The Beauty Lindos de Morrer episódios 1, 2 e 3 resenha crítica da série Disney+ 2026 Flixlândia (1)

‘The Beauty: Lindos de Morrer’: o caos estético e viciante de Ryan Murphy

Foto: Disney+ / Divulgação
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Vamos ser sinceros: quando se trata de Ryan Murphy, a gente nunca sabe exatamente o que esperar, exceto que será tudo menos sutil. Depois da recepção desastrosa de Tudo é Justo, o prolífico produtor volta ao Disney+ com The Beauty: Lindos de Morrer, uma adaptação da HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley.

A série chega com uma promessa audaciosa: misturar ficção científica, body horror e uma crítica ácida à indústria da beleza. Se você achou que A Substância foi intenso, prepare o estômago, porque Murphy decidiu transformar a busca pela perfeição em um espetáculo grotesco e, curiosamente, viciante.

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Sinopse

A premissa é direta e aterrorizante: uma nova “doença” sexualmente transmissível (ou droga injetável, dependendo de como você olha para a conspiração) está varrendo o mundo,. O efeito colateral inicial? Beleza absoluta. As pessoas infectadas perdem suas imperfeições físicas e se tornam versões “ideais” de si mesmas. O problema é o que acontece depois: seus corpos entram em colapso, aquecem de dentro para fora e elas literalmente explodem.

A trama começa em alta velocidade com uma participação especial de Bella Hadid em um desfile em Paris, onde a busca desesperada por água termina em uma explosão visceral,. No centro da investigação estão os agentes do FBI Cooper Madsen (Evan Peters) e Jordan Bennett (Rebecca Hall).

Eles mantêm uma relação de “amigos com benefícios” enquanto tentam rastrear a origem desse vírus, o que os leva a confrontar a “The Corporation”, liderada pelo bilionário Byron Forst (Ashton Kutcher) e seu letal Assassino (Anthony Ramos). Paralelamente, acompanhamos Jeremy (Jeremy Pope), um incel que busca validação estética a qualquer custo, servindo como o nosso olhar para o submundo dessa droga.

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Resenha crítica da série The Beauty: Lindos de Morrer

O “body horror” como espetáculo exagerado

Se tem uma coisa que The Beauty faz bem nesses três primeiros episódios, é o horror corporal. A série não tem vergonha de ser gráfica. As transformações são descritas como um “casulo” grotesco, onde a pele borbulha e os dentes caem antes de revelar a “perfeição”. É nojento, mas visualmente fascinante, abraçando aquela estética camp exagerada que é marca registrada de Murphy, lembrando momentos de American Horror Story.

A cena de abertura com Bella Hadid e as sequências subsequentes de “carnificina na passarela” deixam claro que a sutileza passou longe. Embora alguns críticos apontem que a série tenta abordar temas sérios como o uso de Ozempic e cirurgias plásticas, muitas vezes ela parece mais interessada em chocar o espectador com cabeças explodindo e corpos derretendo do que em aprofundar o debate filosófico. E, honestamente? Funciona. O visual é tão opulento e as mortes tão absurdas que você acaba relevando a falta de profundidade inicial em prol do entretenimento mórbido.

The Beauty Lindos de Morrer quando e que horas estreia a série no Disney+ 2026 Flixlândia (1)
Foto: Disney+ / Divulgação

Um elenco que segura as pontas soltas

O que impede The Beauty de ser apenas uma bagunça sangrenta é o seu elenco. Evan Peters, veterano das produções de Murphy, entrega uma atuação sólida como o agente Cooper, equilibrando o cinismo com a ação,. Mas a química dele com Rebecca Hall é o que realmente ancora a narrativa emocional.

A personagem de Hall, Jordan, traz uma vulnerabilidade palpável, especialmente ao lidar com suas próprias inseguranças estéticas, o que torna o final do segundo episódio — onde ela acorda em meio a uma transformação indesejada — genuinamente perturbador.

Do outro lado, temos Ashton Kutcher vivendo um vilão “tech bro” caricato, mas que parece se divertir no papel, e Anthony Ramos, que rouba a cena como o Assassino estiloso e cruel. A série também acerta ao dar espaço para Jeremy Pope, cuja jornada de incel inseguro para “Adonis” artificial oferece os momentos mais interessantes de sátira social até agora.

Ritmo caótico, mas impossível de largar

A estrutura narrativa dos primeiros episódios é, para dizer o mínimo, frenética. A série salta de Paris para Veneza e Nova York, introduzindo personagens e matando-os com uma rapidez que pode deixar o espectador tonto,. Há uma sensação de que Murphy e seus cocriadores jogaram todas as ideias na parede: vírus mortal, conspiração farmacêutica, assassinos de aluguel e dramas de relacionamento.

No entanto, apesar da confusão tonal — onde diálogos sérios sobre “Kintsugi” e aceitação das falhas se misturam com cenas de ação absurdas —, a série encontra um ritmo viciante a partir do terceiro episódio. É aquela típica “farofa” de luxo: você sabe que o roteiro tem buracos e que a lógica científica é inexistente (afinal, é um vírus, uma droga ou os dois?), mas a necessidade de ver qual será o próximo absurdo te mantém preso no sofá.

Conclusão

Os três primeiros episódios de The Beauty: Lindos de Morrer provam que Ryan Murphy ainda sabe como criar um evento televisivo, mesmo que seja através do choque e do exagero. A série pode não ser a crítica social profunda sobre padrões de beleza que promete ser — as comparações com A Substância mostram que o filme recente lidou com o tema de forma mais focada —, mas entrega um thriller de horror corporal divertido e visualmente impactante,.

Se você conseguir desligar o senso crítico para a ciência duvidosa e abraçar o caos, The Beauty é uma adição viciante ao catálogo do Disney+. É imperfeita, bagunçada e barulhenta — exatamente como a sociedade obcecada por imagem que ela tenta satirizar.

Onde assistir à série The Beauty: Lindos de Morrer?

Trailer de The Beauty: Lindos de Morrer (2026)

YouTube player

Elenco de The Beauty: Lindos de Morrer, do Disney+

  • Evan Peters
  • Anthony Ramos
  • Jeremy Pope
  • Rebecca Hall
  • Ashton Kutcher
  • Bella Hadid
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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