Se Desejos Matassem crítica série dorama Netflix 2026 - Flixlândia (1)

Crítica | ‘Se Desejos Matassem…’ é uma boa crítica ao vício digital da Geração Z

Foto: Netflix / Divulgação
Compartilhe

Sabe aquela vontade incontrolável de ter um desejo realizado na hora, não importa o preço? É exatamente com essa premissa provocativa que a Netflix nos entrega Se Desejos Matassem (título original Girigo), sua nova aposta no universo do terror jovem adulto sul-coreano.

Dirigida por Park Youn-seo (que já trabalhou em sucessos como Kingdom e Em Movimento), a minissérie de 8 episódios mistura tecnologia, ocultismo e os dilemas clássicos da adolescência para criar um suspense viciante e cheio de paranoia.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

A história se passa no Colégio Seorin, onde a vida de cinco amigos vira de cabeça para baixo quando eles descobrem o “Girigo”, um misterioso aplicativo de celular que promete realizar qualquer desejo do usuário. Tudo parece uma grande brincadeira até que o brincalhão do grupo, Choi Hyeon-wook, faz um pedido que se torna realidade, ativando um cronômetro macabro de 24 horas em sua tela.

O preço pela realização do desejo é a própria vida. A partir daí, Yoo Se-ah (Jeon So-young) e seus amigos entram em uma corrida desesperada contra o tempo para descobrir a origem da maldição xamânica por trás do código do app e tentar salvar a si mesmos antes que o relógio zere.

➡️ Acompanhe o WhatsApp do Flixlândia e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo dos filmes e séries.

Crítica do dorama Se Desejos Matassem…

O terror muito além do sobrenatural

O que realmente faz Se Desejos Matassem brilhar não são os fantasmas ou os sustos (os famosos jump scares), mas sim a sua brilhante metáfora social. O aplicativo não cria a maldade; ele apenas serve como um amplificador para as carências, os ciúmes e a constante necessidade de validação que assombram a Geração Z.

A série acerta em cheio ao transformar o celular — um objeto inseparável da nossa rotina — no principal canal do medo, criticando a forma como os jovens estão dispostos a ignorar as consequências e a “aceitar os termos de uso” para obter gratificação instantânea. O verdadeiro terror psicológico da trama mora na facilidade com que os personagens aceitam flertar com a morte apenas para serem notados.

Se Desejos Matassem crítica dorama série Netflix 2026 - Flixlândia (1)
Foto: Netflix / Divulgação

Um elenco que sustenta a tensão

A dinâmica do grupo é um dos pontos fortes da trama. Jeon So-young entrega uma protagonista sólida na pele da atleta Yoo Se-ah, que assume naturalmente a liderança investigativa e carrega a simpatia do público.

Já Kang Mi-na rouba a cena como Im Na-ri, a garota popular. Ela é, de longe, a personagem mais complexa da série, entregando camadas profundas de inveja, desejo e vulnerabilidade que movimentam os conflitos internos do grupo e adicionam profundidade ao suspense.

A química entre eles faz com que o espectador se importe com o destino dos jovens, mesmo quando tomam aquelas decisões impulsivas e irritantes típicas de filmes de terror.

Onde a maldição perde força

Apesar da premissa excelente — que lembra uma mistura de Death Note, Escolha ou Morra e o próprio terror tecnológico de Red Rose —, o roteiro escorrega no ritmo da segunda metade. Os primeiros episódios são frenéticos e construídos sob uma tensão palpável com a contagem regressiva. Porém, quando a série decide mergulhar na origem xamânica da maldição, o excesso de explicações quebra o mistério.

Ao invés de deixar o espectador no escuro, o enredo mastiga demais o passado trágico das personagens Si-won e Hye-ryung, transformando o que era um medo angustiante do desconhecido em pura exposição. Além disso, a produção peca por cair em clichês adolescentes que, por vezes, engolem a seriedade do terror que a própria série tenta estabelecer.

Conclusão

Se Desejos Matassem pode não reinventar a roda do terror e sofrer com algumas derrapadas no roteiro, mas cumpre muito bem o seu papel de entreter e deixar o espectador na ponta do sofá. Com episódios na faixa de 45 minutos (somando menos de 400 minutos no total), é o dorama perfeito, rápido e intenso para ser maratonado em um final de semana.

E fique de olho: a assustadora cena pós-créditos introduzindo a atualização “Girigo 2.0” deixa um gancho instigante que prova que a ganância humana é um ciclo sem fim, preparando o terreno ideal para uma aguardada segunda temporada.

Onde assistir à série Se Desejos Matassem…?

Trailer de Se Desejos Matassem (2026)

YouTube player

Elenco de Se Desejos Matassem, da Netflix

  • Jeon So-young
  • Kang Mi-na
  • Baek Sun-ho
  • Hyun Woo-seok
  • Lee Hyo-je
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
Javier Bardem no episódio 9 da série Cabo do Medo do Apple TV
Críticas

‘Cabo do Medo’: episódio 9 entrega revelações chocantes e prepara final explosivo

Fala, galera ligada em séries! Se você chegou até aqui, sabe que...

Remmie Milner e Rebecca Ferguson no episódio 4 da temporada 3 de Silo no Apple TV
Críticas

‘Silo’ (3×4): episódio prova que ninguém morre facilmente no Silo 18

O episódio 4 da temporada 3 de Silo, intitulado “Não importa o...

Ransom Canyon 2 temporada da série da Netflix 2026
Críticas

‘Ransom Canyon’: 2ª temporada prova que menos episódios nem sempre é melhor

Quando Ransom Canyon estreou na Netflix, a série parecia ter encontrado a...

O Pai da Minha Filha da Netflix série de 2026
Críticas

‘O Pai da Minha Filha’ condensa o melhor (e o pior) das novelas mexicanas

Sabe aquela velha premissa de que a biologia não define uma família,...

X-Men 97 6 episódio 2 temporada (1)
Críticas

‘X-Men ’97’ (2×06): série abandona os anos 90 e abraça os quadrinhos dos anos 2000 em episódio genial

Depois de um quinto episódio que dividiu opiniões e pareceu atropelar um...

Anya Taylor-Joy no episódio 3 da série Lucky no Apple TV
Críticas

Terceiro episódio de ‘Lucky’ aposta na guerra psicológica e em reviravoltas intensas

O episódio 3 de Lucky, intitulado “Leia o ambiente”, marca aquele momento...

Unidade de Elite GIGN série 2026 Netflix
Críticas

‘Unidade de Elite GIGN’ acerta em cheio no realismo e no drama

A Netflix tem um histórico muito bom quando o assunto é suspense...