2 temporada crítica da série do Disney+ 2026 - Flixlândia
Foto: Disney+ / Divulgação

O sacrifício de Sinatra e o peso da liderança

Outro ponto altíssimo do episódio foi a conclusão do arco de Sinatra. Ela passou a série inteira sendo uma líder fria, focada apenas no controle de sua “cidade” subterrânea. No entanto, ao perceber que o reator nuclear iria transformar o bunker em uma bomba, ela decide ficar para trás e trancar as portas manualmente, contendo a explosão e salvando todo mundo do lado de fora. Ver a arquiteta caminhando por sua cidade em ruínas e caindo junto com sua criação foi um desfecho poético e redentor para a personagem.

Com a saída de Sinatra, o peso do mundo cai (de novo) no colo de Xavier. Identificado pelo sistema como “Usuário X”, ele recebe dela os códigos de acesso e descobre que o núcleo de Alex está em um segundo bunker, escondido sob o aeroporto de Denver. A jornada de Xavier muda drasticamente: ele não está mais apenas reagindo e tentando salvar sua família, mas sim caminhando rumo ao desconhecido para, literalmente, consertar o mundo.

O caos do episódio e as pontas soltas

Apesar de ser extremamente empolgante, o episódio tem momentos em que parece que há coisa demais acontecendo ao mesmo tempo. Temos invasões de milícias, resgates em elevadores caindo, explosões para todo lado e revelações familiares gigantescas acontecendo no meio do tiroteio. A confirmação de que Link é, na verdade, Dylan (o filho supostamente morto de Sinatra) traz um peso emocional bem forte, mesmo que o próprio Link não compreenda totalmente ou não acredite no fato durante a confusão.

E, claro, Paradise não seria Paradise se não nos deixasse com aquela pulga atrás da orelha: Jane, a assassina que todo mundo achava que Gabi tinha matado, aparentemente sobreviveu, já que seu corpo desapareceu do chuveiro no último segundo. É o tipo de ponta solta perfeita (e até um pouco absurda) que nos deixa loucos pela próxima temporada.

Conclusão

O final da 2ª temporada de Paradise destrói, de forma literal e figurativa, as paredes que limitavam a série. Trocar as intrigas políticas do bunker por uma aventura que flerta com linhas do tempo alternativas foi um risco altíssimo, mas que injetou um gás novo e aterrorizante na história.

Com a 3ª temporada já confirmada como a última da série, o palco está perfeitamente montado. Xavier agora tem uma missão clara em Denver, e nós, como público, temos tempo de sobra para digerir todas essas teorias sobre realidades paralelas até o retorno do programa. Foi um final caótico, brilhante e que deixou aquele gostinho de “quero mais”.

Onde assistir online à temporada 2 de Paradise

Trailer da 2ª temporada de Paradise

YouTube player

Elenco da segunda temporada de Paradise

  • Sterling K. Brown
  • James Marsden
  • Julianne Nicholson
  • Sarah Shahi
  • Nicole Brydon Bloom
  • Shailene Woodley
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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