A produtora e distribuidora independente A24 alcançou um status quase intocável na indústria cinematográfica contemporânea, tornando-se sinônimo de prestígio e qualidade em seus filmes. O estúdio independente se consolidou como uma potência que aposta em todos os gêneros – de dramas premiados no Oscar a filmes de terror elevado.
Essa abordagem, que privilegia a visão de cineastas outsiders e conceitos arriscados, garante que o prestígio dos títulos da A24 seja quase presumido antes mesmo do lançamento. Pensando em sua filmografia aclamada, reunimos 24 títulos essenciais que ilustram essa variedade e excelência que a produtora alcançou.
Entre os filmes da lista, está Eternidade (Eternity), nova comédia da A24 que foca nos dilemas profundos da existência. O filme, do diretor David Freyne, explora a vida após a morte onde as almas têm apenas uma semana para decidir como passar a eternidade. A trama se concentra em Joan (Elizabeth Olsen) confrontada com a difícil escolha entre seu marido (Miles Teller) e seu primeiro amor (Callum Turner).
A24: 24 filmes essenciais para sua maratona
A A24 construiu uma identidade de marca e lealdade de público quase sem precedentes, sendo cativante tanto para cinéfilos quanto para críticos. Seu sucesso é resultado do foco em dar voz a cineastas outsiders e arriscar em projetos conceituais.
A seguir, confira 24 filmes que você precisa ver para entender a força e a diversidade do estúdio.
Joias Brutas
Este filme é a grande narrativa do sonho americano, incluindo segundas chances, encapsulada num globo de neve cheio de excentricidades. Ele confirma a universalidade desse tema pela via do frenesi e do suspense, sendo um thriller “elevado” que potencializa o gênero sem negar sua natureza catártica.
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Aftersun
O filme é tão convidativo para ser revisitado quanto é doloroso de assistir novamente, mas sua dor é transmitida de forma calorosa. Entende-se aqui o apelo da mídia analógica, desde as filmagens caseiras até as polaroides, atuando como fontes de memória e enigmas ao revisitar eventos capturados. Nenhum filme define tão bem a palavra “saudade”.
A Bruxa
Este é o filme central para entender — para o bem e para o mal — a origem e o significado do chamado “horror elevado”. A recusa do diretor Robert Eggers em aderir a convenções mais frontais do cinema de gênero consegue potencializar e justificar o que o filme tem de sugestivo e enervante. Ele cravou o nome de Robert Eggers e Anya Taylor-Joy com força em Hollywood.
Priscilla
De certa forma, parece que Sofia Coppola nasceu para desconstruir o mito de Elvis Presley e colocar o foco em sua esposa, Priscilla. Em menos de duas horas, a diretora traduz perfeitamente o sufocamento em travesseiros de plumas de pavão que a jovem viveu ao se casar com o rei do rock n’ roll.
Lady Bird: A Hora de Voar
Este é o filme que lançou Greta Gerwig como diretora e mostra como ela entende as sutilezas, diversões e complexidades da feminilidade, especialmente na juventude. Através de Saoirse Ronan, explora-se a dicotomia entre a nostalgia pelo lar e o desejo de abrir asas e deixá-lo, algo muito presente nos anos formativos.
Projeto Flórida
Sean Baker talvez seja o nome que melhor define o ethos da A24 como força cinéfila. Este filme concentra o melhor de seu cinema, seja na busca por histórias marginalizadas ou na inovação visual e narrativa, temperando um realismo cruel com fantasia cômica. O filme mostra “o outro lado dos parques da Disney“, com moradores de um conjunto habitacional próximo ao local.
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Ex Machina: Instinto Artificial
Um filme de arrancar as unhas, que trata da manipulação de dados e intenções que colocam em xeque a consciência de uma inteligência artificial. A trama questiona também os instintos masculinos que a criaram, e a saída deste labirinto leva à emancipação da robô, e da mulher. É uma das melhores ficções científicas dos últimos anos.
Sob a Pele
O filme que melhor informou a sensibilidade visual do diretor Jonathan Glazer, justificando plenamente sua tendência às artes plásticas em uma narrativa de assombro e maravilhamento. É o terror slasher mais convincente que poderia ser feito a partir dessa preocupação em ser vanguardista. É o filme mais enigmático da carreira de Scarlett Johansson.
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Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
A magnum opus pop dos Daniels, que conquistou sete Oscars, continua sendo uma história profundamente sentida e lindamente atuada. Este filme se tornou a maior bilheteria doméstica da A24 de todos os tempos. É uma mistura de ação, ficção científica e comédia, sendo elogiado por sua narrativa original e performances marcantes.
Hereditário
Contando com uma atuação de primeira de Toni Collette, o diretor Ari Aster ensaia uma jornada à loucura onde o parente é tão culpado quanto o demônio. Hereditário ainda se mantém como o melhor filme de terror já lançado pela produtora.
Fé Corrompida
Muito já se falou e escreveu sobre a natureza bressoniana deste clássico moderno do diretor Paul Schrader. A solidez e o ressoar do filme vêm dessa constatação: hoje, ninguém com menos de 70 anos no cinema americano se presta a filmar dessa forma estoica, sem impregnar cada plano de verdades morais inequívocas.
Moonlight: Sob a Luz do Luar
O filme de Barry Jenkins é muito maior do que a confusão que marcou sua vitória em melhor filme no Oscar. Mergulhado em tradições centenárias de ficção negra e queer, Moonlight desabrocha em tela como um conto sensual, pungente e puramente sensorial de amadurecimento e abraço de si mesmo. Ele se tornou um sucesso muito comentado, sendo o primeiro longa da A24 a vencer o Oscar de Melhor Filme.
Bom Comportamento
Este é um proto-Joias Brutas que serviu como carta de apresentação dos irmãos Safdie e pode ser considerado a principal pérola escondida deste estúdio. A imprevisível noite de Robert Pattinson ganha a textura da relação de irmãos, construída na tensão nervosa entre o charme do astro e a humanidade crua de Buddy Duress.
O Souvenir
A escolha de rodar em película de 16mm pode sugerir que o quarto longa de Joanna Hogg transpira algum elitismo cinematográfico. Na prática, o que a cineasta realiza é uma versão do amour fou burguês de Trama Fantasma mais direta ao ponto, sem todos os floreios de autor do filme de Paul Thomas Anderson.
Midsommar – O Mal Não Espera a Noite
De acordo com Ari Aster, este filme foi concebido pensando num fim de namoro particularmente trágico que o diretor experimentou. O desespero da situação inunda cada segundo deste tenso terror situado quase inteiramente na luz do dia. O medo vem não do que está escondido nas sombras, mas de como Aster trata a co-dependência.
A Despedida
O longa desafia a ideia do “draminha indie simples e sincero” ao nos confrontar com cada escolha deliberadamente artificial que Lulu Wang faz na direção. Isso inclui a trilha sonora melodramática, a direção de arte cheia de tons pastéis e a encenação milimétrica que provoca humor nos momentos menos prováveis.
X: A Marca da Morte
Adepto de explorações de gênero bem literais, o diretor Ti West parece ter encontrado uma história que realmente queria contar com X: A Marca da Morte. Vulgar, enérgico e cheio de ideias explosivas sobre sexualidade, envelhecimento e impulsos de morte, este é o melhor dos filmes que reavivaram o terror slasher nos últimos tempos.
First Cow: A Primeira Vaca da América
Uma das principais vantagens do slow cinema de Kelly Reichardt é como ele dá amplo espaço para seus personagens respirarem, bastando apenas gestos, sem a necessidade de diálogo. Em meio às sementes do capitalismo americano, identificamos o começo e o fim de uma amizade, perpetuada pela iniciativa, mas amaldiçoada pela necessidade de lucrar só mais um pouco.
Vidas Passadas
Em muitos sentidos, é o draminha de relacionamentos quintessencial da A24. O filme coloca os personagens hipsters que são figurinha carimbada do estúdio em rota de colisão com valores e realidades concretas. Celine Song mina com habilidade toda a angústia que advém desse esbarrão perigoso, sem recorrer ao melodrama.
Fale Comigo
Em uma era de “horror elevado” que precisa desesperadamente de mais faro pop e impulsos emocionais mais fortes, Fale Comigo é um bálsamo. Os irmãos Philippou, vindos do YouTube, sabem exatamente como mexer com ansiedades elementais dos tempos contemporâneos e traduzi-las em imagens instantaneamente icônicas.
Spring Breakers: Garotas Perigosas
De repente, o cinema americano de pretensão jovem redescobre as cores e luzes do neon. Há uma variedade de filmes e séries que saturam suas cores para emular um cinema sensorial e de fluxo, em contraponto à frieza cinza e cínica dos blockbusters militarizados. Poucos deles, porém, fazem isso com tanta propriedade e verdadeiro despudor quanto Spring Breakers.
O Farol
O roteirista e diretor Robert Eggers dribla a síndrome do segundo filme, recompensando o público do cinema de horror com tudo aquilo que seu A Bruxa havia recusado. O filme entrega as catarses convencionadas pelo gênero, desde o pequeno susto até o delírio cósmico. O gosto de Eggers por pesquisar relatos reais e reproduzi-los literalmente ganha vida na prosódia de Willem Dafoe, resultando em um triunfo da teatralidade.
A Tragédia de Macbeth
Ao remover as cores e centralizar a ação, A Tragédia de Macbeth encontra a chave para o clima do teatro shakespeariano. Os personagens e locais iluminados pelo brilho cuidadosamente posicionado são como as palavras e letras nos textos do dramaturgo, enquanto a escuridão ao redor realça o gosto de impressionismo.
Eternidade
O filme, com estreia prevista para 4 de dezembro nos cinemas, se concentra em Joan (Elizabeth Olsen) confrontada com a difícil escolha entre seu marido (Miles Teller, de Whiplash: Em Busca da Perfeição) e seu primeiro amor (Callum Turner), que a esperou por décadas.
O diretor David Freyne apresenta uma fábula ousada e emocionante, com uma visão encantadora e pop da existência após a vida. A vencedora do Oscar Da’Vine Joy Randolph compõe o elenco, como uma das divertidas Consultoras do Além. Miles Teller afirma que o filme tem cenas poéticas e lindas sobre vida, amor e perda, e a trilha sonora exuberante e vibrante é de David Fleming.
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