Confira a crítica do filme "Praça Paris", drama brasileiro de 2017 que está disponível para assinantes da Netflix.

‘Praça Paris’, difícil de digerir, mas corajoso e necessário

Foto: Netflix / Divulgação
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Drama brasileiro de 2017 dirigido por Lúcia Murat, o filme “Praça Paris” explora temas intensos e complexos como violência, trauma e as disparidades sociais no Brasil. Estrelado por Grace Passô e Joana de Verona, o longa traz à tona questões relevantes e urgentes através de uma narrativa envolvente e provocativa.

Sinopse do filme Praça Paris (2017)

O filme acompanha a história de Glória (Grace Passô), uma ascensorista de uma universidade no Rio de Janeiro que busca ajuda terapêutica para lidar com seus traumas pessoais. Ela passa a ser atendida por Camila (Joana de Verona), uma jovem psicanalista portuguesa em treinamento.

À medida que as sessões de terapia avançam, Camila se vê cada vez mais envolvida nos relatos de violência e sofrimento de Glória, o que começa a afetar sua própria percepção de segurança e realidade. A tensão crescente entre as duas revela as profundas feridas sociais e pessoais de cada uma, culminando em um desenlace intenso e perturbador.

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Crítica de Praça Paris, da Netflix

“Praça Paris” se destaca pela sua coragem em abordar temas difíceis e muitas vezes negligenciados no debate público. Lúcia Murat, com sua sensibilidade característica, constrói uma narrativa que não apenas retrata, mas também questiona a violência estrutural presente na sociedade brasileira. Através da relação entre Glória e Camila, o filme expõe as desigualdades e preconceitos que permeiam essas interações, explorando o impacto psicológico da violência e da marginalização.

A atuação de Grace Passô é um dos pontos altos do filme. Sua interpretação de Glória é profundamente comovente e realista, capturando a complexidade de uma mulher marcada por experiências traumáticas. Passô traz uma autenticidade ao papel que faz o espectador sentir a dor e a resistência de sua personagem. Joana de Verona também entrega uma performance contundente como Camila, retratando com precisão a transição de uma psicanalista confiante para alguém profundamente abalada pelas histórias que ouve e pela realidade que descobre.

A direção de Murat é capacidade em criar uma atmosfera de tensão crescente. O uso de espaços fechados e a câmera intimista ajudam a intensificar a sensação de claustrofobia e perigo iminente, refletindo o estado emocional dos personagens. A trilha sonora sutil complementa a narrativa, sublinhando momentos de suspense e introspecção sem jamais se sobrepor à atuação ou ao diálogo.

No entanto, “Praça Paris” não é um filme de fácil digestão. Sua narrativa lenta e densa exige do espectador uma atenção cuidadosa e uma disposição para enfrentar temas pesados. Murat não oferece soluções fáceis nem finais consoladores, preferindo deixar o público com perguntas incômodas e reflexões profundas sobre a realidade social e a natureza humana.

Conclusão

“Praça Paris” é corajoso e necessário, abordando de maneira incisiva e sensível questões de violência, trauma e desigualdade. Com atuações poderosas de Grace Passô e Joana de Verona, e uma direção segura de Lúcia Murat, o filme se afirma como uma obra significativa no cinema brasileiro.

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Onde assistir ao filme Praça Paris (2017)?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do filme Praça Paris

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Elenco de Praça Paris, da Netflix

  • Grace Passô
  • Joana de Verona
  • Marco Antonio Caponi
  • Digão Ribeiro
  • Alex Brasil
  • Babu Santana
  • Angelo Flavio

Ficha técnica de Praça Paris (2017)

  • Direção: Lúcia Murat
  • Roteiro: Raphael Montes, Lúcia Murat
  • Gênero: drama
  • País: Brasil, Portugal, Argentina
  • Duração: 100 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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