Depois de um início de temporada que deixou muita gente coçando a cabeça, o episódio 3 da temporada 2 de Sequestro, intitulado “Bagagem”, chega chutando a porta — ou melhor, os trilhos.
Se você estava achando a trama meio confusa ou desconexa, esse capítulo serve como um divisor de águas, entregando as respostas que a gente precisava, mas sem facilitar a vida do protagonista. Ambientado na claustrofobia do metrô de Berlim, o episódio eleva a tensão e finalmente nos deixa espiar o que está rolando na cabeça de Sam Nelson.
Sinopse
O episódio começa resolvendo o cliffhanger anterior: a bomba que Sam colocou em Freddie era, na verdade, um blefe. Eram apenas bombas de fumaça para causar pânico e ganhar tempo, provando que Sam não queria matar civis, apenas assustar as autoridades. A grande revelação, no entanto, é o motivo de tudo isso. Descobrimos que o filho de Sam, Kai, foi assassinado há exatamente um ano, e Sam acredita que John Bailey-Brown (o vilão da primeira temporada) é o responsável.
Sam sequestrou o trem para exigir que tragam Bailey-Brown até ele. Porém, a trama se complica quando fica claro que Sam não está no comando: ele está sendo chantageado por um grupo misterioso que está vigiando e ameaçando sua ex-esposa, Marsha. Para piorar, Sam e Otto descobrem uma bomba real embaixo do trem — que Sam não plantou — e um outro passageiro assassina Freddie a sangue frio, provando que há outros agentes infiltrados a bordo dispostos a matar de verdade.
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Resenha crítica do episódio 3 da temporada 2 de Sequestro
A humanização de um “vilão” forçado
O ponto alto do episódio é, sem dúvida, a desconstrução de Sam Nelson. Até aqui, a mudança de atitude dele parecia estranha, mas agora “a ficha caiu”. Idris Elba entrega uma performance contida e inteligente, mostrando um homem que não é movido por ideologia ou terrorismo, mas pelo luto e pela coação.
A revelação sobre a morte de Kai recontextualiza tudo: Sam não é o vilão, mas sim um peão manipulado em um jogo muito maior. É de partir o coração entender que ele está fazendo isso não só por vingança, mas porque está encurralado, tentando salvar o que restou de sua família, especificamente a Marsha.

Atmosfera claustrofóbica e técnica impecável
Tecnicamente, o episódio é um primor. A direção aproveita muito bem o cenário do metrô de Berlim, usando os corredores apertados e a iluminação suave para criar uma sensação real de aprisionamento.
O design de som merece destaque: o zumbido constante do trem e os ruídos abafados mantêm um subtexto de inquietude que funciona melhor do que qualquer música de suspense exagerada. Essa estética “pé no chão” ajuda a vender a tensão, transformando uma hora de TV em uma experiência nervosa e absorvente.
Roteiro: respostas que geram mais perguntas
Apesar de ser um episódio sólido, o roteiro ainda tropeça em sua própria complexidade. A trama é, por vezes, convoluta demais. Por exemplo, aceitar que Sam colocaria centenas de inocentes em risco apenas para pegar o assassino do filho exige uma suspensão de descrença enorme, algo que destoa do Sam racional que conhecemos na primeira temporada.
Além disso, o plano dos vilões parece insano: forçar um negociador a sequestrar um trem cheio de gente para libertar um prisioneiro do MI5? Embora o episódio explique o “quê”, o “como” e o “porquê” ainda parecem peças de um quebra-cabeça que não se encaixam perfeitamente. Há também momentos no meio do episódio que parecem esticados, diluindo um pouco o foco narrativo.
O perigo real está a bordo
O que realmente muda o jogo é a violência. A morte de Freddie, executada não por Sam, mas por outro passageiro infiltrado (disfarçado, talvez como um artista de rua), é o momento em que a série diz: “agora é sério”. Isso tira o controle das mãos de Sam e colapsa a confiança entre os passageiros, transformando o vagão em um barril de pólvora.
Sam ter que jogar o corpo de Freddie na plataforma para manter a farsa perante a polícia foi uma jogada brutal e estrategicamente brilhante, mostrando que ele está disposto a sujar as mãos para manter a narrativa de “sequestrador perigoso” e proteger os reféns da detonação da bomba real.
Conclusão
O episódio 3 é, até agora, o melhor da temporada 2 de Sequestro, funcionando como um ponto de virada crucial. Ele consegue equilibrar a ação com a introspecção, aprofundando o drama moral de Sam enquanto eleva as apostas com a introdução de bombas reais e assassinos infiltrados.
Embora a lógica do plano geral ainda seja um pouco questionável e confusa, a execução técnica e a atuação de Elba seguram as pontas. O episódio prepara o terreno para um desfecho imprevisível, deixando claro que Sam Nelson não é o único — e nem o mais perigoso — jogador nessa partida.
Onde assistir à temporada 2 de Sequestro?
Trailer da 2ª temporada de Sequestro
Elenco da segunda temporada de Sequestro
- Idris Elba
- Christiane Paul
- Sebastian Hülk
- Alexander Hermann
- Albrecht Schuch
- Christian Näthe
- Clare-Hope Ashitey
- Lisa Vicari
- Dejan Bućin
- Karima McAdams
- Jasmine Bayes
- Thomas Kitsche
- Faraz M. Khan
- Ellie McKay

















