Se Não Tivesse Visto o Sol resenha crítica da série 2025 Flixlândia

[CRÍTICA] Lento, poético e doloroso: por que vale a pena assistir ‘Se Não Tivesse Visto o Sol’

Foto: Divulgação / Netflix
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Se Não Tivesse Visto o Sol chegou na Netflix trazendo uma mistura curiosa de elementos: serial killer, romance, drama psicológico e até um toque sobrenatural. Essa combinação soa promissora, mas também arriscada — afinal, como equilibrar a brutalidade de um assassino com o lirismo de um romance trágico?

A série taiwanesa aposta nesse contraste e nos convida a mergulhar em uma história de memórias dolorosas, culpa e segredos que ecoam entre passado e presente. Nesta análise, destrinchamos o que funciona (e o que emperra) nessa produção densa, para ajudar você a decidir se vale a pena se aventurar nesse universo sombrio e melancólico.

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Sinopse

A série acompanha Li Jen-yao, conhecido como o “Assassino da Tempestade de Chuva”, que se entrega à polícia após uma série de assassinatos brutais ocorridos em sua época escolar.

Nove anos depois, ele concorda em ser entrevistado por Chou Pin-yu, jovem assistente de documentário, que passa a se sentir estranhamente atraída e conectada a ele—mesmo vendo também aparições de uma jovem garota, Hsiao-tung, que parece desempenhar papel fundamental em sua história.

Os episódios alternam passado e presente, revelando um passado traumático repleto de abuso, bullying, amor proibido e violência, com um quê de mistério sobrenatural.

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Resenha crítica de Se Não Tivesse Visto o Sol

Se Não Tivesse Visto o Sol se destaca por seu tom melancólico e atmosfera carregada, que combinam fotografia sombria com uma trilha sonora delicada e emotiva. Essa construção cria uma ambientação imersiva que consegue transmitir o peso do trauma e da culpa.

Contudo, a série peca ao equilibrar seu ritmo. A narrativa se mostra lenta, principalmente devido a muitos flashbacks e pausas dramáticas que prolongam as revelações. Esse aspecto pode frustrar espectadores acostumados a thrillers mais ágeis, pois o suspense muitas vezes é diluído por cenas de romance, que, apesar de belas, contrastam fortemente com a brutalidade do enredo criminal.

O equilíbrio entre drama emocional e thriller psicológico poderia ser mais eficiente, evitando que a série se torne um romance estendido em lugar de um suspense envolvente.

Se Não Tivesse Visto o Sol crítica resenha da série 2025 Flixlândia (1)
Foto: Divulgação / Netflix

Personagens e atuações

O elenco é um dos pontos altos da produção. Jing-Hua Tseng atua com maestria como Jen-yao, conseguindo humanizar o assassino sem suavizar seus crimes, explorando bem a fragilidade e a horrorosa complexidade do personagem.

Moon Lee, como Hsiao-tung, traz uma doçura melancólica que contrapõe a escuridão ao redor, enquanto Chiang Chi captura a confusão e a inquietação da jovem Pin-yu, cuja relação com Jen-yao ultrapassa a simples entrevista.

O cuidado com os personagens secundários, mesmo que alguns caiam em estereótipos, reforça as camadas sociais e familiares que moldam a tragédia, tornando-os mais do que meros coadjuvantes.

Temas e simbolismo

O uso dos símbolos da mariposa e da borboleta (representando respectivamente a atração pela luz e a transformação dolorosa) é um dos elementos mais poéticos da série, representando o sofrimento e o desejo de redenção dos personagens. A presença do elemento sobrenatural, com fantasmas e sonhos, adiciona uma dimensão de mistério sem cair no terror puro, mantendo a narrativa na fronteira entre o real e o emocional.

No entanto, a mistura de gêneros — thriller, romance e drama sobrenatural — algumas vezes cria uma sensação de desequilíbrio, pois o tom “fofo” e romântico destoa demais da brutalidade de alguns temas, como o abuso sexual e os assassinatos, fragilizando o impacto do thriller.

Aspectos técnicos

A direção atmosférica, a fotografia e a direção de arte merecem destaque, apresentando cenários e composições visuais que reforçam o clima sombrio e introspectivo. A ambientação de uma Taiwan cinzenta, quase claustrofóbica, contribui para o senso de isolamento e desamparo vivido pelos personagens.

Conclusão

Se Não Tivesse Visto o Sol é uma produção que impressiona pelo seu lirismo visual e pela intensidade dramática de seus personagens, explorando com sensibilidade temas complexos como trauma, culpa e amor não resolvido. Ainda assim, o ritmo irregular e a tentativa de misturar romance e thriller criam contrastes que não serão do gosto de todos.

É uma obra para quem gosta de histórias densas e reflexivas, que não têm pressa em revelar seus mistérios e que aceitam o desconforto e a dor como parte do processo narrativo. Fãs de dramas asiáticos mais melancólicos e tramas psicológicas vão encontrar ali uma experiência rica em emoções e simbolismos, enquanto quem procura ação e suspense acelerado pode se frustrar.

Onde assistir à série Se Não Tivesse Visto o Sol?

Trailer de Se Não Tivesse Visto o Sol (2025)

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Elenco de Se Não Tivesse Visto o Sol

  • Tseng Jing-hua
  • Moon Lee
  • Lyan Cheng
  • Chiang Chi
  • Umin Boya
  • Yao Chun-yao
  • Nic Chiang
  • Biubiu Chen
  • Ann Lee
  • Chris Lung
Escrito por
Taynna Gripp

Formada em Letras e pós-graduada em Roteiro, tem na paixão pela escrita sua essência e trabalha isso falando sobre Literatura, Cinema e Esportes. Atual CEO do Flixlândia e redatora do site Ultraverso.

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