Asa Branca - A Voz da Arena resenha crítica do filme brasileiro 2025 Flixlândia (1)

[CRÍTICA] ‘Asa Branca – A Voz da Arena’: moda de viola ou rock’n roll?

(A gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer)

Foto: Paris Filmes / Divulgação
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Olá, caro leitor! É bem provável que você nunca tenha ouvido falar da história deste emérito cidadão nascido no interior de São Paulo, de onde podemos dizer que ele saiu literalmente “de Turiúba para o mundo” que dá nome ao filme “Asa Branca – A Voz da Arena”. Sim, Turiúba é um pequeno município da região de Votuporanga, com população estimada em 1.839 habitantes em 2024.

Foi ali que nasceu Waldemar Ruy dos Santos, um exímio peão de boiadeiro que, após um grave acidente, transformou-se no lendário locutor de rodeios conhecido como Asa Branca. O filme acompanha exatamente essa virada de destino, mostrando como um homem simples se tornou uma verdadeira lenda da narração dos rodeios brasileiros.

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Sinopse

Estamos em 1990. Waldemar (Felipe Simas, conhecido pelo papel de Daniel Cravinhos em Tremembé), chamado de Ruy pela comunidade, vive a rotina dura de peão de boiadeiro, participando de rodeios ao lado dos colegas, todos funcionários de Jotapê (vivido pelo sempre competente Fábio Lago), principalmente de seu melhor amigo, Miltinho (Ravel Andrade).

Ruy mantém um relacionamento estável e afetuoso com Sandra (Lara Tremouroux). O casal vive uma fase aparentemente feliz e promissora, com planos de constituir família. Porém, durante um rodeio, Ruy sofre um grave acidente, dando início a uma longa e delicada recuperação, acompanhada de perto por Sandra. Mesmo ainda debilitado, ele sonha em se casar e retomar sua vida de peão ao lado da mulher que ama.

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Resenha crítica do filme Asa Branca – A Voz da Arena

Durante o período de recuperação na casa de Sandra, Ruy passa horas ouvindo fitas cassete de locuções de rodeios, alimentando ainda mais sua paixão pelo universo das arenas. Em uma dessas fases solitárias, recebe a visita do grande amigo Wandão (Carlos Francisco, em ótima interpretação), que lhe entrega uma caixa repleta de gravações de renomados locutores.

É ali que nasce a semente de uma nova possibilidade de futuro. Ruy começa a repetir, treinar e se inspirar naqueles áudios, estudando cada entonação. Quando retorna à fazenda, é recebido com festa pelos amigos e por Jotapê, mas percebe que já não está mais preparado emocionalmente para voltar à função de peão.

Asa Branca - A Voz da Arena 2025 resenha crítica do filme brasileiro Flixlândia
Foto: Paris Filmes / Divulgação

Surge então uma oportunidade inesperada: ele assume a locução de um rodeio para cobrir uma ausência temporária. Jotapê aposta nele — e o resultado surpreende a todos. É nesse momento que entra em cena Jiboia (Camila Brandão, carismática e segura), que oferece suporte técnico e tecnológico, ajudando Asa Branca a inovar com microfones sem fio e narrações feitas diretamente da arena. O sucesso começa a crescer rapidamente.

Ambicioso e inquieto, Asa Branca busca referências nos rodeios norte-americanos e convence empresários a patrocinarem suas ideias de modernização do espetáculo no Brasil. O sucesso, entretanto, cobra seu preço. A dedicação quase exclusiva à carreira afeta sua vida pessoal, e o personagem mergulha em um ciclo de excessos, perdendo, aos poucos, os valores que o sustentavam.

Conclusão

Asa Branca – A Voz da Arena é a história clássica de um sonhador que quis voar alto e que, para isso, não mediu as consequências de suas escolhas. O preço foi alto. Embora tenha conseguido se reerguer em determinados momentos, sua saúde se deteriorou ao longo dos anos, culminando em sua morte, em 2020, em decorrência de complicações causadas pelo vírus HIV.

A relação com Sandra rende uma das cenas mais sensíveis do filme, mas poderia ter sido mais explorada ao longo da narrativa, especialmente no que diz respeito à dedicação dela nos momentos mais difíceis da vida do protagonista.

O alcoolismo e o uso de drogas são apresentados com bastante destaque, mas as consequências dessas escolhas acabam sendo suavizadas. Talvez a intenção dos realizadores tenha sido preservar uma memória menos sombria da figura pública de Asa Branca, ainda hoje envolta em disputas judiciais entre filhos, ex-companheiros e pedidos de reconhecimento de paternidade.

Tecnicamente, o filme apresenta pequenos problemas de áudio em alguns diálogos, dificultando a compreensão em determinados momentos no cinema. Em contrapartida, a trilha sonora é impecável. No conjunto, trata-se de uma boa produção, com atuações sólidas e uma história envolvente. Vale uma pipoca média e um guaraná pequeno. Bom divertimento!

Onde assistir ao filme Asa Branca – A Voz da Arena?

O filme estreia nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, exclusivamente nos cinemas brasileiros.

Trailer de Asa Branca – A Voz da Arena (2025)

YouTube player

Elenco do filme Asa Branca – A Voz da Arena

  • Felipe Simas
  • Fabio Lago
  • Ravel Andrade
  • Camila Brandão
  • Lara Tremouroux
Escrito por
Cleon

Cleon (pseudônimo de Antonio Filho) é da área de TI, mas vive com a cabeça nas estrelas. Trocou linhas de código por linhas de roteiro — e escreve sobre séries e filmes como quem decifra algoritmos de emoção humana.

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