E aí, fã de dramas médicos! Se você achava que a segunda temporada de The Pitt já estava fervendo com o caos do feriado de 4 de julho, o episódio 8, intitulado “2:00 P.M.”, simplesmente jogou as regras do jogo pela janela.
A série nos entregou um dos seus capítulos mais instigantes ao tirar a principal muleta dos médicos modernos: a tecnologia. O resultado é um plantão caótico, revelador e, acima de tudo, humano. Vamos destrinchar tudo o que rolou nessa verdadeira viagem no tempo dentro da emergência?
Sinopse
O episódio foca em uma crise inesperada: para evitar um grande ataque cibernético, a administração do Pittsburgh Trauma Medical Center (PTMC) decide desligar preventivamente todos os sistemas do hospital.
De uma hora para outra, a equipe médica se vê forçada a trabalhar de forma 100% analógica, usando quadros brancos, fichas de papel, máquinas de fax e canetas esferográficas.
No meio desse colapso logístico, os profissionais precisam correr contra o tempo para tratar pacientes críticos, lidar com tensões do passado e tomar decisões éticas pesadíssimas sobre a vida e a morte.
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Crítica do episódio 8 da temporada 2 de The Pitt
O caos analógico como teste de fogo
É genial como a série usa o apagão digital não apenas como um obstáculo burocrático, mas como um grande “teste de estresse” para mostrar quem os personagens realmente são. Quando tudo falha, a verdadeira capacidade da equipe é colocada à prova. Joy, por exemplo, absolutamente rouba a cena.
Depois que Whitaker tira uma foto toda desfocada do painel de pacientes, Joy revela ter memória fotográfica e recria o quadro clínico de todo mundo de cabeça. Essa dinâmica retrô trouxe um frescor enorme para a temporada, provando que, por mais que a tecnologia facilite as coisas, é a competência e a resiliência humana que mantêm o hospital de pé.

Empatia em meio à gordofobia
Um dos grandes acertos desse episódio foi o tratamento do paciente Howard Knox. Pesando mais de 200 kg, ele não cabia no aparelho de tomografia do hospital, o que exigiu uma intubação com ele acordado e uma transferência super delicada para outra unidade.
O roteiro brilhou ao escancarar e combater a gordofobia médica na figura do estudante Ogilvie, que não perdeu a chance de fazer comentários cruéis e inadequados. Em contrapartida, ver a Dra. McKay dando uma bronca no novato e o Dr. Robby tratando Howard com o máximo de dignidade e respeito foi inspirador. Howard não foi retratado como um fardo; sua gratidão à equipe no meio do caos foi um dos momentos mais emocionantes da hora.
Traumas do sistema e decisões éticas difíceis
The Pitt não tem medo de tocar na ferida de sistemas estruturalmente falhos. A trama da enfermeira Dana revolta qualquer um (no bom sentido da construção narrativa): após concluir com todo o cuidado a coleta de evidências de Ilana, uma vítima de agressão sexual, Dana vai guardar o kit forense e descobre outro abandonado pela polícia há mais de duas semanas. A indignação dela ao ligar para a delegacia reflete a dura e negligente realidade que muitas vítimas enfrentam no sistema de justiça.
Em paralelo, temos o peso das decisões paliativas. Robby decide aumentar a dose de morfina da paciente terminal Roxie para aliviar suas dores extremas, mesmo sabendo dos altos riscos respiratórios. Ao invocar o “princípio do duplo efeito”, ele deixa claro que priorizar o conforto da paciente é o caminho certo, mesmo que isso acelere a morte. É uma escolha sombria, mas tratada com extrema compaixão e maturidade.
Relações frias e novos caminhos
As dinâmicas interpessoais também trouxeram tempero ao episódio. O climão entre Langdon e Santos foi absurdamente palpável enquanto eles suturavam a língua de uma paciente bêbada. Santos ainda não engoliu a volta de Langdon após seus problemas com drogas, e as faíscas mostram que o perdão ali não vai ser nada fácil. Por outro lado, foi lindo ver McKay estender a mão para Langdon num momento de vulnerabilidade, revelando que está sóbria há nove anos e oferecendo apoio real ao colega em sua jornada de recuperação.
Também tivemos alívios e recomeços. A Dra. Ellis tirou um piano das costas de Mel, garantindo que o processo de negligência médica pelo qual ela vai depor é infundado, já que a punção lombar no garoto com sarampo foi perfeita. Já a Dra. Mohan, que estava meio sem rumo após descobrir que sua mãe vendeu a casa e vai viajar com o namorado, recebeu um baita conselho de Al-Hashimi para seguir especialização em geriatria, abrindo um novo caminho na sua carreira.
Conclusão
O episódio 8 da temporada 2 de The Pitt é, sem dúvida, um dos mais redondos e cativantes dessa segunda temporada. Ele consegue equilibrar o estresse contínuo de um pronto-socorro apagado tecnologicamente com dilemas médicos profundos e um desenvolvimento de personagens maravilhoso.
Ao desligar as máquinas, a série ligou os holofotes na essência da medicina: o fator humano, as falhas e, principalmente, a compaixão de quem vive na linha de frente. Como ainda faltam boas horas de plantão e o sistema segue fora do ar, a gente que lute segurando a ansiedade para o que vem por aí.
Onde assistir online à temporada 2 de The Pitt?
Trailer da 2ª temporada de The Pitt
Elenco da segunda temporada de The Pitt
- Noah Wyle
- Ned Brower
- Patrick Ball
- Katherine LaNasa
- Supriya Ganesh
- Fiona Dourif
- Taylor Dearden
- Isa Briones
- Gerran Howell
- Shabana Azeez
















