Se você é do tipo que gosta de sofrer com ficção ou está procurando aquela desculpa para chorar no sofá no fim de semana, a Netflix acabou de soltar a isca perfeita. Chegou ao catálogo o filme sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje, um remake de uma obra japonesa de sucesso lançada em 2022.
Dirigido por Kim Hye-young, a produção tenta equilibrar aquele melodrama clássico que a gente já conhece (e ama secretamente) com uma roupagem nova e nostálgica,. Mas será que ele é só mais um filme triste sobre doenças ou tem algo a mais? Já adianto: prepare os lenços, porque assistir a isso de olhos secos é uma missão quase impossível.
Sinopse
A trama gira em torno de Han Seo-yoon (interpretada por Shin Si-a), uma estudante que sofre de amnésia anterógrada. Basicamente, a memória dela reinicia toda vez que ela dorme, apagando tudo o que aconteceu no dia anterior,. Para conseguir viver, ela depende de um diário onde anota tudo o que faz, reconstruindo sua identidade a cada manhã.
Do outro lado temos Kim Jae-won (vivido por Choo Young-woo), um colega de classe que, meio sem querer — e para salvar um amigo de bullying —, acaba fazendo uma declaração de amor falsa para ela. Eles começam um namoro com regras claras para evitar sofrimento, mas, como era de se esperar, a lógica falha e o sentimento real toma conta. O problema é que Jae-won carrega seu próprio fardo: uma doença cardíaca hereditária que coloca um “prazo de validade” na sua vida, transformando o romance em uma corrida contra o tempo e o esquecimento.
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Resenha crítica do filme Se Esse Amor Desaparecesse Hoje
A química que sustenta o drama
Vamos ser honestos: filmes com essa premissa de “doença trágica” dependem 100% de a gente comprar a relação do casal. Felizmente, Choo Young-woo e Shin Si-a entregam tudo aqui. A química entre eles é descrita como extremamente natural e convincente, o que é essencial para que o público sinta o peso emocional da história.
Choo Young-woo, mesmo em seu primeiro longa-metragem, traz uma maturidade surpreendente para o papel de Jae-won, enquanto Shin Si-a consegue equilibrar a inocência e a dor de perder as memórias repetidamente. É interessante ver como eles se complementam: Jae-won começa meio apático, mas floresce ao encontrar um propósito cuidando dela, assumindo o papel de guardião das memórias que ela não consegue reter.
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Um clichê bem executado ou mais do mesmo?
Não dá para ignorar que o roteiro navega por águas muito conhecidas. Estamos falando de tropos batidos: amnésia, doenças incuráveis e o amor que supera barreiras lógicas. Para alguns críticos, isso pode soar repetitivo e previsível, caindo num ciclo de situações que a gente já viu mil vezes. Há quem diga que usar doenças terminais em casais jovens chega a ser um recurso “mórbido” e exaustivo emocionalmente.
Porém, o filme ganha pontos ao não focar apenas na tragédia pela tragédia. Ele explora a ideia de “memória procedural do afeto” — ou seja, mesmo que a mente esqueça, o corpo e o coração lembram. A protagonista, Seo-yoon, não é retratada apenas como uma “donzela em perigo” passiva; ela toma a decisão consciente de se apaixonar todos os dias, exercendo uma agência interessante sobre sua própria vida, mesmo diante da vulnerabilidade.
Ritmo e estética: a beleza na melancolia
Visualmente, o filme é um prato cheio. A diretora Kim Hye-young aposta em uma fotografia que valoriza as paisagens urbanas da Coreia e abusa da “golden hour” (aquela luz dourada do fim de tarde) para criar uma atmosfera quase onírica nos momentos felizes do casal. A trilha sonora também merece destaque, especialmente a música “Exhaustion” de Ha Dong Qn, que promete ficar na cabeça (e no coração) de quem assiste.
No entanto, nem tudo são flores na parte técnica. O ritmo do filme sofre com oscilações; em alguns momentos é lento e contemplativo demais, em outros, corre, o que pode deixar a experiência um pouco errática para quem espera uma narrativa mais fluida.
O peso do final
Sem entregar todos os detalhes (embora seja difícil falar desse filme sem mencionar que ele é uma tragédia), o desfecho é coerente com a proposta. Ele não busca um final feliz tradicional, mas sim validar que o amor vivido no presente tem valor, mesmo que o futuro seja incerto.
A mensagem final sobre como as pessoas que amamos nos moldam permanentemente — simbolizada de forma poética através de desenhos e objetos na trama — oferece um fechamento que, apesar de doloroso, é satisfatório.
Conclusão
Se Esse Amor Desaparecesse Hoje é aquele tipo de filme que carrega um charme paradoxal: foi descrito perfeitamente como “o romance de verão mais quente no inverno mais frio”. Ele não reinventa a roda e pode testar a paciência de quem não curte ritmos mais lentos ou histórias previsíveis.
Contudo, se você se deixar levar, vai encontrar uma obra sensível, com atuações sólidas e uma mensagem bonita sobre resiliência e a importância de viver o agora. É uma recomendação sólida para fãs de dramas asiáticos e para quem precisa lavar a alma chorando um pouco.
Onde assistir ao filme Se Esse Amor Desaparecesse Hoje?
Trailer de Se Esse Amor Desaparecesse Hoje (2026)
Elenco de Se Esse Amor Desaparecesse Hoje, da Netflix
- Choo Young-woo
- Shin Si-a
- Jo Yoo-jung
- Jin Ho-eun
- Jo Han-chul
















