A Queda 2 - No Limite crítica do filme 2026

‘A Queda 2’ aposta na vertigem, mas escorrega em roteiro frágil

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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A Queda 2: No Limite dá continuidade ao suspense de sobrevivência lançado em 2022, transferindo a ambientação do medo de altura de uma estrutura metálica para a escalada em grandes paredões de rocha.

Com a transição do diretor original, Scott Mann, para a função de produtor, a direção deste novo capítulo fica sob a responsabilidade dos irmãos Michael Spierig e Peter Spierig (A Maldição da Casa Winchester).

Produzida pela Capstone Studios e pela Tea Shop Productions, a obra integra um planejamento de expansão da franquia que contempla, além desse segundo filme, o desenvolvimento de pelo menos mais uma continuação centrada em situações extremas nas alturas.

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Da torre de metal aos paredões da Tailândia

Ainda abalada e lidando com o luto pela morte de sua irmã Hunter, Jax (Harriet Slater) se aproxima de Luce (Arsema Thomas), uma destemida amiga da falecida. Em uma tentativa de prestar homenagem e superar o trauma, as duas decidem realizar uma perigosa expedição pelo circuito de passarelas suspensas do Monte Kwan, na Tailândia.

No entanto, após um deslizamento repentino de rochas destruir as vias de acesso e saída, elas ficam presas em uma frágil plataforma de madeira a mais de 900 metros de altura. Sem sinal e expostas a condições extremas, Jax precisará confrontar seus medos mais profundos e lutar ao lado de Luce para encontrar uma maneira de sobreviver.

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Por que a sequência fica abaixo do original?

Ao transferir a trama da torre de rádio para os imponentes penhascos do Monte Kwan, na Tailândia, a produção busca ampliar a escala do perigo, mas entrega uma experiência de sobrevivência menos eficiente. A tentativa de expandir a franquia resulta em um trabalho que se posiciona claramente um degrau abaixo do longa original de 2022.

Embora a mudança de cenário prometa um frescor visual, a estrutura dramática recorre a recursos e vícios bem parecidos com os do primeiro capítulo, fazendo com que a tensão perca o impacto inicial e dependa de conflitos já previsíveis pelo público.

A Queda 2 - No Limite crítica do filme de 2026 (1)
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Vertigem em doses isoladas

Na condução visual, a direção dos irmãos Michael Spierig e Peter Spierig demonstra bom domínio do espaço ao utilizar bons ângulos e planos abertos que capturam a imensidão do abismo e provocam a sensação de vertigem. Há momentos bem construídos em que o uso do cenário transmite um realismo físico e um nervosismo pontual.

No entanto, a obra falha em manter esse ritmo de maneira contínua ao longo do percurso. A atmosfera de suspense surge em episódios isolados, mas se esvazia antes de se firmar por completo, culminando em um clímax fraco que não sustenta a expectativa criada pelas sequências anteriores.

Fragilidades do roteiro

O roteiro surge como o elemento mais frágil do filme, sustentando-se em conveniências que comprometem a lógica da história. A tentativa de abordar a cura do trauma e a superação do luto funciona como uma justificativa rasa e pouco convincente para colocar as personagens em um perigo extremo.

Além disso, o enredo exige uma aceitação excessiva de improbabilidades físicas, como no caso de uma trilha com passarelas de madeira e suportes metálicos abandonados há trinta anos. Mesmo exposta à umidade constante da região, essa estrutura permanece praticamente intacta até o instante exato em que o grupo decide atravessá-la, revelando um recurso artificial para forçar o início da crise.

A Queda 2 No Limite crítica do filme 2026 (1)
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Quebra de tom e pressa para encerrar

No último terço da exibição, a condução abandona o suspense de isolamento e adota um tom de ação fora do tom, prejudicando a proposta inicial. O encerramento revela soluções apressadas e saltos de lógica que comprometem a coerência do texto.

A história omite os detalhes práticos de como a protagonista consegue se livrar da situação limite em que estava pendurada e ignora os desdobramentos de seu encontro com os traficantes locais. Ao final, o retorno da personagem à base ocorre de forma facilitada, sem que as autoridades ou as pessoas ao redor questionem os acontecimentos ocorridos na montanha.

Uma ponte para o terceiro filme

No aspecto das atuações, Harriet Slater (Outlander: Blood of My Blood) se destaca no papel de Jax Hunter pela entrega física nas cenas de esforço e pela forte presença em tela, sobressaindo-se também por sua notável semelhança visual com a atriz Lindsay Lohan (apenas um detalhe).

Contudo, o fechamento da produção foca menos em dar um desfecho maduro à trajetória da personagem e mais em cumprir uma etapa funcional do projeto. As cenas finais são estruturadas para deixar pontas soltas e preparar o terreno para a sequência já confirmada, revelando um direcionamento focado na continuidade da franquia.

Foco comercial

A Queda 2: No Limite é uma sequência que se apoia no apelo visual da vertigem, mas tropeça nas fragilidades de seu próprio roteiro e no encerramento apressado. Embora apresente bons enquadramentos e uma atuação dedicada de sua protagonista, o longa deixa de lado a consistência narrativa para entregar soluções facilitadas e garantir a continuidade da marca.

O resultado final posiciona a obra como um capítulo intermediário focado na expansão comercial do projeto, sem alcançar o mesmo impacto e a firmeza apresentados no primeiro filme.

A Queda 2: data de lançamento e onde assistir ao filme

A Queda 2: No Limite estreia nos cinemas em 1º de outubro.

Trailer do filme A Queda 2: No Limite (2026)

YouTube player

Ficha técnica

InformaçãoDetalhe
TítuloA Queda 2: No Limite
DireçãoMichael Spierig e Peter Spierig
RoteiroJonathan Frank e Scott Mann
ProduçãoCapstone Studios, Tea Shop Productions
GêneroSuspense / Sobrevivência / Ação
Data de Estreia1º de outubro
Elenco e Personagens• Harriet Slater como Jax Hunter

• Arsema Thomas como Luce

• Tom Brittney como Jon Platt

• Virginia Gardner como Shiloh Hunter

• Sahajak Boonthanakit como Thai Barman

• Korakod Yensuk como Large Woman

• Jordan Coleman como Real Luce

• Maryna Bennett como Female Teenager

• Noen Perez como Male Teenager

• Nattapon Sukpiam como Thai Climber 1

• Charlie Ruedpokanon como Thai Climber 2
Escrito por
Bruno de Oliveira

Sou um apaixonado por filmes, séries e cultura pop em geral. Entre um blockbuster e um filme introspectivo e intimista encontro meu lugar no mundo e me sinto a vontade para viajar seja lá para qual mundo for.

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