Confira a crítica da série "Retraçando Sonhos", dorama japonês de 2013 disponível para assinantes da Netflix.
Críticas

‘Retraçando Sonhos’, uma série simples e bela

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“Retraçando Sonhos” (Sora Tobu Kôhôshitsu) é uma série japonesa lançada em 2013, baseada no livro de Hiro Arikawa, que chegou recentemente ao catálogo da Netflix.

Dirigida por Nobuhiro Doi, Daisuke Yamamuro e Ryosuke Fukuda, a trama apresenta a história de Rika Inaba (Yui Aragaki), uma repórter de uma empresa de radiodifusão, e o primeiro tenente Daisuke Sorai (Gou Ayano), piloto de caça da Força de Autodefesa do Japão.

Sinopse do dorama Retraçando Sonhos (2013)

Rika Inaba é uma repórter dedicada cujo zelo excessivo a leva a cometer erros profissionais, resultando em sua transferência para uma posição menos desejada. Ela é designada para cobrir o dia a dia das Forças de Autodefesa do Japão, onde conhece Daisuke Sorai, um piloto de caça que vê seu sonho desmoronar após um acidente, sendo realocado para o departamento de Relações Públicas. Ambos enfrentam desafios pessoais e profissionais, aprendendo a se redescobrir e encontrar novos propósitos.

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Crítica da série Retraçando Sonhos, da Netflix

“Retraçando Sonhos” explora os relacionamentos e a resiliência diante de adversidades. A série é bem dirigida, com atuações memoráveis de Yui Aragaki e Gou Ayano. A química entre os protagonistas é palpável, e a evolução de seus personagens é conduzida de maneira convincente e emocionalmente rica.

Rika Inaba começa como uma profissional ambiciosa e insensível, mas ao longo da série, sua interação com Sorai e outros membros da Força de Autodefesa a transformam em uma pessoa mais compassiva e sensível.

Sorai, por outro lado, enfrenta uma profunda depressão após perder seu sonho de ser piloto de caça. A interação com Inaba e o trabalho no departamento de Relações Públicas lhe dão uma nova perspectiva de vida, permitindo-lhe “voar” novamente de maneira metafórica.

Questões relevantes

A série aborda questões relevantes como machismo, intolerância e a busca por novos sonhos após fracassos. A trama é enriquecida com momentos de humor sutil e toques humanos, como o episódio em que Inaba melhora uma matéria sobre uma receita de macarrão após compreender a história por trás dela, graças à curiosidade de Sorai. Esses detalhes aprofundam a narrativa, tornando-a mais envolvente.

Tecnicamente, a série é simples, sem muitos efeitos especiais ou cenas de ação espetaculares. No entanto, isso não diminui seu impacto, pois os conflitos e dilemas apresentados são universais e facilmente relacionáveis. A fotografia é belíssima, com uma atenção meticulosa aos detalhes e uma utilização magistral dos ângulos de câmera, que capturam a essência das cenas de forma eficaz.

A trilha sonora, com destaque para “Contrail”, de Amuro Namie, complementa perfeitamente as cenas, amplificando as emoções dos espectadores.

Conclusão

Embora modesta em sua produção, “Retraçando Sonhos” brilha intensamente pela qualidade de sua narrativa e pela profundidade emocional que oferece. É uma obra que permanece na mente dos espectadores, não apenas como uma fonte de entretenimento, mas como uma reflexão sobre a vida, os sonhos e os relacionamentos.

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Onde assistir ao dorama Retraçando Sonhos?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer de Retraçando Sonhos (2013)

https://www.youtube.com/watch?v=u2rA3niNF_s&pp=ygUaUmV0cmHDp2FuZG8gU29uaG9zIHRyYWlsZXI%3D

Elenco de Retraçando Sonhos, da Netflix

  • Yui Aragaki
  • Go Ayano
  • Miki Mizuno
  • Jun Kaname
  • Tsutomu Takahashi
  • Tsuyoshi Muro
  • Ren Kiriyama

Ficha técnica da série Retraçando Sonhos

  • Título original: Sora Tobu Kôhôshitsu
  • Direção: Nobuhiro Doi, Daisuke Yamamuro, Ryosuke Fukuda
  • Roteiro: Akiko Nogi, baseado no romance de Hiro Arikawa
  • Gênero: romance, drama
  • País: Japão
  • Temporada: 1
  • Episódios: 11
  • Classificação: 10 anos
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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