As Cores do Mal - Vermelho crítica do filme Netflix 2024
Críticas

‘As Cores do Mal: Vermelho’ mantém o público preso do início ao fim

Compartilhe

O filme “As Cores do Mal: Vermelho” (Kolory zla. Czerwien), é um thriller psicológico polonês que estreou na Netflix nesta quarta-feira (29). Dirigido por Adrian Panek, o longa-metragem segue a investigação do promotor Leopold Biski (Jakub Gierszal) e de Helena Bogucka (Maja Ostaszewska) sobre a morte da filha dela, cujo corpo foi encontrado em uma praia.

Sinopse do filme As Cores do Mal: Vermelho (2024)

A história começa com a descoberta do corpo da filha de Helena em uma praia, um crime que rapidamente se liga a um assassinato semelhante ocorrido há 15 anos, ambos com conexões a um clube à beira-mar. À medida que a investigação se aprofunda, o filme revela as motivações brutais do assassino e a persistência dos investigadores em resolver o caso.

Você certamente vai gostar disso:

Crítica de As Cores do Mal: Vermelho, da Netflix

“As Cores do Mal: Vermelho” tem um roteiro bem escrito e uma direção ágil, que mantêm o público preso do início ao fim. Adrian Panek demonstra uma capacidade notável em construir um thriller psicológico, mantendo um ritmo rápido e intrigante. A narrativa é repleta de reviravoltas e pistas falsas que mantêm o suspense até o clímax. A profundidade dos personagens é um ponto forte, com seus arcos entrelaçados de maneira que enriquece a trama.

A atuação de Maja Ostaszewska como Helena Bogucka é excepcional. Ela consegue transmitir tanto a dor de uma mãe em luto quanto a determinação feroz de descobrir a verdade. Sua capacidade de alternar entre cenas emocionalmente carregadas e momentos de contenção é impressionante. Jakub Gierszal também se destaca como Leopold Biski, trazendo uma intensidade controlada e uma determinação que tornam seu personagem crível e cativante.

Outro ponto alto é a fotografia, que utiliza paletas de cores para intensificar o clima sombrio e a tensão crescente. A trilha sonora complementa a narrativa, mantendo a audiência engajada sem ser intrusiva. No entanto, algumas cenas poderiam ter sido cortadas para evitar a sensação de extensão desnecessária, especialmente em um thriller que depende tanto do ritmo para manter o suspense.

Conclusão

“As Cores do Mal: Vermelho” é um thriller psicológico que cumpre sua promessa de manter o público intrigado e emocionalmente envolvido. Embora não seja isento de falhas, como a ocasional lentidão e o excesso de cenas prolongadas, o filme tem uma direção muito competente de Adrian Panek, um roteiro bem elaborado e excelentes atuações. A exploração das motivações do assassino e a forma como os personagens lidam com suas próprias questões internas aprofundam ainda mais uma narrativa já rica.

Siga o Flixlândia nas redes sociais

Onde assistir ao filme As Cores do Mal: Vermelho (2024)?

O filme está disponível para assinantes da Netflix.

Trailer do filme As Cores do Mal: Vermelho

Elenco de As Cores do Mal: Vermelho, da Netflix

  • Jakub Gierszał
  • Maja Ostaszewska
  • Zofia Jastrzębska
  • Andrzej Konopka
  • Przemysław Bluszcz
  • Wojciech Zieliński
  • Andrzej Zieliński
  • Jan Wieteska

Ficha técnica de As Cores do Mal: Vermelho (2024)

  • Título original: Kolory zla. Czerwien
  • Direção: Adrian Panek
  • Roteiro: Lukasz M. Maciejewski, Adrian Panek, Malgorzata Oliwia Sobczak
  • Gênero: suspense, policial, drama
  • País: Polônia
  • Duração: 112 minutos
  • Classificação: 18 anos
Escrito por
Giselle Costa Rosa

Navegando nas águas do marketing digital, na gestão de mídias pagas e de conteúdo. Já escrevi críticas de filmes, séries, shows, peças de teatro para o sites Blah Cultural e Ultraverso. Agora, estou aqui em um novo projeto no site Flixlândia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas

Artigos relacionados
Leia a crítica do filme One Hit Wonder, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘One Hit Wonder’ é uma melodia nostálgica que não toca o coração

O cinema, assim como a música, tem a capacidade de nos transportar...

Críticas

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ revisita o clássico sem CGI

‘Bambi: Uma Aventura na Floresta’ chega aos cinemas como uma adaptação em...

Leia a crítica do filme Os Roses (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Os Roses’: remake de clássico oitentista aposta no humor britânico da dupla principal

Com os constantes flops de filmes de “hominho” no cinema, Hollywood parece...

Crítica do filme Planeta dos Solteiros - Aventura na Grécia, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘Planeta dos Solteiros: Aventura na Grécia’ ou férias sob o sol da paranoia

A franquia polonesa de comédia romântica “Planeta dos Solteiros”, um fenômeno de...

Críticas

Rosario: quando o terror assusta pelo estereótipo batido

Estreando no cinema de longas-metragens, o diretor Felipe Vargas propõe em ‘Rosário’...

Crítica do filme A Seita, com Eric Bana, da HBO Max (2025) - Flixlândia (1)
Críticas

‘A Seita’ é um ritual sem sentido

Em meio a uma enxurrada de thrillers psicológicos que buscam explorar as...

Crítica do filme A Mãe e a Maldição, da Netflix (2025) - Flixlândia
Críticas

‘A Mãe e a Maldição’ tenta ser muitas coisas, mas não consegue nenhuma delas

O cinema de horror indiano tem experimentado um renascimento fascinante nos últimos...

‘O Último Azul’ filme com Rodrigo Santoro é aplaudido durante estreia no Festival de Berlim 2025
Críticas

‘O Último Azul’: drama brasileiro discute etarismo e muito mais

São tantas camadas a serem discutidas em “O Último Azul” que uma...