Sequestro temporada 2 episódio 3 resenha crítica da série Apple TV 2026 Flixlândia

‘Sequestro’ (2×03): a verdade sobre Sam Nelson vem à tona

Foto: Apple TV / Divulgação
Compartilhe

Depois de um início de temporada que deixou muita gente coçando a cabeça, o episódio 3 da temporada 2 de Sequestro, intitulado “Bagagem”, chega chutando a porta — ou melhor, os trilhos.

Se você estava achando a trama meio confusa ou desconexa, esse capítulo serve como um divisor de águas, entregando as respostas que a gente precisava, mas sem facilitar a vida do protagonista. Ambientado na claustrofobia do metrô de Berlim, o episódio eleva a tensão e finalmente nos deixa espiar o que está rolando na cabeça de Sam Nelson.

➡️ Frete grátis e rápido na AMAZON! Confira o festival de ofertas e promoções com até 80% OFF para tudo o que você precisa: TVs, celulares, livros, roupas, calçados e muito mais! Economize já com descontos imperdíveis!

Sinopse

O episódio começa resolvendo o cliffhanger anterior: a bomba que Sam colocou em Freddie era, na verdade, um blefe. Eram apenas bombas de fumaça para causar pânico e ganhar tempo, provando que Sam não queria matar civis, apenas assustar as autoridades. A grande revelação, no entanto, é o motivo de tudo isso. Descobrimos que o filho de Sam, Kai, foi assassinado há exatamente um ano, e Sam acredita que John Bailey-Brown (o vilão da primeira temporada) é o responsável.

Sam sequestrou o trem para exigir que tragam Bailey-Brown até ele. Porém, a trama se complica quando fica claro que Sam não está no comando: ele está sendo chantageado por um grupo misterioso que está vigiando e ameaçando sua ex-esposa, Marsha. Para piorar, Sam e Otto descobrem uma bomba real embaixo do trem — que Sam não plantou — e um outro passageiro assassina Freddie a sangue frio, provando que há outros agentes infiltrados a bordo dispostos a matar de verdade.

➡️ Quer saber mais sobre filmesséries e streamings? Então acompanhe o trabalho do Flixlândia nas redes sociais pelo INSTAGRAMXTIKTOKYOUTUBEWHATSAPP, e GOOGLE NOTÍCIAS, e não perca nenhuma informação sobre o melhor do mundo do audiovisual.

Resenha crítica do episódio 3 da temporada 2 de Sequestro

A humanização de um “vilão” forçado

O ponto alto do episódio é, sem dúvida, a desconstrução de Sam Nelson. Até aqui, a mudança de atitude dele parecia estranha, mas agora “a ficha caiu”. Idris Elba entrega uma performance contida e inteligente, mostrando um homem que não é movido por ideologia ou terrorismo, mas pelo luto e pela coação.

A revelação sobre a morte de Kai recontextualiza tudo: Sam não é o vilão, mas sim um peão manipulado em um jogo muito maior. É de partir o coração entender que ele está fazendo isso não só por vingança, mas porque está encurralado, tentando salvar o que restou de sua família, especificamente a Marsha.

Sequestro 2 temporada episódio 3 resenha crítica da série Apple TV 2026 Flixlândia (1)
Foto: Apple TV / Divulgação

Atmosfera claustrofóbica e técnica impecável

Tecnicamente, o episódio é um primor. A direção aproveita muito bem o cenário do metrô de Berlim, usando os corredores apertados e a iluminação suave para criar uma sensação real de aprisionamento.

O design de som merece destaque: o zumbido constante do trem e os ruídos abafados mantêm um subtexto de inquietude que funciona melhor do que qualquer música de suspense exagerada. Essa estética “pé no chão” ajuda a vender a tensão, transformando uma hora de TV em uma experiência nervosa e absorvente.

Roteiro: respostas que geram mais perguntas

Apesar de ser um episódio sólido, o roteiro ainda tropeça em sua própria complexidade. A trama é, por vezes, convoluta demais. Por exemplo, aceitar que Sam colocaria centenas de inocentes em risco apenas para pegar o assassino do filho exige uma suspensão de descrença enorme, algo que destoa do Sam racional que conhecemos na primeira temporada.

Além disso, o plano dos vilões parece insano: forçar um negociador a sequestrar um trem cheio de gente para libertar um prisioneiro do MI5? Embora o episódio explique o “quê”, o “como” e o “porquê” ainda parecem peças de um quebra-cabeça que não se encaixam perfeitamente. Há também momentos no meio do episódio que parecem esticados, diluindo um pouco o foco narrativo.

O perigo real está a bordo

O que realmente muda o jogo é a violência. A morte de Freddie, executada não por Sam, mas por outro passageiro infiltrado (disfarçado, talvez como um artista de rua), é o momento em que a série diz: “agora é sério”. Isso tira o controle das mãos de Sam e colapsa a confiança entre os passageiros, transformando o vagão em um barril de pólvora.

Sam ter que jogar o corpo de Freddie na plataforma para manter a farsa perante a polícia foi uma jogada brutal e estrategicamente brilhante, mostrando que ele está disposto a sujar as mãos para manter a narrativa de “sequestrador perigoso” e proteger os reféns da detonação da bomba real.

Conclusão

O episódio 3 é, até agora, o melhor da temporada 2 de Sequestro, funcionando como um ponto de virada crucial. Ele consegue equilibrar a ação com a introspecção, aprofundando o drama moral de Sam enquanto eleva as apostas com a introdução de bombas reais e assassinos infiltrados.

Embora a lógica do plano geral ainda seja um pouco questionável e confusa, a execução técnica e a atuação de Elba seguram as pontas. O episódio prepara o terreno para um desfecho imprevisível, deixando claro que Sam Nelson não é o único — e nem o mais perigoso — jogador nessa partida.

Onde assistir à temporada 2 de Sequestro?

Trailer da 2ª temporada de Sequestro

YouTube player

Elenco da segunda temporada de Sequestro

  • Idris Elba
  • Christiane Paul
  • Sebastian Hülk
  • Alexander Hermann
  • Albrecht Schuch
  • Christian Näthe
  • Clare-Hope Ashitey
  • Lisa Vicari
  • Dejan Bućin
  • Karima McAdams
  • Jasmine Bayes
  • Thomas Kitsche
  • Faraz M. Khan
  • Ellie McKay
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Procuram-se colaboradores
Procuram-se colaboradores

Últimas

Artigos relacionados
magnum marvel resenha crítica da série disney+ 2026 Flixlândia
Críticas

‘Magnum’: a melhor surpresa da Marvel é uma carta de amor a Hollywood (e quase sem heróis)

Sinceramente, bater na tecla de “fadiga de super-heróis” já cansou tanto quanto...

Fallout Temporada 2 Episódio 7 resenha crítica da série Prime Video 2026 Flixlândia
Críticas

‘Fallout’ (2×07): casamentos, cabeças e o fim da inocência no penúltimo episódio da temporada

Chegamos ao penúltimo episódio da segunda temporada de Fallout, intitulado “A Transição”,...

Dona Beja 2026 resenha crítica da novela HBO Max Flixlândia
Críticas

A ‘nova’ Dona Beja: clássico da teledramaturgia ganha olhar contemporâneo na HBO Max

A nova produção da HBO Max, Dona Beja, aposta no remake de...

Sandokan 2025 resenha crítica da série Netflix Flixlândia
Críticas

Aventura épica ou novela disfarçada? O veredito sobre o ‘Sandokan’ de 2025

Se você abriu a Netflix recentemente e deu de cara com um...

O Cavaleiro dos Sete Reinos 2 episódio resenha crítica da série HBO Max 2026 Flixlândia (1)
Críticas

‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ (2×02): nem todo Targaryen é louco (mas quase todos): a chegada da realeza em Vaufreixo

Se o primeiro episódio serviu para apresentar nossos heróis improváveis, o capítulo...

Gotas Divinas Temporada 2 resenha crítica da série Apple TV 2026 Flixlândia
Críticas

Além do paladar: por que a volta de ‘Gotas Divinas’ é uma aula de obsessão e silêncio

Sabe aquele medo que bate quando uma série incrível demora anos para...