Confira a crítica do filme "Prisioneiro do Caos", comédia de ação policial sueca de 2024 disponível para assistir na Netflix
Críticas

‘Prisioneiro do Caos’ diverte por não se levar a sério

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“Prisioneiro do Caos” (Strul) é o mais novo filme sueco de ação e comédia da Netflix, uma produção que mistura humor despretensioso e crime de maneira improvável.

O longa, que é uma refilmagem de “Strul”, clássico sueco de 1988, nos apresenta a história de Conny, um homem comum que acaba envolvido em uma série de eventos desastrosos e hilários.

Com um enredo que desafia a lógica e aposta na fórmula “lugar errado, hora errada”, “Prisioneiro do Caos” promete uma experiência divertida e cheia de reviravoltas inesperadas.

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Sinopse do filme Prisioneiro do Caos (2024)

Conny (Filip Berg) é um vendedor divorciado que trabalha em uma grande rede de eletrônicos, levando uma vida pacata e sem grandes ambições. Seu sonho é ser piloto, assim como o novo marido de sua ex-esposa, e ele faz de tudo para agradar sua filha pequena, incluindo assumir um turno extra no trabalho para pagar suas aulas de equitação.

Porém, esse ato de bondade o leva a um lugar errado na hora errada: enquanto instalava uma televisão na casa de um cliente, Conny acaba envolvido em um assassinato. Com o corpo ao lado e a arma do crime em mãos, ele é pego em flagrante e condenado injustamente.

Dentro da prisão, ele conhece Norinder (Dejan Cukic) e Musse (Joakim Sällquist), dois presos que elaboram um plano de fuga e acreditam que Conny é um piloto. Sem outra escolha, ele se junta aos dois, enquanto luta para provar sua inocência e retornar à vida ao lado da filha.

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Crítica de Prisioneiro do Caos, da Netflix

“Prisioneiro do Caos” traz uma narrativa que exige certa suspensão de descrença, especialmente ao apresentar situações absurdas que beiram o surreal, como o momento em que Conny, usando fones de ouvido com cancelamento de ruído, não percebe um assassinato acontecendo bem atrás dele.

Esse tipo de humor é propositalmente desconfortável e faz parte do charme do filme, mas pode não agradar a todos. No entanto, a atuação de Filip Berg como Conny é um dos pontos altos da produção: sua expressão constante de confusão e desespero se contrapõe de maneira cômica ao caos ao seu redor.

A química entre Conny e os demais personagens, especialmente com os parceiros de fuga Norinder e Musse, torna o enredo mais divertido. Enquanto Conny tenta apenas sair da confusão para ficar ao lado da filha, Norinder e Musse são criminosos caricatos que garantem bons momentos de humor, sobretudo Musse, que com sua impulsividade se torna uma figura cativante.

A história, por outro lado, acaba se tornando um tanto repetitiva em sua segunda metade. A sequência de eventos improváveis e o aumento das situações absurdas faz com que o enredo fique mais difícil de acompanhar sem questionar a plausibilidade. Ainda assim, o filme consegue se manter envolvente graças a reviravoltas intrigantes e à habilidade do diretor Jon Holmberg em manter a tensão crescente.

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Conclusão

“Prisioneiro do Caos” é uma comédia de ação que não se leva muito a sério, entregando um entretenimento leve e descompromissado. Embora algumas cenas sejam exageradas e até forçadas, o filme se destaca pelo carisma de Filip Berg e pelo humor despretensioso, que cria momentos genuinamente engraçados.

Para quem gosta de uma comédia caótica, que mistura azar, ação e um pouco de crime, “Prisioneiro do Caos” é uma boa pedida. Mesmo com alguns tropeços no caminho, é um filme que diverte e faz valer a pena cada reviravolta insana.

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Onde assistir ao filme Prisioneiro do Caos?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer de Prisioneiro do Caos (2024)

Elenco de Prisioneiro do Caos, da Netflix

  • Filip Berg
  • Amy Deasismont
  • Eva Melander
  • Måns Nathanaelson
  • Dejan Čukić
  • Joakim Sällquist
  • Sissela Benn

Ficha técnica do filme Prisioneiro do Caos

  • Título original: Strul
  • Direção: Jon Holmberg
  • Roteiro: Jon Holmberg, Tapio Leopold
  • Gênero: ação, comédia, policial
  • País: Suécia
  • Duração: 98 minutos
  • Classificação: 14 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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