A temporada 2 de X-Men ’97 não está aqui para brincadeira. Se o primeiro ano da série já havia nos deixado boquiabertos com a forma como abordou o trauma e a perda, o episódio 4, eleva a carga dramática ao limite absoluto.
Atingindo quase a metade da temporada, o episódio abraça a tragédia e o peso das escolhas de forma majestosa, nos lembrando por que esta é uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas para a televisão.
➡️ Compre na AMAZON com frete grátis e rápido!
Sinopse
Presos no Egito Antigo por volta do ano 3000 a.C. após as ações da Mother Askani, metade da nossa equipe — que inclui Professor Xavier, Magneto, Noturno, Fera e Vampira — tem nas mãos uma chance única: impedir que o jovem mutante En Sabah Nur siga o caminho das trevas e se transforme no tirano invencível conhecido como Apocalipse.
No meio dessa missão para alterar o tempo, o grupo ainda precisa lidar com o senhor da guerra Rama-Tut (ninguém menos que uma variante do viajante do tempo Kang, o Conquistador). No entanto, após descobrir os planos guardados em uma nave de origem celestial e perder o seu mentor Baal, En Sabah Nur descobre a farsa dos heróis, assumindo definitivamente a sua forma vilanesca suprema.
➡️ Siga o canal FLIXLÂNDIA no WhatsApp
Crítica do episódio 4 da temporada 2 de X-Men ’97
A gênese de um Deus implacável
Trazer humanidade para um ser tão ancestral e obcecado pela crença de que apenas os mais fortes sobrevivem é uma tarefa difícil, mas o episódio tira isso de letra. O roteiro acerta em cheio ao mostrar que, embora as visões conflitantes de Charles Xavier e Magneto tenham tentado influenciar positivamente En Sabah Nur, ambos falharam como professores.
A construção para o surgimento do Apocalipse tem a dose certa de tensão; é desesperador ver o personagem absorver o poder dos Celestiais e recusar qualquer empatia, caindo na escuridão por culpa da traição daqueles que tentavam salvá-lo.

Ação deslumbrante
Visualmente, o episódio tem ritmo e proporções colossais. A sequência onde Magneto confronta a inteligência artificial da nave, segurando e manipulando destroços ao redor de um buraco negro para tentar salvar a cidade de ser dizimada, carrega uma fluidez digna de grandes produções de anime.
A equipe criativa também merece aplausos por resgatar a grandiosidade clássica das HQs: os personagens bradam seus manifestos em meio às batalhas com pura teatralidade. O clássico monólogo do Apocalipse (“Eu sou as rochas da costa eterna. Choque contra mim e seja destruído.”) volta a brilhar na tela, colidindo diretamente contra as crenças de dominação de Magneto e o pacifismo de Xavier.
O peso insustentável do luto (de novo)
Nós mal havíamos superado a morte heroica do Gambit na primeira temporada, e o episódio 4 repete a dose com o mesmo peso musical melancólico. Assistir o Apocalipse fazer evaporar um personagem vital como Magneto com um disparo brutal no peito foi aterrorizante, provando que ninguém está a salvo e consolidando essa como uma das adaptações mais ameaçadoras já feitas para o vilão.
A dublagem de Xavier (por Ross Marquand e Matthew Waterson nos EUA) rastejando pela areia na tentativa de alcançar seu eterno amigo é dilacerante. Além disso, de forma curiosa e subversiva, a série decidiu contrariar as próprias páginas dos anos 90 do arco Age of Apocalypse — nos quadrinhos, é Magneto quem mata o grande algoz, mas aqui os roteiristas inverteram totalmente os papéis.
Expansão do Universo Marvel e o futuro
Se o episódio principal já foi o bastante para deixar qualquer fã atônito, as ramificações e participações especiais são fantásticas. Tivemos menções diretas aos Externos (um raro grupo de mutantes imortais), Rama-Tut esbanjando sarcasmo com a dublagem incrível de John de Lancie, e a perigosa dica de que o comportamento atípico e odioso de Charles Xavier ao final possa ser o estopim para o nascimento de Onslaught (Massacre) na série.
E, claro, temos a sensacional cena no meio e no pós-créditos ambientada em Paris. A aparição especial do Capitão América (com um grande escudo dos Vingadores) e da Viúva Negra entregando a Wolverine um dossiê, abre as portas para explorarmos a fundo o programa militar que criou Logan.
Conclusão
O episódio 4 da temporada 2 de X-Men ’97 é angustiante e maravilhosamente executado. Ele usa as viagens no tempo para aprofundar dilemas morais, prova que heróis podem errar de maneira cataclísmica, e entrega momentos de ação brutais sem medo de eliminar seus protagonistas.
É um episódio direto, intenso, que aponta de maneira inteligente para o resgate do adamantium do Wolverine no futuro próximo, especialmente com o próximo episódio intitulado “Arma X, Mentiras e DVDs”. A série nos lembra, mais uma vez, que nos quadrinhos a esperança quase sempre cobra um preço muito caro.
Onde assistir à série X-Men ’97?
- Disney+
Trailer da temporada 2 de X-Men ’97
Elenco de X-Men ’97, do Disney+
- Ray Chase (Ciclope)
- Jennifer Hale (Jean Grey)
- Alison Sealy-Smith (Tempestade)
- Cal Dodd (Wolverine)
- Ross Marquand (Apocalipse / Professor X)
- Matthew Waterson (Magneto)
- Lawrence Bayne (Cable)
Ficha técnica
- Série: X-Men ’97 (2ª Temporada, Episódios 1 a 3)
- Roteirista Principal: Matthew Chauncey (substituindo Beau DeMayo)
- Elenco de Voz (Original):
- Episódios Analisados: 1. Dias de um Passado Futuro / 2. Uma Força a Ser Reconhecida / 3. A Ascensão do Apocalipse: Parte 1















