Se você está se preparando para encarar o banho de sangue de A Morte do Demônio: Em Chamas (ou Evil Dead Burn, no original), a resposta direta é: sim, não saia da poltrona quando o filme acabar. Seguindo a tradição das grandes franquias de horror de deixar o público com um último gostinho de tensão, o novo capítulo dirigido por Sébastien Vaniček presenteia os fãs com não apenas uma, mas duas cenas extras — uma no meio e outra no finalzinho dos créditos.
Longe de serem meras piadas descartáveis, essas sequências entregam desde o humor sádico clássico da saga de Sam Raimi até uma reviravolta chocante que altera o futuro da franquia.
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O que acontece na cena no meio dos créditos de A Morte do Demônio: Em Chamas?
A primeira cena extra surge durante a rolagem dos créditos e é focada na avó da família, também conhecida como Polly (interpretada por Maude Davey). Totalmente dominada pela força demoníaca e sem uma das mãos, a Deadite é vista se arrastando à beira de uma estrada, deixando um rastro de suas próprias vísceras pelo caminho.
A situação toma um tom de humor macabro e característico da franquia quando uma motorista desavisada para o carro para ajudá-la. A avó, fingindo-se de frágil, murmura que está com problemas nas pernas. No momento em que a vítima se aproxima, a criatura dá um bote letal, avisando que vai “levar as pernas” da mulher. É uma sequência rápida que resgata a veia do humor pastelão e bizarro que popularizou a franquia original.
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Entenda a cena pós-créditos de A Morte do Demônio: Em Chamas e a conexão com A Ascensão
O verdadeiro soco no estômago, no entanto, fica reservado para a cena pós-créditos final, que reconecta o longa de forma inusitada com o sucesso de 2023, A Morte do Demônio: A Ascensão.
A cena nos leva de volta a um crematório que já havia aparecido antes na trama. Uma criança (filha da funcionária do local) fica sozinha em uma sala repleta de urnas funerárias. Curiosa, ela lê o nome em uma das urnas: “Ellie”. Subitamente, as luzes começam a piscar de forma descontrolada e, ao olhar para o espelho, a garotinha não vê o próprio reflexo, mas sim a imagem de Ellie (a assustadora mãe Deadite do filme anterior, vivida por Alyssa Sutherland).
O reflexo pede silêncio e, num salto terrível, a versão física da Deadite surge atrás da criança, quebrando o pescoço dela. Quebrando a quarta parede, a entidade olha direto para a câmera e avisa: “A mamãe voltou” (ou “Mommy’s back”).
Para os fãs mais atentos, o momento levanta uma pulga atrás da orelha: como Ellie sobreviveu se, no clímax de A Morte do Demônio: A Ascensão, ela havia se fundido a uma aberração de vários membros (o Marauder) e depois sido completamente triturada por um cortador de lenha?. O longa não se preocupa em explicar a logística por trás dessas cinzas ou de sua ressurreição, preferindo manter a essência de que o mal do Livro dos Mortos nunca é erradicado por completo, espalhando-se independentemente da lógica física.

Efeitos práticos, censura e bastidores: o que diz o elenco e a direção?
A Morte do Demônio: Em Chamas já tem sido classificado pela crítica como um dos longas mais viscerais e biologicamente realistas da história da saga, e isso não aconteceu por acaso.
Em entrevista ao portal ComicBook, o diretor Sébastien Vaniček revelou que a aposta no “gore” prático foi uma exigência sua desde o primeiro dia: “Assim que soube que o título seria Em Chamas, pensei: ‘Vou precisar de fogo de verdade no set’, porque A Morte do Demônio sempre foi sobre efeitos práticos. Nem é apenas uma questão de respeitar o legado, mas porque é isso que faz esses filmes funcionarem tão bem”. Ele complementa que queria poeira, sujeira e imperfeições que o CGI jamais conseguiria emular, para deixar a plateia fisicamente exausta.
Já o nível de violência explícita foi tanto que o estúdio precisou intervir. Conversando com o Screen Rant, Vaniček explicou o atrito com a Sony Pictures para escapar da severa classificação indicativa NC-17 (proibido para menores de 17 anos) nos Estados Unidos: “Durante as filmagens, pude fazer o que quisesse. Não havia limites. Mas em algum momento, você enfrenta censura. […] Então, em algum momento, era NC-17, e eles me disseram: ‘Ok, corte isso, isso, isso, isso. É onde você tem que trabalhar porque isso é demais para o público’. E foi aí que tive que voltar para a sala de edição e cortar um pouco as coisas”.
No centro dessa carnificina controlada está a ginasta e atriz Souheila Yacoub, que vive Alice, uma jovem recém-viúva tentando sobreviver aos parentes possuídos. Longe de ser uma exterminadora implacável desde o princípio, a atriz explicou sua abordagem vulnerável ao ComicBook: “Não sei muito sobre terror… Sou uma florzinha”, deixando claro que a meta foi afastar a personagem do estereótipo batido de super-heroína final girl.
Com conexões sombrias, baldes de sangue e a promessa de que os demônios não pretendem ir a lugar nenhum, Evil Dead Burn consolida a nova era macabra de uma franquia que se recusa a morrer.
Ficha técnica
- Título Original: Evil Dead Burn
- Título no Brasil: A Morte do Demônio: Em Chamas
- Data de Lançamento no Brasil: 9 de julho de 2026
- Direção: Sébastien Vaniček
- Roteiro: Sébastien Vaniček, Florent Bernard e Sam Raimi
- Elenco Principal: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar, Erroll Shand e Maude Davey
- Produção: Rob Tapert e Sam Raimi
- Estúdio / Distribuição: Warner Bros. / Sony Pictures










