Confira a crítica do filme "Ad Vitam", suspense policial de 2025 franco-belga disponível para assistir na Netflix.
Críticas

Direção e química dos protagonistas sustentam ‘Ad Vitam’

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Na mais recente aposta da Netflix para 2025, o filme “Ad Vitam” surge como um thriller de ação francês dirigido por Rodolphe Lauga (Uma Complicada Situação Amorosa).

Protagonizado e coescrito por Guillaume Canet (Até a Eternidade), o filme mistura ação, suspense e drama, explorando os limites entre lealdade, traição e sobrevivência. Ambientado em uma Paris que pulsa tensão a cada esquina, “Ad Vitam” busca equilibrar cenas de adrenalina com um enredo mais profundo, mas será que atinge seu objetivo?

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Sinopse do filme Ad Vitam (2025)

A trama acompanha Franck Lazarev (Guillaume Canet), um ex-integrante do GIGN (Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional), que deixou a força após um trágico incidente em sua carreira. Agora vivendo uma vida pacata com sua esposa grávida, Léo (Stéphane Caillard), Franck se vê no centro de uma conspiração devastadora quando sua casa é invadida por criminosos e Léo é sequestrada.

O que parecia ser um ataque isolado revela uma teia de corrupção que conecta o passado de Franck a intrigas políticas e crimes no alto escalão. Determinado a salvar sua esposa e limpar seu nome, ele retorna à ação, enfrentando inimigos dentro e fora do sistema.

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Crítica de Ad Vitam, da Netflix

“Ad Vitam” é um filme que aposta alto em seus elementos de ação, com cenas bem coreografadas e locações icônicas que dão vida à atmosfera de Paris. O diretor Rodolphe Lauga faz um uso inteligente das paisagens urbanas, desde os telhados até os interiores históricos, criando um pano de fundo visualmente atraente para a narrativa. No entanto, apesar de momentos eletrizantes, o longa tropeça em seu roteiro, que parece tratar a história como uma desculpa para as cenas de luta e perseguição.

Guillaume Canet entrega uma atuação sólida como Franck, mas carece de intensidade emocional em momentos cruciais. Enquanto o personagem lida com a perda e a busca desesperada por justiça, sua performance soa contida demais, faltando o impacto visceral que atores como Liam Neeson trouxeram para papéis semelhantes em Busca Implacável.

Por outro lado, Stéphane Caillard, no papel de Léo, equilibra força e vulnerabilidade de maneira convincente, mas a narrativa a coloca, em grande parte, no papel de “donzela em perigo”, limitando seu potencial.

Os coadjuvantes, interpretados por atores como Nassim Lyes e Alexis Manenti, cumprem seus papéis sem muito destaque, enquanto Johan Heldenbergh se sobressai como o antagonista, trazendo uma dose de intensidade que falta ao protagonista. Infelizmente, a trama não oferece profundidade suficiente para explorar as motivações dos vilões, deixando a intriga política vaga e sem impacto emocional.

Embora as cenas de ação mantenham o ritmo dinâmico, algumas decisões narrativas beiram o absurdo, como o uso conveniente de dispositivos como um parapente motorizado em momentos críticos. Esses exageros, somados à estrutura fragmentada da história, que alterna entre flashbacks e o presente, acabam enfraquecendo o impacto geral do filme.

Conclusão

“Ad Vitam” é uma experiência visualmente satisfatória e oferece entretenimento para os fãs de filmes de ação, mas não consegue construir uma narrativa envolvente e personagens marcantes. A direção de Lauga e a química entre Guillaume Canet e Stéphane Caillard sustentam a trama, mas não são suficientes para elevar o filme a um patamar marcante dentro do gênero.

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Onde assistir ao filme Ad Vitam?

O filme está disponível para assistir na Netflix.

Trailer de Ad Vitam (2025)

Elenco de Ad Vitam, da Netflix

  • Guillaume Canet
  • Stéphane Caillard
  • Nassim Lyes
  • Zita Hanrot
  • Alexis Manenti
  • Johan Heldenbergh

Ficha técnica do filme Ad Vitam

  • Título original: Ad Vitam
  • Direção: Rodolphe Lauga
  • Roteiro: Guillaume Canet, David Corona, Rodolphe Lauga
  • Gênero: policial, suspense, ação, drama
  • País: França, Bélgica
  • Ano: 2025
  • Duração: 95 minutos
  • Classificação: 16 anos
Escrito por
Wilson Spiler

Formado em Design Gráfico, Pós-graduado em Jornalismo e especializado em Jornalismo Cultural, com passagens por grandes redações como TV Globo, Globonews, SRZD e Ultraverso.

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